Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 167 - 189 | Ano 2026
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Angola: Perspectivas e Práticas
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Praia Morena e o corredor do lobito: sua utilização para o
desenvolvimento turístico do município de Benguela
Praia Morena and the lobito corridor: their use for the tourism development of the
municipality Of Benguela.
Praia Morena et le corridor de lobito: leur utilisation pour le développement
touristique de la municipalite de Benguela.
David Chissende Nangaimilo
1
Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe, Angola
davidnangananga@gmail.com
Resumo
O presente estudo analisa a importância da Praia Morena e a influência do Corredor do Lobito
no desenvolvimento turístico e económico do município de Benguela. A investigação adoptou
uma abordagem mista, com recurso aos métodos descritivo e analítico, utilizando técnicas de
pesquisa bibliográfica, análise documental, inquéritos por questionário e entrevistas. Os
resultados revelam que o município de Benguela é uma das cidade com potenciais de praias
atractivas que influencia positivamente no desenvolvimento turístico sustentável, através da
utilização racional do Corredor do Lobito como via crucial para transportação de turistas
nacionais e estrangeiros, sugerindo, ainda, aos professores de Ensino da Geografia questões
para abordagens dos recursos locais que possam contribuir não só para o desenvolvimento
turístico, como também para a formação de atitudes positivas aos estudantes da 8ª Classe, bem
como desencadear actos positivos para preservar a praia e o meio ambiente local.
Palavras-chaves: Praia Morena; Corredor do Lobito; Turismo sustentável.
Abstract
This study analyzes the importance of Praia Morena and the influence of the Lobito Corridor
on the tourism and economic development of the municipality of Benguela. The research
adopted a mixed-methods approach, using descriptive and analytical methods, employing
techniques such as bibliographic research, document analysis, questionnaire surveys, and
interviews. The results reveal that the municipality of Benguela is one of the cities with
attractive beaches that positively influences sustainable tourism development, through the
rational use of the Lobito Corridor as a crucial route for transporting national and foreign
1
Mestre em Educação Pré-Escolar no ISCED-Sumbe. Professor da Escola Primária Nº 1073-Ukendy.
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tourists. Furthermore, it suggests to Geography teachers questions for addressing local
resources that can contribute not only to tourism development but also to fostering positive
attitudes among 8th-grade students, as well as triggering positive actions to preserve the beach
and the local environment.
Keywords: Praia Morena; Lobito Corridor; Sustainable tourism.
Résumé
Cette étude analyse l'importance de Praia Morena et l'influence du corridor de Lobito sur le
tourisme et le développement économique de la municipalité de Benguela. La recherche a
adopté une approche mixte, combinant méthodes descriptives et analytiques, et employant des
techniques telles que la recherche bibliographique, l'analyse documentaire, les enquêtes par
questionnaire et les entretiens. Les résultats révèlent que Benguela est l'une des municipalités
possédant des plages attrayantes qui contribuent positivement au développement d'un
tourisme durable, grâce à une utilisation rationnelle du corridor de Lobito comme voie de
circulation essentielle pour les touristes nationaux et étrangers. De plus, cette étude suggère
aux professeurs de géographie des pistes de réflexion sur les ressources locales, susceptibles
de contribuer non seulement au développement touristique, mais aussi de susciter des
attitudes positives chez les élèves de 4e et d'encourager des actions concrètes pour la
préservation de la plage et de l'environnement local.
Mots-clés : Praia Morena; Corridor de Lobito; Tourisme durable.
Introdução
A Geografia é por excelência a ciência do espaço e das localizações. A aprendizagem
geográfica permite a compreensão do equilíbrio da natureza e a sua aplicação à
situação em que intervêm o ser humano. É urgente sensibilizar a população, em
particular aos alunos, sobre a importância desse recurso natural e a influência do
corredor do Lobito na sua utilização no seu dia-a-dia de acordo. Para o autor, cabe
particularmente aos professores contribuírem para que os alunos se sintam motivados,
utilizando esses recursos para a construção do seu saber, desenvolvendo suas
capacidades e atitudes responsáveis perante a natureza e o ambiente (Zerquera, 2007).
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Nas últimas décadas a Geografia tem sido uma das ciências que mais tem contribuído
para as reflexões sobre o turismo sustentável, numa fase em que nos últimos dias fala-
se muito da importância do corredor do Lobito e sua implementação no espaço
geográfico angolano. No entanto, percebe-se que os estudos geográficos do turismo se
restringem, sobretudo, às universidades, sendo ainda pouco discutido no ensino geral.
Para Chova e Zerquera (2010), a Geografia escolar que se defende nos dias actuais deve
ser aquela que permite ao aluno compreender a espacialidade dos fenómenos nas suas
múltiplas dimensões escolares (local, regional, nacional e global). Por ser a escola um
dos principais meios da produção e da disseminação do conhecimento, faz-se
necessário que o turismo através da praia e do corredor do Lobito também integrem os
seus conteúdos e actividades através da prática do ensino da Geografia.
