A Crase e Algumas Normas de Emprego

Autores

Palavras-chave:

Crase, Contracção, Preposição

Resumo

Algumas preposições em certas línguas têm a propriedade de se contrair com determinantes e pronomes. Em português, é o caso das preposições a, de, por e em, seguidas, por exemplo, do artigo definido feminino a, tomam as seguintes formas à, da, pela e na, respectivamente.Nesta comunicação, abordamos as contracções da preposição a com os artigos definidos femininos a e as, que merecem atenção especial, porquanto as dificuldades em sua inserção em contextos sintácticos são uma realidade. Estas contracções dão lugar à crase à no feminino singular e às no feminino plural. O emprego da crase está subordinado aos princípios que regem a sintaxe e a semântica da Língua Portuguesa. A violação dos referidos princípios tem como consequência, por um lado, a produção de enunciados não aceitáveis. Responderemos à seguinte questão: o que é que está na base da violação das normas de emprego da crase?  Depois de termos verificado algumas escritas, presumimos que certos grupos da nossa sociedade ignorem as regras de emprego da crase que regem a comunicação escrita. Assim, a metodologia de recolha e de tratamento de dados é baseada na observação de mensagens escritas por pessoas singulares que fazem parte da população académica a fim de analisar as diferentes características da crase. Aplicou-se um inquérito a uma amostra de 96 da mesma população representada por cidadãos das 18 províncias de Angola no sentido de se averiguar os elementos inerentes à crase em função das características dos resultados obtidos, mediante respostas dadas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia Autor

Zeferino Manuel Saldanha, Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya Ndemofayo, Angola

Doutor em Ciências da Linguagem pela Universidade de Pau e dos Países do Adour, França. Mestre em Poetica e História Literaria  pela Universidade de Pau e dos Países do Adour, França. Mestre em Ciências  da Educação pelo ISCED-Huíla. Licenciado em ensino da Lingua Francesa pelo ISCED-Huíla. Docente do ISCED - Huíla.

Referências

Catarino, Dilson (2008). Crase, http://www.gramaticaonline.com.br/

Coimbra, Olga & Coimbra, Isabel (2000). Gramática Activa 1. Lisboa, Porto e Coimbra: LIDEL.

Dias, Ana et al. (2003). Gramática Escolar – Língua Portuguesa. Luanda: Texto Editores.

Miguel, Maria & Alves, Maria (2008). Convergências (Manual Universitário de Português). Luanda, Jorge Fernandes, Lda, 2ª edição.

Modignani, Steva (2007). Feminino Singular. Porto: Porto Editora, Tradução de Regina Valente.

Pessoa, Beatriz & Monteiro, Deolinda (1993). Guia Prático dos Verbos Portugueses. Lisboa: LIDEL.

Torrinha, Francisco (1999). Dicionário da Língua Portuguesa. Lisboa: Editorial Notícias.

Downloads

Publicado

2026-08-06

Como Citar

Manuel Saldanha, Z. (2026). A Crase e Algumas Normas de Emprego . Revista Olhar Científico, 1(2), 29–45. Obtido de https://portalpensador.com/index.php/ROC-ISPA/article/view/1240