Revista Científica Visão XXI  
ARTIGO CIENTÍFICO  
Dados do Artigo  
Impacto da gestão democrática no contexto das instituições  
privadas em Luanda  
Impact of democratic management in the context of private institutions in angola  
30/Agosto/2024  
15/Junho/2025  
Impacto de la gestión democrática en el contexto de las instituciones privadas en angola.  
Álvaro Cassumba da Costa1 , Pedro de Sousa Francisco Gonçalo2 , Mambo Antónia Dissunda3  
Ana Cláudia Pedro Mendes Adão da Silva4  
,
1 Departamento de Ciências Económicas, Jurídicas e Humanas, Instituto Superior Politécnico Atlântida, Luanda, Angola.  
2 Departamento de Ciências Económicas, Jurídicas e Humanas, Instituto Superior Politécnico Atlântida, Luanda, Angola.  
3 Departamento, Instituto Superior Politécnico Atlântida, Luanda, Angola.  
4 Departamento de Gestão e Contabilidade, Universidade Privada de Angola, Luanda, Angola.  
Resumo  
O presente artigo de investigação científica aborda o impacto da gestão democrática no  
contexto das instituições privadas. O efeito da pouca inclusão de professores na gestão das  
instituições privadas ainda é um facto, pois, decisões são tomadas sem a participação dos  
professores. Tal dificulta o alcance dos objectivos organizacionais. Pois, apesar de  
fazerem parte de certos encontros, os professores são limitados a ouvir e se, derem algum  
contributo, não são levados em consideração na prática. A pesquisa propõe-se analisar o  
impacto da gestão democrática no contexto do Instituto Superior Atlântida de Luanda. o  
Estudo é quantitativo-qualitativo na medida em que, combina as duas abordagens e,  
complementam-se, pois, fez-se a aplicação de inquérito para levantar dados estatísticos e  
a entrevistas para o diagnóstico da situação actual do objecto de estudo. A mesma realizou-  
se utilizando o método revisão bibliográfica, entrevista e o método dedutivo-indutivo. A  
mostra composta por dez participantes do Instituto Superior Politécnico Atlântida  
respondeu ao questionário o qual brindou subsídios sobre a análise do impacto da gestão  
democrática no contexto do Instituto Superior Atlântida de Luanda. O trabalho,  
fundamentou teoricamente a pertinência da gestão democrática no contexto escolar;  
avaliou-se o grau de satisfação dos professores, quanto à aplicação do gestor escolar;  
identificou-se os principais factores que estão na base do problema de gestão escolar.  
Portanto, comprovou-se que se os directivos garantissem gestão democrática nas suas  
práticas, influenciariam positivamente no desenvolvimento do Instituto Superior Atlântida  
de Luanda.  
Palavra-chave: Gestão democrática, Contexto escolar, Instituições privadas.  
Abstract  
This scientific research article addresses the impact of democratic management in the  
context of private institutions. The limited inclusion of teachers in the management of  
private institutions remains a reality, as decisions are often made without their  
participation. This hinders the achievement of organizational goals. Although teachers  
attend certain meetings, they are mostly limited to listening, and when they do contribute,  
their input is not considered in practice. The research aims to analyze the impact of  
democratic management within private institutions in Angola. The study is both  
quantitative and qualitative, combining the two approaches in a complementary way.  
Surveys were conducted to gather statistical data, and interviews were used to diagnose  
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the current situation of the study’s subject.  
The research was carried out using bibliographic review, interviews, and the deductive-  
inductive method. The sample consisted of ten participants from the Atlântida Polytechnic  
Higher Institute, who responded to a questionnaire that provided insights into the analysis  
of democratic management’s impact in private institutions in Angola. The study  
theoretically supported the relevance of democratic management in the school context; it  
assessed the level of teacher satisfaction regarding the school manager’s practices; and it  
identified the main factors underlying the challenges in school management. Therefore, it  
was confirmed that if school leaders ensured democratic management in their practices, it  
would positively influence the development of private institutions in Angola.  
Keywords: Democratic management, School context, Private institution  
Resumen  
El presente artículo de investigación científica aborda el impacto de la gestión democrática  
en el contexto de las instituciones privadas. El efecto de la escasa inclusión de los  
profesores en la gestión de las instituciones privadas sigue siendo un hecho, ya que las  
decisiones se toman sin la participación de los profesores. Esto dificulta el logro de los  
objetivos organizativos. Aunque participan en determinadas reuniones, los profesores se  
limitan a escuchar y, si aportan alguna contribución, esta no se tiene en cuenta en la  
práctica. La investigación se propone analizar el impacto de la gestión democrática en el  
contexto del Instituto Superior Atlântida de Luanda. El estudio es cuantitativo-cualitativo  
en la medida en que combina los dos enfoques y se complementa, ya que se realizó una  
encuesta para recopilar datos estadísticos y entrevistas para diagnosticar la situación actual  
del objeto de estudio. Se llevó a cabo utilizando el método de revisión bibliográfica,  
entrevistas y el método deductivo-inductivo. La muestra, compuesta por diez participantes  
del Instituto Superior Politécnico Atlântida, respondió al cuestionario, lo que proporcionó  
información sobre el análisis del impacto de la gestión democrática en el contexto del  
Instituto Superior Atlântida de Luanda. El trabajo fundamentó teóricamente la pertinencia  
de la gestión democrática en el contexto escolar; se evaluó el grado de satisfacción de los  
profesores con respecto a la aplicación del gestor escolar; se identificaron los principales  
factores que están en la base del problema de la gestión escolar. Por lo tanto, se demostró  
que si los directivos garantizaran la gestión democrática en sus prácticas, influirían  
positivamente en el desarrollo del Instituto Superior Atlântida de Luanda.  