A província de Benguela tem grandes potencialidades turísticas, sobretudo marinhas,
em torno das principais cidades que a constituem (Lobito, Catumbela, Benguela,
Navegantes e Baía-Farta). Essas potencialidades podem ser exploradas ao nível do
ensino e da investigação, na praia Morena localizada no município de Benguela com
potencial histórico muito forte que influencia os turistas nacionais e estrangeiros
provenientes em diversas localidades geográficas através do Corredor do Lobito.
A importância do tema consubstancia-se na necessidade de analisar o contributo que
a Geografia e o Corredor do Lobito proporcionam no conhecimento das
potencialidades turísticas pelos turistas e alunos da 8ª Classe, tendo em conta a
observância de normas e critérios pedagógico-metodológicas na aprendizagem da
Geografia e do turismo sustentável, durante as excursões e outras actividades extra-
escolares.
Na base desta realidade, formulou-se a seguinte pergunta de investigação: Como a
utilização da praia Morena e do Corredor do Lobito pode contribuir para o
desenvolvimento sustentável no município de Benguela?
Para a materialização desta pesquisa, traçamos determinados objectivos. Neste sentido,
assume-se como objectivo geral; Analisar o potencial turístico da Praia Morena e a
influência do Corredor do Lobito no desenvolvimento turístico do município de
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Benguela. Com base o objectivo geral, delinearam-se os seguintes objectivos
específicos: Identificar as potencialidades turísticas da Praia Morena; Analisar o papel
do Corredor do Lobito na mobilidade turística; Avaliar a percepção de moradores,
turistas, professores e alunos; Discutir as contribuições da Geografia no ensino do
turismo sustentável.
Enquadramento Teórico
O turismo em Angola e a economia local
Elevar o turismo angolano a um nível de padrões internacionais tem sido a
preocupação do governo, porque o turismo contribui para o desenvolvimento
económico de qualquer sociedade. Segundo Netto e Trigo (2009), um dos grandes
desafios de governos, empresas e instituições em geral é prever as tendências e os
cenários para planificar suas actividades.
Na visão do autor, o turismo angolano está ligado a cultura e ao desporto. As culturas
são bastantes relevantes para o desenvolvimento do turismo, por estarem
intrinsecamente ligadas e a sua simbiose dá origem ao conceito de turismo cultural,
onde a praia morena e o corredor do Lobito não fogem dessa realidade. A cultura
possibilita umas férias originais, que dá a conhecer as particularidades do património
arqueológico, artístico arquitectónico e industrial.
Existem possibilidades da praia Morena e o Corredor do Lobito criarem riquezas na
região litoral através do desenvolvimento sustentável do turismo, numa fase em que
três continentes estão interessados em poder investir nesse precioso corredor. É
necessário que as empresas angolanas olhem pelo Corredor do Lobito não como uma
via de transportação de matérias-primas, como também aquela que pode desenvolver
a economia azul que tanto se almeja alcançar através de receitas provenientes de
turistas interessados em conhecer a praia Morena usando o corredor do Lobito como
via de transportação.
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A praia Morena oferece aos turistas espaços para realização do desporto de praia como
uma das actividades recreativas que aumenta o fluxo e o interesse de turistas nacionais
e estrangeiros com finalidade de impulsionar a economia local. Para efeito, a cidade de
Benguela aumenta as actividades ligadas às viagens turísticas e de rent-a-car, ao
alojamento, à alimentação, animação turística à actividades de lazer, implementando
um turismo cultural e ambiental, sol, praia, fauna e flora. Outras actividades se devem
seguir como a organização de seminários e palestras sobre temas ligados sobre turismo
e o impacto do corredor do Lobito na vida da população angolana.
Assim sendo, a praia morena e o Corredor do Lobito jogam um papel importantíssimo
no desenvolvimento turístico e económico no município de Benguela, considerados
como a salvação para a economia de seus lugares, favorecendo a criação de muitos
empregos. É fundamental que o governo de Benguela crie condições que facilitem a
criação de pontos turísticos em zonas litorais em particular na praia Morena.
Abordagem Geográfica do turismo e suas contribuições no processo de
ensino aprendizagem
De acordo o dicionário de geografia de Baud et al., (2007), a geografia é a ciência que
estuda os fenómenos humanos e a mistificação da terra. Questiona, também, todo
espaço habitado e humanizado, bem como os fenómenos sociais que envolvem os
diferentes ambientes naturais e culturais.
Segundo Zerquera (2007), a geografia é sem dúvida uma das áreas do saber que mais
contribui para a observação e compreensão dos fenómenos às escalas local, nacional,
regional, continental e mundial. Para o autor, a aprendizagem geográfica permite a
compreensão do equilíbrio da natureza e a sua aplicação a situação em que intervém o
género humano. Cabe particularmente aos professores de ensino da geografia
contribuir para que os alunos se sintam motivados para a construção do seu saber,
desenvolvendo as suas capacidades e atitudes responsáveis perante a natureza e o meio
ambiente com realce as praias e o Corredor do Lobito como recursos transitáveis para
o desenvolvimento turístico.
