Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
84
A Projecção da identidade cultural angolana e o papel das
Instituições de Ensino Superior: um ensaio reflexivo
estratégico
The Projection of angolan cultural identity and the role of Higher Education
Institutions: a strategic reflective essay
La Projection de l'identité culturelle angolaise et le rôle des Institutions
D'enseignement Supérieur: un essai réflexif stratégique
Kelsom Chavonga
1
Instituto Superior Politécnico Maravilha, Angola
k.chavonga@ispmaravilha.com
Eduardo Ernesto Vicente
2
Instituto Superior Politécnico Maravilha, Angola
eduardoernestovicente@iscte-iul.pt
Resumo
A projecção da identidade cultural nacional é um dos desafios centrais das nações em processo
de consolidação política e simbólica. No caso de Angola, a questão torna-se ainda mais urgente
diante da crescente globalização e das dinâmicas de dominação cultural. Este ensaio tem como
finalidade discutir o papel das Instituições de Ensino Superior (IES) na promoção externa da
cultura angolana, articulando conceitos de soberania cultural, soft power e epistemologia
africana. Nestes termos, o presente estudo parte da seguinte questão: como as Instituições de
Ensino Superior angolanas podem contribuir para a projecção da identidade cultural nacional
à escala mundial? Para responder a esta interrogação, adota-se uma metodologia de natureza
qualitativa e exploratória, fundamentada em pesquisa bibliográfica e documental. A análise
ancora-se na tipologia da UNESCO sobre políticas culturais, na literatura africana sobre
epistemologias locais e nos dados secundários sobre a produção científica no continente,
estabelecendo um diálogo crítico com autores que abordam a cultura como instrumento de
poder. A partir deste cruzamento teórico-empírico, argumenta-se que a universidade deve
desempenhar um papel central na produção e difusão do conhecimento local, sugerindo
1
Doutorando em Estudos Globais e do Desenvolvimento. Mestre em Gestão de Recursos Humanos pela
Universidade Lusíada de Angola. Docente do Instituto Superior Politécnico Maravilha.
2
Pós-graduado em Desenvolvimento Curricular e Inovação Educativa. Mestrando em História Moderna. Docente
do Instituto Superior Politécnico Maravilha.
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
85
caminhos para que as Instituições de Ensino Superior deixem de ser apenas reprodutoras de
saberes externos e se tornem polos de afirmação cultural e científica.
Palavras-chave: Identidade cultural; Ensino superior; Produção científica.
Abstract
Projecting a national cultural identity is one of the key challenges facing nations undergoing
political and symbolic consolidation. In the case of Angola, this issue becomes even more
pressing amid increasing globalisation and the dynamics of cultural domination. The aim of
this essay is to discuss the role of Higher Education Institutions (HEIs) in the external
promotion of Angolan culture, linking concepts of cultural sovereignty, soft power, and African
epistemology. In this context, the present study begins with the following question: how can
Angolan Higher Education Institutions contribute to the projection of national cultural
identity on a global scale? To answer this question, a qualitative and exploratory methodology
is adopted, grounded in bibliographic and documentary research. The analysis draws on
UNESCO’s typology of cultural policies, African literature on local epistemologies, and
secondary data on scientific output on the continent to establish a critical dialogue with authors
who address culture as an instrument of power. Based on this theoretical-empirical
intersection, it is argued that the university should play a central role in the production and
dissemination of local knowledge, suggesting ways for higher education institutions to cease
being mere reproducers of external knowledge and become hubs of cultural and scientific
affirmation.
Keywords: Cultural identity; Higher education; Scientific production.
Résumé
La promotion de l'identité culturelle nationale est l'un des défis majeurs auxquels sont
confrontées les nations en phase de consolidation politique et symbolique. Dans le cas de
l'Angola, cette question revêt un caractère d'urgence accru face à la mondialisation croissante
et aux dynamiques de domination culturelle. Cet essai a pour objectif de discuter du rôle des
établissements d'enseignement supérieur (EES) dans la promotion de la culture angolaise à
l'étranger, en articulant les concepts de souveraineté culturelle, de soft power et
d'épistémologie africaine. En ce sens, la présente étude part de la question suivante : comment
les établissements d'enseignement supérieur angolais peuvent-ils contribuer à la projection de
l'identité culturelle nationale à l'échelle mondiale ? Pour répondre à cette question, nous
adoptons une méthodologie qualitative et exploratoire, fondée sur une recherche
bibliographique et documentaire. L’analyse s’appuie sur la typologie de l’UNESCO relative aux
politiques culturelles, sur la littérature africaine portant sur les épistémologies locales, ainsi
que sur des données secondaires relatives à la production scientifique sur le continent, tout en
établissant un dialogue critique avec des auteurs qui abordent la culture comme un instrument
de pouvoir. À partir de ce croisement théorique et empirique, nous soutenons que l'université
doit jouer un rôle central dans la production et la diffusion des savoirs locaux, en proposant
des pistes pour que les établissements d'enseignement supérieur cessent d'être de simples
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
86
reproducteurs de savoirs externes et deviennent des pôles d'affirmation culturelle et
scientifique.
