Políticas Linguísticas em Angola: um balanço crítico de 50 Anos de independência (1975-2025)
Palavras-chave:
Políticas linguísticas; Ensino bilingue; Identidade culturalResumo
Este estudo analisa as políticas linguísticas em Angola durante os primeiros cinquenta anos de independência, entre 1975 e 2025. O problema central reside na persistência do português como única língua de instrução e administração, apesar do contexto multilingue do país e da ausência, até 2010, de um diploma legal que o oficializasse formalmente. O objectivo geral é refletir sobre as implicações desse modelo no sistema de ensino e despertar o debate entre académicos e decisores sobre a necessidade de reformas inclusivas. Utilizando um método de pesquisa bibliográfica e análise documental, a investigação examina o percurso histórico desde a adopção da língua oficial por razões de unidade nacional até ao cenário actual. Os principais resultados demonstram que a imposição de uma língua única em todos os níveis de ensino ignora a realidade linguística das comunidades e pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo e cultural das crianças. Conclui-se que o Estado angolano carece de uma política linguística clara que integre as línguas locais nos circuitos formais. Como medida de solução, propõe-se a cooficialização das principais línguas nacionais e a implementação de um sistema de ensino bilingue, visando garantir os direitos linguísticos dos cidadãos e promover uma educação mais ajustada à identidade e às necessidades da população angolana.
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Referências
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