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Nessa perspectiva, os temas económicos discutidos no ensino da Geografia, referem-
se aos aspectos ligados à indústria, ao comércio, à agricultura e outros, com ênfase ao
sector terciário o qual envolve tanto o comércio quanto a prestação de serviço. Para
que se possa compreender a abordagem geográfica com base a influência do corredor
do Lobito no desenvolvimento turístico do município de Benguela é necessário
identificar os elementos que compõem a praia morena como zona atractiva.
A Geografia como ciência do espaço e das localizações, contribui para à prática do
turismo sendo uma actividade social que consome espaços naturais ou artificiais,
denominados paisagens turísticas, organizadas, dimensionadas e planificadas pelos
estudos geográficos pelo professor. Embora os alunos vivenciam a expansão do
turismo regional e do corredor do Lobito, muitos não conseguem fazer uma reflexão
crítica sobre os impactos, positivos e negativos que essas actividades podem causar nos
seus lugares. Cabe à escola contribuir nesse processo, através da sistematização dos
conteúdos na compreensão das informações e dos problemas das suas vidas
quotidianas como futuros turistas. Para que isso aconteça à escola é chamada para
contribuir na formação de cidadãos conscientes e comprometidos em transformar a
realidade social dos lugares ondem estiverem inseridos.
O Corredor do Lobito e sua influência no desenvolvimento turístico
O Corredor do Lobito é uma das infra-estruturas mais importante de transporte e
desenvolvimento económico em Angola, com uma longa história que reflecte os
esforços de integração regional e expansão comercial no sul da África. É uma rota
estratégica para a dinamização das potencialidades da diversificação económica que
percorre aproximadamente 1.344 quilómetros desde o porto do Lobito até ao Luau,
província do Moxico Leste, zona fronteiriça com a RDC. Esse Corredor será gerido por
Lobito Atlantic Railway SA, empresa concessionária criada em Angola para operar e
manter aproximadamente os 1289 km de linha férrea e explorar o Terminal de Minério
no Porto do Lobito durante os próximos 30 anos (Ministério dos Transportes, 2024,
15º conselho consultivo).
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O Corredor do Lobito atravessa cinco províncias angolanas, Benguela, Huambo, Bié,
Moxico e Moxico Leste), ligando aproximadamente 44 por cento da população do país,
potenciando investimentos de grande envergadura na agricultura e comércio, sem
esquecer do turismo como elemento principal da nossa pesquisa e por sinal pouco
falado pelos académicos durante o debate sobre corredor do Lobito. É uma rota que
testemunhou a chegada do primeirocomboio de luxo da empresa Rovos Rails, de
bandeira Sul-africana, proveniente da cidade de Dar EsSalaam, Tanzânia, com
aproximadamente 53
turistas norte-americanos, suíços, australianos, belgas,
neozelandeses, holandeses e sul-africanos, que pagaram pacotes turísticos entre
12.000 a 25.000 dólares (cerca de 10.700 a 13.360 euros).
2
Chegando na estação principal do Caminhode Ferro de Benguela do Lobito resultado
das acções desenvolvidas pelo executivo angolano, no sentido de facilitar e simplificar
cada vez mais os procedimentos administrativos com vista a atracção do turismo e
promoção do investimento estrangeiro, no âmbito do Decreto Presidencial n.º 56/18,
de 28 de Fevereiro. Importa referir que, os turistas ficaram na província de Benguela
até o dia 05 de Agosto do ano 2019, tendo no roteiro um conjunto de visitas guiadas a
cidade do Lobito e de Benguela com realce a praia Morena, com finalidades de
conhecer a beleza do mar como atractivo turístico junto ao oceano atlântico com sua
água quente e fria em algumas estações do tempo, convidando cada turista nacional e
estrageiro a mergulhar e sentir a temperatura da escaldante e preciosa corrente fria de
Benguela.
3
Para que o turismo aconteça em Benguela é preciso melhorar as infra-estruturas da
hotelaria e dos pontos turísticos, muitos dos quais inactivos, incluindo parques
nacionais, já que, a seu ver, a situação dos vistos deixou de ser um entrave para os
turistas que queiram visitar o país, afirmam os académicos entrevistados. Nessa linha
2
https://www.rtp.pt/noticias/economia/angola-recebe-primeiro-comboio-turistico-que- traz-ao-pais-
mais-de-100-estrangeiros_n1161429
3
https://correiokianda.info/comboio-de-luxo-vindo-da-tanzania-chega-ao-luau-com-45-turistas/
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de ideia, são chamadas as empresas públicas e privadas a trabalhar no caminho do
turismo interno, velando pelo preço dos bilhetes das companhias ferroviárias, aéreas e
o custo dos hotéis.
Nas palavras de Kozonty e Jorge (2019), fazem parte do Corredor do Lobito quatro
principais infra-estruturas que permitem os três principais pilares do transporte
intermodal: o porto do Lobito (mar), o Caminho-de-ferro de Benguela (terrestre), o
aeroporto internacional da Catumbela (aéreo) e a refinaria de petróleo do Lobito. Para
os autores o Corredor do Lobito é internacionalmente conhecido como a rota dos 2
oceanos, dado que liga por terra o Atlântico e o Índico. Por conseguinte, é a principal
rota alternativa para os mercados de exportação de países como a Zâmbia e a RDC,
pois que, oferece uma rota mais curta para as principais regiões mineiras dos dois
países encravados pelo Oceano Índico.