Mots-clés: Identité Culturelle; Enseignement supérieur; Production scientifique.
Introdução
A cultura constitui um dos pilares essenciais da soberania de um povo e da sua
capacidade de se afirmar no sistema internacional. No contexto das sociedades
contemporâneas, marcadas pela intensificação da globalização, pelas dinâmicas do
neoliberalismo cultural e pela hegemonia simbólica das potências centrais, a projecção
cultural deixou de ser apenas uma dimensão simbólica para se tornar um instrumento
estratégico de poder, influência e desenvolvimento (Nye, 2004; Hall, 1997). O poder
suave (soft power), enquanto capacidade de atrair por meio de valores, narrativas e
expressões culturais, é hoje uma das principais armas geopolíticas não convencionais.
Diante desse cenário, a afirmação da identidade cultural angolana no espaço global
passa necessariamente por um esforço deliberado de valorização interna, de produção
científica local e de projecção estratégica da diversidade cultural do país.
Este ensaio resultou de uma comunicação apresentada no dia 21 de junho de 2024, no
âmbito do “VI Festival Cultural do Instituto Superior Politécnico Maravilha de
Benguela”, no painel intitulado “As implicações da identidade cultural na produção
externa e o contributo das Instituições de Ensino Superior na massificação da cultura
de Angola”, promovido no quadro das actividades de extensão universitária. A
iniciativa demonstrou, na prática, o papel transformador das Instituições de Ensino
Superior (IES) na promoção da cultura e no diálogo entre a academia, a comunidade e
as políticas públicas. Este texto propõe-se, portanto, a aprofundar academicamente a
reflexão suscitada na ocasião, ancorando-se na literatura científica relevante e em
marcos institucionais internacionais.
O presente ensaio estrutura-se em torno de três eixos principais: (1) a análise do estado
atual da cultura angolana e de sua visibilidade global; (2) a discussão sobre os desafios
e as possibilidades da projeção da identidade cultural no contexto das epistemologias
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
87
do Sul; e (3) o papel das IES na produção, sistematização e internacionalização do
saber local. Para tal, mobiliza-se a tipologia da UNESCO (2009) sobre políticas
culturais, dados recentes sobre a produção científica africana (UNESCO, 2021) e
experiências comparadas de projeção cultural bem-sucedida, como os casos dos
Estados Unidos, da Nigéria e da África do Sul.
Conforme destaca Cabral (1974), “a libertação de um povo começa pela libertação da
sua cultura” (p. 29). Assim, torna-se imperioso reconhecer as IES não apenas como
espaços de ensino e investigação, mas também como centros estratégicos de
construção e projecção de soberania epistémica, capazes de reposicionar Angola no
mapa das culturas do mundo.
Enquadramento teórica
Políticas Culturais e o Papel do Estado: Uma Tipologia da UNESCO
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO,
2009) propôs uma tipologia de políticas culturais que distingue três grupos de países:
• Grupo 1: Estados em que a cultura é plenamente integrada às políticas públicas
e considerada essencial para a coesão social.
• Grupo 2: Estados com orientação directiva, nos quais o Estado assume a
liderança na promoção cultural, diante da limitada capacidade da iniciativa
privada.
• Grupo 3: Estados com modelos descentralizados e participativos, onde há forte
colaboração entre Estado, sector privado e sociedade civil.
Angola, herdeira de estruturas centralizadas derivadas de uma experiência socialista,
encaixa-se predominantemente no segundo grupo. A centralização das decisões
culturais, embora tenha garantido alguma preservação de elementos identitários,
ainda limita a participação de outros actores na dinâmica da projecção cultural.
