
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 149 - 166 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
Papel do professor na construção do conhecimento
O papel do professor na construção do conhecimento é fundamental. Ao actuar como
mediador, ele facilita a interação do aluno com o objecto de conhecimento,
promovendo a construção de significados e a aquisição de novas habilidades. Piaget
(1975), postula que o conhecimento se constrói a partir da interação activa do sujeito
com o objecto a ser conhecido. Essa construção se dá através da organização e
sistematização das informações obtidas a partir das experiências. Para o autor, o
conhecimento não é algo passivamente recebido, mas sim uma construção activa do
sujeito, que busca dar sentido ao mundo à sua volta. A abstração reflexiva, processo
pelo qual o sujeito extrai características comuns a diferentes situações, é fundamental
para essa construção. O professor, ao estabelecer conexões entre os novos
conhecimentos e as experiências prévias do aluno, proporciona um ambiente de
aprendizagem significativo, no qual o aluno se sente motivado a explorar e construir
seu próprio conhecimento.
A teoria de Piaget enfatiza a importância da exploração activa do objecto de
conhecimento pelo aluno. Ao explorar e manipular o objeto, o aluno constrói esquemas
mentais que lhe permitem compreender o mundo. Desse modo, o conhecimento não é
uma cópia da realidade, mas uma construção pessoal e única. A aprendizagem,
segundo Piaget, está intimamente ligada à ação e à experimentação, sendo
fundamental que o aluno tenha oportunidades de manipular objetos, realizar
experimentos e resolver problemas.
Dessa maneira, tanto o professor e o aluno têm liberdade de estar dialogando durante
o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, estabelecendo-se assim um
processo de comunicação autêntica na construção do conhecimento na sala de aula. De
modo que as mudanças ocorridas nessa relação pedagógica, reflitam também um clima
de afectividade, comunicação, respeito e ambiente de harmonia em favor da
aprendizagem.
Ensino-aprendizagem da Matemática
Diversos estudos, como o de Piovesan e Zanardini (2008), apontam para a necessidade
de buscar novas abordagens que tornem o ensino da Matemática mais significativo e
eficaz, superando os desafios e promovendo uma aprendizagem mais significativa e
prazerosa para os alunos.
Segundo Ballester (1995), a aprendizagem da Matemática não se diferencia de outros
tipos de aprendizagem. Como sabemos, ao ensinar devemos partir do simples ao
complexo. Nas últimas décadas, a Didática geral e em particular a Didática da
Matemática, viria ser influenciada em diferentes partes do mundo, por tendências
muito avançadas nas que se advoga que os alunos assumam o papel de protagonismo