O interesse pelo desenvolvimento turístico com base a utilização do Corredor do Lobito
está cada vez mais a crescer, numa fase em que Angola em particular testemunhou no
dia 6 de Agosto de 2025 na estação do Lobito a chegada do comboio de luxo Rovos
Rails pela sexta vez no país, proveniente da Tanzânia com aproximadamente 2 mil
turistas com finalidades de conhecer as potencialidades turísticas dos municípios
litorais da província de Benguela.
Procedimentos Metodológicos
A investigação adoptou uma abordagem mista (qualitativa e quantitativa). Collado e
Lúcio (2016), afirmam que os estudos quantitativos utilizam colecta de dados para
responder às questões de pesquisa estabelecidas previamente, confiando na medição
numérica e no uso dos procedimentos estatísticos. Para Mendes e Manuel (2016), a
abordagem qualitativa caracteriza-se pelo desenvolvimento de conceitos pelo
investigador com o intuito de compreender os fenómenos a partir de padrões
provenientes da recolha de dados. A quantitativa, permite a descrição dos fenómenos
e das frequências de ocorrências de um fenómeno numa população. A combinação das
duas abordagens permitiu a triangulação metodológica no estudo do fenómeno ou
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programa, porque cada método fundamenta características distintas da realidade
empírica e objectiva.
A abordagem em causa foi sustentada pelos métodos descritivo e analítico, recorrendo
às técnicas de pesquisa bibliográfica, análise documental, inquérito por questionário e
entrevista semi-estruturada. Analisou-se os documentos legais, como a Lei de Bases do
Sistema Educativo e Ensino, n.º 32/20, de 12 de Agosto, Programas de Geografia da
7ª, 8ª e 9ª Classe, além de obras académicas e artigos sobre educação geográfica,
turismo sustentável e desenvolvimento local. Por fim a interpretação permitiu
identificar as dificuldades enfrentadas pelos professores em sala de aula concernente
à transmissão de conteúdos de desenvolvimento regional, bem como turistas nacionais
e internacionais que utilizam à praia morena e o corredor do lobito.
De acordo com os objectivos da investigação, a amostra representativa, foi constituída
por moradores, turistas nacionais e internacionais no total de 250 elementos, 4
professores de Ensino da Geografia e 48 estudantes do Complexo Escolar Nº 1086,
totalizando assim 302 intervenientes. Para Chitoma e Kavaya (2022, p.184), é definida
como “subconjunto da população, cuja selecção deve ser feita de maneira convencional
e reflectir as características comuns desta mesma população constituída por sujeitos,
indivíduos ou objectos”. O processo de selecção dos participantes obedeceu critérios
de amostragem diferenciados atendendo a natureza do estudo. Neste sentido o critério
utilizado foi a amostra não probabilística por conveniência ou intencional e amostra
aleatória simples.
Em termos de perfil dos 302 intervenientes, 157 são do sexo feminino que corresponde
a 52% e 145 do sexo masculino que corresponde 48%, com idade dos inqueridos entre
20 e 60 anos. Relativamente à profissão, os inqueridos são estudantes, enfermeiros,
médicos, pescadores, professores e reformados (turistas). Provenientes nas cidades,
Benguela, Lobito, Baia-Farta, Huambo, Luanda e Outras (Madrid, Porto, Lisboa,
Chicago, México e Nova York).
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Apresentação e Discussão resultados
Os resultados e discussões do artigo fazem alusão ao estudo realizado durante a
pesquisa, inerente a análise das respostas dadas pelos principais intervenientes,
designadamente moradores, turistas, professores e estudantes. As respostas obtidas
permitiram elaborar soluções pertinentes sobre a educação geográfica, turismo
sustentável bem como a economia local no sentido de fomenta-lo para o benefício da
população.
O diagnóstico realizou-se com o objectivo de constatar a percepção dos principais
intervenientes, tendo em conta os parâmetros que se fundamentam no uso, gestão,
preservação, e sustentabilidade do turismo na Praia Morena e a influência do Corredor
do lobito no desenvolvimento do município de Benguela. Para a elaboração do presente
artigo os procedimentos técnicos, foram fundamentais para recolha, interpretação e
análise dos dados qualitativos e quantitativos.
Análise e interpretação dos Inquéritos dirigidos aos moradores e
banhistas
Para o alcance dos objectivos foi aplicado um questionário composto por sete (7)
questões alinhados ao problema de investigação tendo possibilitado perceber a
abordagem sobre utilização das praias localizadas na província de Benguela, com
realce o potencial da Praia Morena e a influência do Corredor do Lobito no
desenvolvimento turístico do município de Benguela.
1. Tens visitado algumas praias da nossa cidade?
Em relação a visita em algumas praias da nossa cidade, 93% dos inqueridos afirmaram
que têm visitado e 7% afirmaram que não têm visitado. A maioria dos inquiridos tem
visitado as praias da nossa cidade. O que nos da entender que elas oferecem boas
condições para atrair não só aos turistas, como também para aqueles que procuram
nelas usufruir os elementos que elas oferecem. Estes resultados corroboram com os
estudos de Luís (2019), ao descrever Benguela como uma província que apresenta
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várias praias atractivas de acordo a sua localização geográfica e um clima único devido
a predominância de factores como a corrente fria de Benguela, ao longo do sul da costa.