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
88
Cultura e Poder: O Cenário da Globalização
A globalização transformou profundamente as dinâmicas do poder simbólico. Como
observa Bauman (2001),
o poder está em todo lugar e em lugar nenhum, operando de
forma difusa e invisível. A cultura, nesse cenário, torna-se um campo estratégico. Para
o pensador angolano Mbagula Katúmua, a actual disputa internacional é “uma guerra
por almas e corações”, mais do que por territórios.
Nesse sentido, retoma-se o alerta de Huntington (1996), para quem os conflitos do
século XXI seriam menos ideológicos e mais civilizacionais, com a cultura tornando-se
a principal linha de clivagem. Assim, a construção e projecção de uma identidade
cultural forte deixam de ser luxos académicos para se tornarem exigências
geoestratégicas.
O estado da cultura em Angola
A cultura angolana é marcada por uma profunda diversidade étnico-linguística e por
um processo histórico de fragmentação e reconstrução identitária. No entanto, a
herança colonial e os longos anos de guerra civil limitaram a consolidação de políticas
culturais estruturadas e coerentes. De acordo com Nascimento (2020), “a política
cultural em Angola ainda se encontra em estado embrionário, muitas vezes reduzida a
manifestações festivas e à gestão de património, sem articulação com o sistema
educativo e científico” (p. 57).
Por sua vez, Teta (2017) reforça que “a cultura em Angola continua à margem das
políticas de desenvolvimento nacional e carece de um plano estratégico de valorização
e internacionalização” (p. 83). A ausência de uma política de Estado robusta, integrada
e transetorial tem impedido que a cultura desempenhe seu papel estruturante na
construção da cidadania e da soberania simbólica.
Adicionalmente, Kandjimbo (2014) argumenta que a fragilidade do sector cultural é
também consequência da ausência de uma crítica cultural sistematizada e de um
campo intelectual consolidado que pense Angola a partir de si mesma. Para o autor, “a
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
89
cultura angolana precisa de se libertar da tutela do poder político e da lógica do
mercado, de modo a afirmar-se como espaço autónomo de criação e reflexão”
(Kandjimbo, 2014, p. 112).
Os desafios da projecção da identidade cultural angolana
A projecção da identidade cultural angolana no exterior tem sido limitada por vários
factores: escassa produção cultural sistematizada, fraca presença nos circuitos
internacionais, dependência de modelos eurocêntricos e ausência de investimento
público estruturado. A esse respeito, Thiong’o (2009), embora não fale directamente
de Angola, oferece uma reflexão útil ao afirmar: “a base da dominação colonial era a
submissão da mente, e isso se fazia pela cultura. A descolonização deve começar pela
descolonização da cultura” (p. 16).
Em Angola, a descolonização cultural ainda é um processo em construção. A ausência
de uma estratégia nacional de diplomacia cultural limita a projecção externa de uma
identidade angolana forte. Teta (2017) observa que “sem produção simbólica própria,
Angola corre o risco de ser consumidora passiva da globalização cultural, perdendo a
oportunidade de afirmar sua voz no concerto das nações” (p. 92).
Por outro lado, há sinais positivos. O crescimento da produção cinematográfica local,
a valorização de línguas nacionais, e a crescente projecção de artistas angolanos em
espaços lusófonos indicam possibilidades. Entretanto, como alerta Mbembe (2016),
“não basta ocupar os espaços: é preciso criar novas narrativas e epistemologias que
desafiem as formas hegemónicas de representação” (p. 124).
A Aculturação e o Sincretismo Positivo
Importa sublinhar que a aculturação não deve ser interpretada, de forma automática,
como um processo de perda ou diluição identitária. Pelo contrário, quando orientado
por critérios críticos, metodológicos e estratégicos, o sincretismo cultural pode
constituir uma via profícua para a construção de identidades híbridas, adaptativas e
criativas. Como afirma Diop (1981), a valorização da história africana deve abrir espaço
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
90
para um “universalismo estratégico”, isto é, uma abertura ao mundo que não signifique
submissão, mas sim a reafirmação da soberania cultural local.
Essa abordagem torna-se ainda mais pertinente no contexto da globalização
contemporânea, em que os processos de contacto cultural são inevitáveis e contínuos.
Hoje, poucas culturas permanecem “puras”; ao invés disso, as culturas
contemporâneas são essencialmente compostas por selecções, ressignificações e
reinvenções de elementos diversos. O verdadeiro desafio, portanto, não está na
hibridez em si, mas sim em evitar uma hibridez imposta, silenciosa e funcional aos
interesses de dominação simbólica.
