A Crase e Algumas Normas de Emprego
Palavras-chave:
Crase, Contracção, PreposiçãoResumo
Algumas preposições em certas línguas têm a propriedade de se contrair com determinantes e pronomes. Em português, é o caso das preposições a, de, por e em, seguidas, por exemplo, do artigo definido feminino a, tomam as seguintes formas à, da, pela e na, respectivamente.Nesta comunicação, abordamos as contracções da preposição a com os artigos definidos femininos a e as, que merecem atenção especial, porquanto as dificuldades em sua inserção em contextos sintácticos são uma realidade. Estas contracções dão lugar à crase à no feminino singular e às no feminino plural. O emprego da crase está subordinado aos princípios que regem a sintaxe e a semântica da Língua Portuguesa. A violação dos referidos princípios tem como consequência, por um lado, a produção de enunciados não aceitáveis. Responderemos à seguinte questão: o que é que está na base da violação das normas de emprego da crase? Depois de termos verificado algumas escritas, presumimos que certos grupos da nossa sociedade ignorem as regras de emprego da crase que regem a comunicação escrita. Assim, a metodologia de recolha e de tratamento de dados é baseada na observação de mensagens escritas por pessoas singulares que fazem parte da população académica a fim de analisar as diferentes características da crase. Aplicou-se um inquérito a uma amostra de 96 da mesma população representada por cidadãos das 18 províncias de Angola no sentido de se averiguar os elementos inerentes à crase em função das características dos resultados obtidos, mediante respostas dadas.
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Referências
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