2. Com que frequência tens visitado à praia?
Durante o diagnóstico, constatamos que 30,40% dos inqueridos vão sempre à praia,
62,40% nem sempre vão e 7.20% não frequenta à praia. Segundo o que podemos
compreender a maioria nem sempre vão à praia para usufruir os elementos que nela
existem. Com base nesta realidade, Hall e Lew (2009) adoptam uma abordagem
integrada para explorar e gerir de forma consciente os impactos do turismo,
destacando as interacções entre os efeitos económicos, sociais e ambientais e como
estes podem influenciar os destinos turísticos e, consequentemente, as comunidades
locais.
3. Como avalia o estado actual da praia Morena?
Os valores percentuais indicam que 6,80% afirmaram que o estado actual da praia
Morena é má, 1,20% afirmam que é péssimo, 40,20% dizem que é razoável e 51,80%
afirmaram que é bom. Os resultados apurados demonstram que o estado actual da
praia morena é bom para potencialidade turística do município de Benguela, esta é
convidativa, como nos apresenta o gráfico abaixo. Logo é importante a promoção da
educação ambiental e uma intervenção quanto ao seu ordenamento no sentido de
acomodá-los de acordo com os padrões internacionais aceitáveis.
Tabela 1 – Avaliação do estado actual da praia
Avaliação do estado actul da praia
Percentagem
Má
6,80%
Péssima
1,20%
Razoável
40,20%
Boa
51,80%
Total
100%
Fonte: elaboração própria
4. Em que estado encontram-se as infraestruturas adjacentes?
A praia Morena é local aprazível por excelência, porém, as suas infra-estruturas
encontram-se em mau estado, como os intervenientes afirmam. O levantamento feito
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aponta a falta de uma política de gestão, falta de colaboração entre a administração
municipal de Benguela e a população local.
Quanto aos restaurantes, 2,4% afirmaram que estas infra-estruturas encontram-se em
mau estado, 20,4% em estado razoável e 77,2% afirmam que encontram-se em bom
estado. Com base as pousadas, 3,2% afirmaram que encontram-se em mau estado,
53,6% afirmam em estado razoável e 43,2% em bom estado. Para o parque de
estacionamento, 2,4% afirmam que encontram-se em mau estado, 48,4%afirmaram
em estado razoável e 49,2% dizem em bom estado. De acordo com as casas para
turísticas, dos 100% inqueridos, 3,2% afirmam que encontram-se em mau estado,
37,2% em estado razoável e 59,6% afirmam em bom estado.
Estes resultados consolidam o estudo exploratório de Costa (2023), ao justificar a
infraestruturas de apoio como instalações de serviços de comunicação, a qualidade dos
serviços de saúde e segurança na região. Para o autor, dentro das infraestruturas de
apoio inclui-se também os serviços bancários, infraestruturas que facilitem os meios
de acesso (às atracções turísticas, aos serviços e aos equipamentos turísticos),
infraestruturas de apoio aos serviços de transporte, ao sistema de educação, ao
comércio e às actividades diplomáticas.
Tabela 2 – Opiniões dos utentes sobre avaliação das infra-estruturas
Infra-estrutura
Mau
estado
Estado
razoável
Bom estado
Restaurante
2,4%
20,4%
77,2%
Pausadas
3,2%
53,6%
43,2%
Parque de
estacionamento
2,4%
48,4%
49,2%
Casas para turistas
3,2%
37,2%
59,6%
Outras
-
-
-
Fonte: elaboração própria
5. Qual a actividade que realizas na praia Morena?
Em relação actividades que os utentes realizam, 35% afirmaram que realizam
descanso, 18,20% visita de estudo e 46,80% divertimento. De acordo com os
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resultados, a praia Morena, não só recebe pessoas para realizarem actividades
balneares, como também aquelas que procuram nela um lugar de conforto quanto ao
descanso e divertimento. Este resultado converge com o postulado da Organização
Mundial do Turismo (OMT) ao evidenciarem as praias como lugares preferidos para o
lazer, actividades turísticas, desportivas e profissionais desde antiguidade. Elas
proporcionam um ambiente saudável para os banhistas e não só, como também para
várias actividades económicas.
6. De que forma o governo local pode desenvolver nesse lugar
actividades para o desenvolvimento turístico do município de
Benguela?
Em relação as acções que visam a utilização da praia Morena no sentido de
desenvolver actividades económicas e turísticas no município de Benguela, 59,2% dos
intervenientes apontaram a implementar projectos de melhoramento das praias,
19,2% para fazer parceria com ONGs ou empresariado local, 18,4% apontaram para
uma colaboração com a população local e 3,2% apontaram para outros projectos como
a necessidade de se criar politicas adequadas conducentes a um melhor uso e
aproveitamento turístico da praia em estudo, por parte do usuário, e que as autoridades
locais devem encontrar soluções imediatas que beneficiam os turistas e não só.