Neste cenário, o conceito de soft power, desenvolvido por Nye (2004), revela-se
extremamente útil para compreender a disputa simbólica em curso. O soft power
refere-se à capacidade de um país influenciar outros através da atracção cultural,
valores e narrativas, em contraste com o uso da força (hard power). As grandes
potências culturais contemporâneas, como os Estados Unidos, a China e a França,
investem pesadamente em estratégias de soft power, promovendo sua cultura por
meio do cinema, da língua, da educação e da diplomacia cultural.
Angola, com sua riqueza cultural, diversidade étnico-linguística e forte produção
simbólica local (música, dança, literatura, moda, gastronomia), possui um potencial
significativo para desenvolver uma estratégia nacional de soft power, particularmente
no espaço africano e lusófono. A música angolana (Kizomba, Semba e o Kuduro), por
exemplo, já goza de certa popularidade internacional. A literatura contemporânea
também tem ganhado visibilidade, e as manifestações culturais urbanas são cada vez
mais consumidas pela juventude africana em outras nações (Brasil, Moçambique,
Guiné Bissau, Portugal). Contudo, para que esse potencial se transforme em vector de
desenvolvimento, é preciso uma política cultural articulada, que envolva as instituições
de ensino superior, os agentes culturais, o sector privado e o Estado. As Instituições de
Ensino Superior (IES), em particular, devem produzir conhecimento crítico sobre os
elementos culturais locais, sistematizá-los, traduzi-los em conteúdos estratégicos e
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
91
colaborar na sua difusão internacional, por meio de intercâmbios, produções
científicas, parcerias com centros culturais e cooperação com instituições estrangeiras.
Assim, a hibridez cultural, longe de ser um risco à identidade, pode tornar-se um
recurso estratégico de inserção internacional, desde que Angola se aproprie
criticamente da sua produção simbólica e projectá-la de forma soberana. Como bem
alerta Mbembe (2016), “a cultura africana não pode continuar a ser pensada apenas
como herança: deve ser pensada como potência de criação e de futuro” (p. 137).
Hegemonia Cultural Global e Modelos de Sucesso
Os Estados Unidos da América constituem, sem dúvida, o exemplo mais emblemático
do uso estratégico da cultura como instrumento de poder global. Como destaca Zakaria
(2011), o domínio norte-americano sobre sectores como o cinema (Hollywood), a
tecnologia de ponta (Apple, Google, Microsoft) e as plataformas digitais (Facebook,
Instagram, X) não é apenas económico, mas essencialmente simbólico: essas
ferramentas operam como extensões da política externa americana, moldando
imaginários, estilos de vida e aspirações em todo o mundo. O conteúdo mediático
produzido nos EUA não apenas circula globalmente, mas influencia normas culturais
e valores políticos, consolidando o soft power norte-americano, conforme o conceito
formulado por Nye (2004).
O conceito de soft power, formulado por Nye (2004), descreve precisamente esse tipo
de influência que não se impõe pela força militar ou pela coerção económica, mas pela
capacidade de atrair e persuadir através de valores culturais, sistemas de ensino, mídia
e estilos de vida. Nesse sentido, a produção cultural dos EUA constitui um verdadeiro
vetor de poder geopolítico.
A academia norte-americana tem contribuído decisivamente para a construção e
análise dessa estratégia de influência. Universidades como Harvard, Stanford, MIT e
University of Southern California (USC), mantêm centros de pesquisa dedicados à
cultura, media e política internacional. O Center for Cultural Policy Analysis da USC,
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
92
por exemplo, publica estudos sobre o impacto global das indústrias criativas norte-
americanas e sobre como o entretenimento é usado como ferramenta diplomática.
A revista Cultural Trends e o Journal of Cultural Economics, com forte presença de
autores vinculados a universidades americanas, oferecem dados empíricos e análises
teóricas sobre o alcance internacional da música pop, das séries de TV e do cinema dos
EUA. Por exemplo, estudos de Flew (2016) e Hesmondhalgh (2019) demonstram como
séries produzidas pela Netflix, maioritariamente norte-americana, contribuem para
difundir valores de liberdade individual, consumo, diversidade e empreendedorismo,
pilares da cultura política liberal ocidental.
