Análise da regeneração natural da vegetação nas áreas afectadas pela exploração mineira na Serra do Cristo-Rei, Lubango-Angola
Palavras-chave:
Actividade mineira, Regeneração natural, Índices de diversidade vegetalResumo
A actividade mineira é fundamental para a economia angolana, representando cerca de 14% das exportações em 2024, mas gera impactos ambientais significativos, principalmente relacionados com o desmatamento. A província da Huíla concentra aproximadamente 96% da exploração de rochas ornamentais do país, resultando na redução das formações vegetais nativas devido às atividades antrópicas. Para mitigar esses efeitos, são necessárias técnicas de replantio e recuperação ambiental, conforme previsto na norma reguladora das atividades mineiras, que enfatiza a análise dos impactos sobre os meios físicos, bióticos e antrópicos, bem como a revegetação de áreas degradadas. Neste contexto, o estudo teve como objetivo analisar a regeneração da vegetação em áreas de exploração de rochas ornamentais na Serra do Cristo Rei, município do Lubango, província da Huíla. A avaliação baseou-se na avaliação dos índices de diversidade e riqueza florística, na estimativa da regeneração natural. Para maior robustez, foram calculados índices espectrais-índice composto de biomassa, índice de vegetação aprimorada e índice de vegetação ajustada ao solo, o que permitiu ter um panorama geral da cobertura vegetal da região. Os resultados indicaram baixa riqueza e diversidade de espécies, refletindo valores reduzidos de SAVI e altitude, com cobertura vegetal limitada e predominância de espécies pioneiras. No entanto, as parcelas 4, 8 e 9 apresentaram maior diversidade, associada às condições ambientais específicas desses locais. O estudo evidencia a necessidade de estratégias de gestão e restauração para promover a regeneração natural e reduzir os impactos da exploração mineira na vegetação nativa da região.
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