Estas afirmações coincidem com os dizeres de Coghlan (2023), ao afirmar que a nível
regional e local, as estratégias de sustentabilidade são implementadas através de
normas que protegem as áreas naturais e o património cultural, promovendo práticas
sustentáveis nos sectores público e privado. Para o autor, os governos são responsáveis
por conceber políticas públicas que promovam práticas sustentáveis, oferecendo
incentivos fiscais, regulamentos ambientais e certificações de sustentabilidade para
operadores turísticos. Na visão dos inqueridos e do Coghlan (2023), as organizações
não governamentais (ONGs) actuam como mediadoras e facilitadoras na transição
para um turismo sustentável. Estas organizações colaboram com comunidades locais
para desenvolver projectos que combinem a conservação ambiental com o
desenvolvimento económico.
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7. Como incentivar a educação ambiental aos turistas e a populações
locais que frequentam a praia Morena no sentido de sua
preservação?
Para a educação ambiental, 59,2% dos inqueridos apontaram que se pode colocar na
praia panfletos que incentivam a preservação do meio, 28,4% afirmaram que se faça a
campanha de sensibilização, 6% apontam para repreensão das acções negativas e 6,4%
consideram ser importante a participação dos órgãos de difusão massiva em
programas próprios. As afirmações ou respostas apresentadas pelos inquiridos, leva-
nos a compreender que a educação ambiental e um elemento primordial para atrair os
moradores e turistas que procuram usufruir deste recurso. Os resultados corroboram
com o estudo de Rivas García, (2013), ao fundamentar que avaliação de impacto
ambiental é o processo de recolha de informação, análise e previsão destinado a
antecipar, corrigir e prevenir os possíveis efeitos que uma acção pode ter sobre o meio
ambiente
Análise e interpretação dos Inquérito dirigido aos professores
Para o alcance dos objectivos foi aplicado aos quatro professores de geografia sete (7)
questões, alinhadas a utilização das praias como recursos naturais e a influência do
Corredor do Lobito no ensino da geografia para o desenvolvimento turístico do
município de Benguela, com finalidade de enriquecer o tema número 4 – Angola
pensar no futuro, cujo subtema recai na gestão dos recursos para o desenvolvimento
turístico aos alunos da 8ª Classe do Complexo Escolar Nº 1062 - Damba Maria.
1. Na sua opinião quais são as vias fundamentais através em que os
alunos recebem informações sobre a utilização das praias e do
Corredor do Lobito?
Dos professores inquiridos 50% responderam que as vias fundamentais através delas
os estudantes recebem informações sobre a utilização das praias e do Corredor do
Lobito é nos meios de difusão e 50% afirmaram que é na escola. Os resultados obtidos,
leva-nos a compreender que essas informações têm sido poucas vezes informadas na
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família e na igreja, o que devemos envidar esforço, levando-as para que possam ser
divulgadas em quatro cantos da nossa região.
2. Como avalias o programa sobre o desenvolvimento turístico das
praias de Angola?
Em relação a esta questão 75% afirmaram que o programa sobre o desenvolvimento
económico e turístico das praias de Angola é razoável e 25% afirma que é bom. Os
resultados obtidos convergem com os estudos de Scarpati e Portinho (2002), que
destacam o nível de concorrência de um destino turístico de acordo com a forma como
a gestão do turismo é feita na região. Nesta linha de pensamento, o Decreto
Presidencial nº 29/20 de 28 de Fevereiro, no seu artigo 2º na alínea b), destaca a
criação de condições favoráveis do turismo, cujo objectivo na recai em promover o
desenvolvimento socioeconómico da população sem prejuízo da salvaguarda do
equilíbrio ecológico e sustentabilidade ambiental e do património histórico-cultural.
3. Inclui nas tuas aulas conhecimentos sobre a geografia da localidade,
em particular a praia Morena e o corredor do Lobito como um
potencial turístico?
Durante o diagnóstico feito, 25% afirmam que incluem nas suas aulas conhecimentos
sobre a geografia da localidade, 50% poucas vezes incluem tais conhecimentos e 25%
não incluem nas suas aulas conhecimentos sobre a geografia da localidade. O Programa
de Geografia da 8ª Classe (2012), evidencia a inclusão dos conhecimentos sobre a
geografia da localidade, com finalidade de compreender a importância dos recursos
naturais e artificiais e sua influência no desenvolvimento económico da região. Nota-
se portanto nesta questão, que os professores têm levado de uma ou de outra forma a
preocupação de ministrarem em suas aulas conhecimentos concernente a geografia da
localidade.
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4. Já promoveu excursões geográficas ou visitas turísticas com os seus
alunos na praia Morena ou em outras localidades utilizando o
corredor do Lobito?
75% dos inqueridos afirmaram que já promoveram excursões geográficas ou visitas
turísticas com os seus alunos na praia Morena e em outras localidades do interior do
país, utilizando o corredor do Lobito como via de transportação, e 25%, nunca
realizaram. Os resultados apresentados, consolidam as abordagens de Azevedo e
Ribeiro (2024), ao comprovarem nos seus estudos que as excursões foram durante
muito tempo uma modalidade de visita ao terreno baseadas numa relação entre um
grupo acadêmico/técnico que detém o conhecimento da área e um outro grupo, quase
sempre externo ao local, que não detém o mesmo nível de aprofundamento e que visita
a área.