Além disso, a School of Foreign Service da Georgetown University e o Shorenstein
Center da Harvard Kennedy School, têm desenvolvido pesquisas sobre o papel das
plataformas digitais como actores geopolíticos informais. Esses estudos observam
como a curadoria algorítmica afecta a percepção global sobre democracia, direitos
humanos e modelos de sociedade, quase sempre referenciados no padrão norte-
americano (Napoli, 2019; Bennett & Livingston, 2018). Tais investigações reforçam
que a infraestrutura digital dos EUA, alimentada por dados e controlada por
corporações nacionais, funciona como um instrumento silencioso de projecção de
valores culturais e políticos.
A análise dessas experiências demonstra que a cultura, para os EUA, é
simultaneamente mercadoria, símbolo e arma diplomática. A exportação de
narrativas, através de filmes, redes sociais, videojogos, literatura e marcas
tecnológicas, configura um modelo de projecção cultural deliberado, sistemático e
sustentado por infraestruturas de produção científica robustas. Como observa Miller
(2021), a construção da hegemonia cultural norte-americana foi acompanhada por
investimentos consistentes em universidades, centros de pesquisa e think tanks
dedicados à análise estratégica da cultura e da comunicação global.
No continente africano, países como Nigéria e África do Sul despontam como
referências emergentes de projecção cultural bem-sucedida. A Nigéria, com a ascensão
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
93
meteórica de Nollywood, consolidou a segunda maior indústria cinematográfica do
mundo em número de filmes produzidos, superando Hollywood em volume e ficando
atrás apenas da Índia (Bollywood). Segundo a UNCTAD (2021), Nollywood emprega
mais de um milhão de pessoas e contribui com cerca de 2,3% do PIB nigeriano. Mais
importante ainda, tornou-se um veículo poderoso de difusão da identidade nigeriana,
das suas línguas locais, modos de vestir, música e religião para toda a África e a
diáspora africana.
Contudo, o sucesso da cultura norte-americana no exterior não é apenas fruto do
dinamismo das indústrias criativas, mas também de um ecossistema académico e
institucional que legitima, interpreta e projecta esses produtos como extensões do
poder nacional. Esta realidade oferece importantes lições para países africanos como
Angola, onde as instituições de ensino superior ainda carecem de políticas claras de
articulação entre cultura, ciência e projecção internacional. Como defendem Thussu e
de Burgh (2020), nenhuma estratégia de soft power pode ser sustentável sem uma
base académica e intelectual que a fundamente e a legitime globalmente.
O papel das Instituições de ensino superior em Angola e o Desafio da
Produção Científica
As Instituições de ensino superior em Angola enfrentam o desafio urgente e estratégico
de romper com a lógica da reprodução de saberes exógenos e afirmar-se como espaços
de criação de conhecimento crítico, enraizado na realidade nacional. Esta tarefa, além
de académica, é política e civilizacional, na medida em que diz respeito à soberania
cognitiva de um país e sua capacidade de interpretar-se e projectar-se no mundo a
partir dos seus próprios referenciais.
Segundo Varela (2013), “a universidade angolana deve ser um espaço de promoção da
cultura, investigação crítica e extensão comprometida com a realidade nacional” (p.
49). A tríade ensino–investigação–extensão, deve estar centrada nos desafios do país,
contribuindo para a construção de uma ciência útil, socialmente situada e
epistemologicamente emancipada. No entanto, os dados disponíveis revelam uma
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
94
realidade preocupante. O relatório da UNESCO (2010) aponta que os países africanos
produzem menos de 1% da ciência mundial, com uma taxa de citação de autores
africanos inferior a 0,5% nas principais bases de dados científicas.
Essa marginalização epistémica é particularmente grave nos países africanos
lusófonos, onde o modelo de ensino superior herdado do colonialismo português
permanece dominante, com excessiva dependência de manuais, metodologias e
currículos alheios às realidades locais. Em Angola, por exemplo, muitos programas de
pós-graduação ainda carecem de linhas de pesquisa voltadas para temas estruturantes
como território, culturas locais, línguas nacionais, práticas tradicionais de mediação
de conflitos ou sistemas comunitários de produção de conhecimento.
Neste contexto, a crítica de Kouamé (2019) é incisiva: “a universidade africana deve
romper com a subalternidade epistemológica e produzir saberes a partir das suas
próprias experiências históricas e culturais” (p. 77). O conhecimento importado,
mesmo quando útil, não pode substituir a experiência local como ponto de partida da
reflexão científica. Em vez de olhar para fora como medida de tudo, a academia
angolana deve construir referenciais internos de validação do saber.