5. Se já, que assuntou tratou com seus alunos?
Como sabemos dos 100% dos inquiridos, somente 75% responderam que já
promoveram excursões geográficas ou visitas turísticas com os seus alunos na praia
Morena ou em outras localidades, utilizando o Corredor do Lobito como via principal,
razão pela qual nesta questão trabalharemos somente com os dados dos professores
que já realizam.
Dos inquiridos, 25% afirmaram que trataram com os seus alunos sobre a evolução da
costa angolana, 25% sobre os principais problemas da costa das praias e 25%,
abordaram sobre os problemas do litoral. Analisando todas as respostas, podemos
afirmar que nenhum deles tratou com seus alunos situações turística que envolve o
corredor do Lobito como elemento essencial para desenvolvimento económico do
município de Benguela. O assunto tratado estava totalmente ligado ao programa da 8
classe. Logo cada professor foi livre em abordar com seus alunos tais temáticas.
6. Que meio de ensino utilizou ao abordar esta temática?
Dos professores inquiridos, 50% afirmaram que o meio de ensino utilizado ao abordar
esta temática foi o atlas geográfico e 25% utilizaram o mapa de Angola. Estes resultados
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corroboram com o estudo Libâneo (2013, p.191), que define “meios de ensino como
todos os meios materiais utilizados pelo professor e pelos alunos para a organização e
condução metódica do processo de ensino e aprendizagem”.
7. Que aspectos julgas pertinentes e que devem ser tratados em aulas de
geografia que promovam a consciência para um maior
aproveitamento do potencial turístico da praia Morena e do corredor
do Lobito?
Os inquiridos foram unânime em responder que devem ser tratados em aulas de
geografia que promovam a consciência para um maior aproveitamento do potencial
turístico da praia morena e do corredor do Lobito, assuntos da geografia económica, o
desenvolvimento sustentável dos recursos naturais, educação geográfica e ambiental.
Análise e interpretação dos Inquéritos dirigido aos alunos
De modo a confrontar as questões colocadas aos professores de geografia e estabelecer
relações de proximidade com o Programa de Geografia da 8ª Classe, concernente o
ouso dos recursos naturais e económicos, aplicamos um questionário composto por
sete (7) questões aos 48 estudantes em cumprimento dos objectivos traçados.
1. Quais as vias fundamentais através delas recebem informações
sobre a utilização das praias e do corredor do Lobito?
Dos alunos inquiridos, cerca de 26 estudantes que corresponde 54,1% afirmaram que
as vias fundamentais através das quais recebem informações sobre a utilização das
praias e do corredor do Lobito é na família, 2,1% afirmam que é na igreja, 29,2% afirma
que é na escola e 14,6% afirmaram que é através dos meios de difusão. Dadas repostas
dos estudantes, Conforme demonstra o quadro abaixo, podemos afirmar que os
mesmos têm recebido informações sobre a utilização das praias e a importància do
corredor do Lobito, através das vias fundamentais descritas. O que é para nós um dado
satisfatório para desenvolvimento turístico e econômico do município de Benguela.
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Tabela 3 - opiniões dos alunos concernentes a recepção de informações concernente a
utilização das praias.
Frequência
Percentagem
26
54,1%
1
2,1%
14
29,2%
4
14,6%
48
100%
Fonte: elaboração própria
2. O Manuel de geografia é suficiente para falar do potencial turístico
de Angola?
Durante o diagnóstico constatamos que 25% dos inquiridos, afirmaram que o manual
de geografia é sim suficiente para falar do potencial turístico e económico de Angola,
47,9% afirmaram que não é suficiente, 18,8% afirmam é um pouco e 8,3% afirmam que
o manual de geografia nem tanto é suficiente. Os resultados declaram que o manual de
geografia não é suficiente para falar do potencial turístico de Angola, numa fase em os
académicos olham para a praia Morena e o corredor do Lobito como zona estratégica
para desenvolvimento turístico e económico do município de Benguela. Logo deve-se
enriquecer tal manual para que os estudantes possam criar atitudes positivas
concernentes ao potencial turístico das localidades.
3. O professor inclui em suas aulas conhecimentos sobre a geografia da
localidade, em particular a praia Morena e o corredor do Lobito
como um potencial turístico?
33,3% dos estudantes inqueridos afirmaram que tem incluído frequentemente, 58,4%
afirmam poucas vezes e 8,3% afirmaram que o professor nunca incluiu nas suas aulas
tais conhecimentos. Analisando todas as respostas, podemos compreender que os
professores têm incluído em suas aulas conhecimentos sobre a geografia da localidade,
o que levará aos alunos desenvolverem nesses locais atitudes positivas e realizarem
actividades ligadas ao turismo que tanto se almeja alcançar.
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4. Já participaste em excursões geográficas ou visitas turísticas na
praia Morena ou em outras localidades utilizando o corredor do
Lobito, realizada pelo professor?