A defesa dessa postura é amplamente sustentada pelos autores da chamada
epistemologia do Sul, como Santos (2010), que defende a valorização dos saberes
produzidos nas margens do sistema-mundo: “não há justiça social global sem justiça
cognitiva” (p. 18). Para ele, o Sul não é apenas uma localização geográfica, mas um
espaço simbólico de resistência epistémica, onde múltiplas racionalidades, negadas ou
invisibilizadas, devem ser recuperadas e sistematizadas. Essa proposta encontra eco
no pensamento de Teta (2017), que alerta que "a academia angolana corre o risco de se
tornar uma mera repetidora de saberes externos se não desenvolver epistemologias
próprias".
Comparativamente, países como a África do Sul, o Egito e a Nigéria têm avançado na
produção científica nacionalizada, com políticas públicas que valorizam a investigação
local e incentivam a publicação de autores nacionais. A África do Sul, por exemplo, tem
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
95
um sistema robusto de financiamento à pesquisa e indicadores de impacto científico
que incluem a relevância social da investigação. Já a Nigéria, com sua densa rede de
universidades federais, tem investido na internacionalização de suas humanidades e
ciências sociais, com base em temas locais, como o pan-africanismo, o cinema popular
(Nollywood) e as religiões tradicionais.
No caso angolano, é imperioso que a produção de saber ocorra em Angola, por
angolanos e com relevância para Angola, como condição indispensável para que essa
produção tenha projecção e reconhecimento internacional. A ciência só alcança valor
global quando se ancora em sua legitimidade local. Como adverte Cabral (1974),
“ninguém liberta ninguém. Cada povo se liberta a si mesmo, e isso começa pela
libertação da sua consciência e da sua cultura” (p. 29). A universidade angolana, nesse
sentido, deve assumir um papel de liderança intelectual, não apenas na formação de
quadros técnicos, mas na produção de uma consciência nacional crítica e
comprometida com o desenvolvimento.
Contudo, o desafio da produção do saber local é também uma oportunidade de
desenvolvimento estrutural, pois uma ciência enraizada nas realidades nacionais
contribui directamente para a formulação de políticas públicas mais eficazes, para o
fortalecimento das instituições democráticas e para a projecção internacional de
Angola como produtora e exportadora de conhecimento.
Eixos estratégicos para a produção científica sobre o saber local
Para concretizar esse objectivo, as instituições de ensino superior angolanas devem
desenvolver programas de investigação e publicações científicas focadas em áreas
específicas e estratégicas que buscam emancipar a Cultura Urbana e Popular Angolana,
como:
Música tradicional e urbana
• Estudar e documentar os estilos musicais como semba, kizomba, rebita,
tchianda e suas variações regionais;
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
96
• Mapear as práticas musicais dos diversos grupos étnicos e suas relações com a
identidade nacional;
• Criar arquivos sonoros e centros de pesquisa em musicologia angolana.
• Promover esses estudos em revistas como Ethnomusicology, African Music ou
Popular Music and Society.
Línguas nacionais e diversidade linguística
• Desenvolver projectos de descrição e revitalização das línguas nacionais
(quimbundu, umbundu, tchokwe, etc.);
• Produzir gramáticas, dicionários, literatura infantil, materiais pedagógicos e
plataformas digitais bilingues;
• Publicar em revistas indexadas como Language Documentation &
Conservation ou Journal of African Languages and Linguistics;
Grupos étnicos e saberes tradicionais
• Documentar as cosmovisões, práticas agrícolas, medicinais, jurídicas e
espirituais das comunidades locais;
• Estudar o papel das autoridades tradicionais na resolução de conflitos e na
coesão social;
• Contribuir para essas pesquisas no campo das ciências sociais aplicadas e da
antropologia pública.
Potencialidades económicas e turísticas locais
• Realizar estudos aplicados sobre cadeias produtivas locais, agricultura familiar,
mineração artesanal, pesca comunitária e turismo étnico e ecológico;
• Mapear zonas com vocação turística e elaborar roteiros culturais, com base
científica, de modo a fomentar o turismo rural e a subsequente valorização das
tradições rurais;
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
97
• Publicar em revistas como African Journal of Economic Policy, Tourism
Geographies e Development Southern Africa.
Cultura, folclore e patrimônio imaterial
• Sistematizar, com rigor metodológico, lendas, danças, provérbios, mitos e
práticas festivas;
• Criar catálogos digitais de bens imateriais, com o apoio da UNESCO e da CPLP;
• Participar de redes internacionais de salvaguarda do património cultural.
Da produção científica à projecção internacional
É imperioso que esses saberes, uma vez sistematizados, sejam publicados em revistas
científicas indexadas, multilíngues, revisadas por pares, com circulação internacional.
Para isso, as instituições de ensino superior devem:
• Criar grupos de pesquisa interdisciplinares, com professores e estudantes
orientados à produção científica aplicada à realidade angolana;
• Estimular a redacção de artigos científicos em português, inglês e francês, com
apoio institucional para tradução e revisão;
• Promover revistas científicas angolanas próprias, com critérios
internacionais de indexação (como Scopus, Web of Science, DOAJ, SciELO);
• Fomentar a participação regular de docentes e investigadores em congressos
e simpósios internacionais, nos quais possam apresentar Angola como polo
de produção de conhecimento original;
• Estabelecer protocolos de cooperação com universidades africanas,
latino-americanas e asiáticas, com foco em epistemologias do Sul.
Ciência e cultura como vectores de desenvolvimento e diplomacia
A projecção internacional do conhecimento local tem implicações directas para o
desenvolvimento nacional. Estudos sobre culturas locais e potencialidades
económicas, quando bem-apresentados, atraem interesse estrangeiro, contribuem
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
98
para o branding internacional do país, fortalecem o turismo cultural e informam
investidores e parceiros de cooperação internacional.
Além disso, como ensina Nye (2004), o soft power é construído a partir da capacidade
de atrair e persuadir, e não de impor. Países como os Estados Unidos da América,
China, Coreia do Sul, França e Brasil desenvolveram sua influência global apoiando-se
na exportação da sua cultura, música, língua e criatividade. Angola pode fazer o
mesmo, desde que sua produção simbólica seja tratada com seriedade, ciência e
estratégia.
Assim sendo, o papel das instituições de ensino superior não é apenas formar técnicos
e gestores, mas também pensadores, documentadores e intérpretes da Nação. Como
alertava Cabral (1974), a libertação política não será completa sem a libertação cultural
e cognitiva: “Cada povo se liberta a si mesmo, e isso começa pela libertação da sua
consciência e da sua cultura” (p. 29).
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
99
Considerações Finais
A afirmação cultural de Angola no cenário global não poderá ocorrer plenamente sem
uma reconfiguração profunda do papel das Instituições de Ensino Superior (IES).
Estas devem abandonar o lugar subalterno de meras reprodutoras de teorias e
paradigmas importados e assumir-se como espaços geradores de conhecimento crítico,
historicamente situado, com base nas realidades locais, nas línguas nacionais, nas
tradições orais, na diversidade étnica e nas potencialidades socioculturais e
económicas do país.
Tal reposicionamento epistemológico exige, acima de tudo, um compromisso com a
descolonização do saber. Como enfatiza Santos (2010), é imperioso construir uma
"ecologia de saberes" em que os conhecimentos locais e ancestrais sejam reconhecidos
como válidos, sistematizados e internacionalizados. A superação da epistemologia
eurocêntrica dominante passa por reverter o fluxo unidireccional de saberes, do Norte
para o Sul, e por elevar Angola à condição de sujeito cognoscente no sistema-mundo
científico.
Para que as IES possam exercer plenamente essa missão histórica e estratégica, são
necessárias acções concretas e estruturantes:
• Reforçar o investimento na investigação científica, não apenas em áreas
tecnológicas, mas também nas ciências sociais, nas artes, nas humanidades, na
linguística e nos estudos culturais, assegurando a criação de centros de
excelência que investiguem a realidade angolana em profundidade;
• Estabelecer políticas editoriais robustas e soberanas que valorizem e
publiquem o trabalho de académicos angolanos em revistas científicas de rigor
metodológico e com visibilidade internacional. Isso inclui o fortalecimento de
periódicos nacionais e o incentivo à publicação em línguas de circulação global
(como inglês e francês), sem abandonar o português e as línguas nacionais como
idiomas científicos;
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
100
• Incentivar parcerias intra-africanas e com a diáspora africana,
promovendo redes de investigação com base em agendas do Sul Global. Essa
cooperação horizontal é vital para romper o isolamento académico e reforçar a
construção de uma ciência africana transnacional, enraizada nas especificidades
históricas e culturais do continente;
• Formar intelectuais comprometidos com a soberania epistémica
africana, capazes de investigar, ensinar e intervir na realidade com consciência
histórica, competência técnica e visão transformadora. Como defende Thiong’o
(1986), é preciso “descolonizar a mente”, ou seja, libertar-se das hierarquias
cognitivas impostas e revalorizar os modos africanos de conhecer, narrar e
interpretar o mundo.