De acordo com o diagnóstico feito, na questão acima, 56,25% afirmaram que já
participaram e 43,75% afirmaram que nunca participaram. Os resultados apresentam
uma preocupação bastante elevada que os professores de geografia devem ter conta
quando a realização das excursões geográficas. Porque o número de estudantes que
nunca participaram em actividades de campo é maior, o que nos remete a compreender
que poucos professores têm realizados tais actividades o que torna de forma didáctica
a aula mais prática do que teórica.
5. Se já, que assunto foi tratado com o seu professor?
Dos 27 alunos que corresponde 56,25% que já participaram nas excursões geográficas
utilizando o Corredor do Lobito, realizada pelo professor, 16,68% afirmaram que o
assunto tratado na excursão foi a evolução da costa, 27,1% afirmam que trataram das
principais características da costa angolana, 8,3% afirmaram que o assunto tratado foi
os problemas do litoral e 4,17% afirmaram que trataram sobre as formas de utilização
e aproveitamento das praias. De acordo com a resposta dos estudantes, conforme a
tabela abaixo apresenta, compreendemos que várias foram as temáticas abordadas nas
excursões geográficas realizadas pelos professores, infelizmente a questão turística não
foi tida nem achada durante a excursão ou visita dirigida. Nesta linha de pensamento,
é importante que o professor de geografia cultive em seus estudantes informações
sobre potencialidades turísticas locais e sua utilização racional.
Tabela 4 – Opiniões dos alunos sobre o assunto tratado na excursão geográfica
Assuntos tratados
Frequência
Percentagem
Evolução da costa
8
16,68%
Principais características da costa angolana
13
27,1%
Os problemas do litoral
4
8,3
Formas de utilização ou aproveitamento das praias
2
4,17%
Outros
-
-
Fonte: elaboração própria
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6. Que meio de ensino o professor utilizou ao abordar esta temática?
Com os mesmos inquiridos, 33,33% afirmaram que o meio utilizado foi o atlas
geográfica a 22,92% afirmam que o professor utilizou o mapa de Angola. As respostas
dadas pelos estudantes, corroboram com as dos professores, o que leva-nos afirmar
que os meios de ensino são indispensáveis a sua utilização, e devem ser utilizados
eficácia para dar respostas em todas questões teóricas abordadas em sala de aula, com
intuito de facilitar a compreensão do aluno que é considerado como centro do saber
7. Que aspecto julga pertinentes e que devem ser tratados em aulas de
Geografia que promovam a consciência para um maior
aproveitamento do potencial turístico da praia Morena e do
corredor do Lobito?
De acordo com a última questão, os inquiridos julgam pertinentes e que devem ser
tratados em aulas de geografia aspectos que promovam a consciência para um maior
aproveitamento do potencial turístico da praia Morena e do corredor do Lobito, numa
fase em vários países estão interessados em investir nesse corredor para transportação
de matérias prima provenientes de outras latitudes.
Em síntese, a análise e interpretação dos dados do diagnóstico forneceram alguns
indicadores quantitativos e qualitativos que realçam a real actividade turística da praia
Morena e a influência do corredor do Lobito como via primordial para o
desenvolvimento turístico e económico do município de Benguela. É possível haver, na
praia Morena um turismo de qualidade desde que haja um esforço conjugado do
governo local, do empresariado e da sociedade civil.
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Conclusão
A investigação procurou apresentar informações para compreender a utilização da
praia morena e a influência do corredor do Lobito para o desenvolvimento turístico do
município de Benguela, ouvindo turistas, académicos económicos e professores de
ensino da Geografia sobre os atributos e significados que dão ao utilizar esses recursos,
realizando excursões geográficas ou visitas dirigidas. Terminada essa investigação
concluímos que os fundamentos teóricos sobre as praias e corredor do Lobito
permitem compreender as características da costa de Benguela e sua utilidade no
turismo, garantindo o desenvolvimento económico da região.
A praia Morena e o corredor do Lobito representam grandes oportunidades para o
alavancar da diversificação da economia local que tanto se almeja alcançar e por outro
lado, uma grande oportunidade para a educação das populações sobre o uso e
preservação desses recursos, despertando oportunidades para a criação de alternativas
de ocupação e vantagens para o seu desenvolvimento a nível pessoal e comunitário;
O potencial turístico da praia morena com base o corredor do Lobito como recurso
natural e artificial, pode contribuir para um ensino mais efectivo da geografia da 8ª
classe, mediante a utilização de temáticas transversais do programa de geografia
ligadas ao turismo. A praia morena tem maior relevância para o desenvolvimento
turístico de acordo a sua localização geográfica, oferecendo condições favoráveis para
instalação de infra-estruturas que podem responder as demandas dos turistas.
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https://www.rtp.pt/noticias/economia/angola-recebe-primeiro-comboio-turistico-
que- traz-ao-pais-mais-de-100-estrangeiros_n1161429.
https://correiokianda.info/comboio-de-luxo-vindo-da-tanzania-chega-ao-luau-com-
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Recebido: 08/08/2025
Aceite: 14/04/2026