Nesse contexto, as universidades angolanas devem tornar-se actores centrais do soft
power cultural do país, projectando internacionalmente a música tradicional, as
línguas nacionais, o folclore, os saberes ancestrais, os recursos turísticos e os modelos
de convivência comunitária, com base em investigação científica rigorosa. Esses
conhecimentos, quando sistematizados e apresentados em congressos internacionais
e revistas indexadas, não apenas enriquecem o repertório científico global, mas
também atraem investimentos, fomentam o turismo cultural e consolidam Angola
como produtor de valor simbólico e intelectual no sistema internacional.
Como advertia Cabral (1974), o inimigo mais perigoso é o inimigo na nossa própria
cabeça. Trata-se do colonialismo mental, da dependência epistémica, do desprezo pelo
saber local. Compete às universidades angolanas o dever histórico de combater esse
inimigo, não com armas, mas com pensamento crítico, ciência situada e cultura viva.
Essa é, talvez, a maior batalha do século XXI: a batalha pelo direito de pensar o mundo
a partir de nós mesmos.
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
101
Referências Bibliográficas
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar.
Bennett, W. L., & Livingston, S. (2018). The disinformation order: Disruptive
communication and the decline of democratic institutions. European Journal of
Communication, 33(2), 122–139.
[https://doi.org/10.1177/0267323118760317](https://doi.org/10.1177/0267323
118760317)
Cabral, A. (1974). Unity and struggle: Speeches and writings (1st ed.). New York:
Monthly Review Press.
Diop, C. A. (1981). Civilization or barbarism: An authentic anthropology. Brooklyn,
NY: Lawrence Hill Books.
Huntington, S. P. (1996). The clash of civilizations and the remaking of world order.
New York: Simon & Schuster.
Kandjimbo, L. (2014). Ensaios de crítica cultural. Luanda: Chá de Caxinde.
Kouamé, A. (2019). African universities and epistemic freedom: Between autonomy
and dependence. CODESRIA Bulletin, (1–2), 70–83.
https://codesria.org/?p=10697
Mbembe, A. (2016). Crítica da razão negra (M. da Costa, Trad.). Lisboa: Antígona.
(Original publicado em 2013)
Miller, T. (2021). Cultural citizenship: Cosmopolitanism, consumerism, and television
in a neoliberal age. Temple University Press.
Nascimento, D. do. (2020). Cultura e identidade nacional em Angola: Caminhos e
contradições. Revista Angolana de Ciências Sociais, 5(1), 50–63.
https://racsvs.sciendo.com
Napoli, P. M. (2019). Social media and the public interest: Media regulation in the
disinformation age. Columbia University Press.
Revista Científica Multidisciplinar Nkwa Zayi | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 84 - 102 | Ano 2026
Educação, Cultura e Desenvolvimento em
Angola: Perspectivas e Práticas
102
Ngũgĩ wa Thiong’o. (2009). Descolonizar a mente: A política da linguagem na
literatura africana (1ª ed.). São Paulo: Companhia das Letras.
Teta, P. (2017). Educação e desenvolvimento em Angola: Perspectivas e desafios.
Luanda: MayambaEditora.
Thussu, D. K. (2013). Communicating India’s soft power: Buddha to Bollywood.
PalgraveMacmillan.
Thussu, D. K., & de Burgh, H. (2020). China's Media Go Global: International
Practices of the Chinese Media. Routledge.
UNESCO. (2009). Investing in cultural diversity and intercultural dialogue. Paris:
UNESCO Publishing.
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000184755
UNESCO. (2010). UNESCO science report: The current status of science around the
world. Paris: UNESCO
Publishing.https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000189753
UNESCO Institute for Statistics. (2020). Global investment in R&D and researcher
distribution.
http://uis.unesco.org
Varela, F. (2013). Universidade, desenvolvimento e sociedade: O papel da extensão
universitária. Revista Científica da UAN, 5(1), 45–59. Universidade Agostinho
Neto.
Zakaria, F. (2011). The post-American world: Release 2.0. New York: W. W. Norton &
Company.
Este artigo está licenciado sob a licença: Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0
International License. Ao submeter o manuscrito o autor está ciente de que os direitos de autor
passam para a Revista Científica Multidisciplinar N´Kwa Zayi.
Recebido: 31/07/2025
Aceite: 14/04/2026