Palabras clave: Gestión democrátca, Contexto escolar, Institución privada  
1
Introdução  
Pretende-se investigar o impacto da gestão democrática no contexto escolar para o  
desenvolvimento sustentável das instituições. Esta é uma questão discutida por vários  
profissionais especializados em gestão escolar, no sentido de dar resposta satisfatória que  
possibilita gerenciar escolas.  
É importante realçar, de modo geral, que a gestão escolar tem passado por diversas  
transformações quanto aos processos organizacionais, portanto, numa primeira fase, os  
gestores implementavam nas suas actividades autoridades no trabalho do seu colectivo de  
trabalho sem possibilidade de auferir as dificuldades que têm vivenciado, acabando por  
influenciar negativamente no processo de desenvolvimento dos alunos e, estes por sua  
vez ficam totalmente limitados em interagir no contexto social.  
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Nesta pesquisa, o outro aspecto que se reflecte é a ausência de associação de pais e o seu  
papel na gestão democrática, uma vez que muitas escolas não apresentam uma estrutura  
funcional eficiente para essa situação.  
Esta associação foi criada no sentido de apresentar ideias no colectivo de gestão escolar  
(Director geral, administrativo e pedagógico, coordenadores de turmas, de turno e  
secretários) que apresentam atribuições, de acompanhar e controlar e supervisionar todas  
as actividades escolares implementada, reflectida no programa estabelecido, assegurando  
o pleno funcionamento da escola.  
A equipa gestora, radicalmente começou a ganhar uma nova dinâmica de trabalho,  
considerando de forma auxiliante a interactividade com o seu pessoal de gestão, os  
encarregados de educação, professores e alunos que, na verdade, deveria ser considerada  
com uma prática permanente no ambiente escolar e não só. Baseando-se na ideia de  
Ramos (2011), sobre a envolvência da motivação no local de trabalho, para administrar  
pessoas o gestor deve apresentar conhecimentos na íntegra da área que gere no sentido de  
motivar o seu colectivo para atingir os objectivos da organização escolar.  
Apresentar grandes estruturas ou dispor de boas condições na escola efectivamente, é um  
dos factores primordiais para o aprendizado, mas primeiramente é necessário que o gestor  
saiba motivar consideravelmente a sua equipa para que quando estiverem diante do  
processo educativo exerçam com responsabilidade as suas funções. Outrossim, deve-se  
primar na formação contínua do colectivo pedagógico para se garantir a qualidade no  
processo de aprendizagem dos alunos.  
A formação contínua deve fazer parte do crescimento profissional que acontece ao longo  
da actuação docente, podendo proporcionar um novo sentido à prática pedagógica, e  
ressignificando a actuação do professor. Trazer novas questões da prática e buscar  
compreendê-las sob o enfoque da teoria e na própria prática permite articular novos  
saberes na construção da docência, dialogando com os envolvidos no processo que  
envolve a formação. Por isso, os professores devem-se manter actualizados de modos a  
atender as necessidades de aprendizagem dos alunos. A formação contínua é uma forma  
de manter a qualidade do ensino e por isso ela é necessário para quem deseja cumprir com  
maestria sua função de educador.  
Problema de pesquisa  
A nível de gestão escolar em Angola, tem se verificado insuficiência na aplicação dos  
processos de gestão escolar, os gestores escolares nem sempre envolvem, nas suas  
actividades, a gestão democrática, tornando os docentes menos progressivos e sem  
probabilidade de apresentarem as suas dificuldades no processo educativo. Isto, acabam  
por influenciar negativamente na aprendizagem do aluno.  
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A falta de inclusão dos professores nos processos de decisão institucional tem provocado  
insuficiência no alcance dos objectivos organizacionais e consequentemente no  
desenvolvimento das escolas. Tendo em conta os aspectos referidos, levanta-se a seguinte  
pergunta de partida: em que medida a gestão democrática influência no contexto do  
Instituto Superior Atlântida de Luanda?  
De forma geral, pretende-se analisar o impacto da gestão democrática no contexto do  
Instituto Superior Atlântida de Luanda. Especificamente, fundamentar teoricamente a  
importância da gestão democrática no contexto escolar; avaliar o grau de satisfação dos  
professores quanto à participação na gestão das escolas; identificar os principais factores  
que estão na base do problema da gestão escolar das instituições privadas de Angola.  
Hipoteticamente, se os gestores garantirem gestão democrática nas suas práticas,  
influenciarão positivamente no desenvolvimento do Instituto Superior Atlântida de  
Luanda.  
2
Revisão da Literatura  
É importante, neste ponto, reflectir as ideias de autores que abordaram sobre a gestão  
democrática para se concretizar o que se espera no processo educativo. Analisando o tema  
em questão, zelando na realidade objectiva de Angola, quase que não se regista materiais  
que abordem a gestão democrática na escola.  
2.1 Gestão Democrática  
Gestão democrática é entendida como a capacidade que o gestor apresenta de ouvir o seu  
pessoal mediante as tarefas orientadas, criando um ambiente favorável onde todos  
trabalhem para o alcance do objectivo comum.  
(Lück, 2009, p. 75) argumenta a gestão democrática como:  
“a mobilização e organização das pessoas para actuar colectivamente na  
promoção de objectivos educacionais, o trabalho dos directores escolares se  
assenta sobre sua competência de liderança, que se expressa em sua  
capacidade de influenciar a actuação de pessoas (professores, funcionários,  
alunos, pais, outros) para a efectivação desses objectivos e o seu  
envolvimento na realização das acções educacionais necessárias para sua  
realização.”  
De acordo com a ideia do autor a mobilização do colectivo de trabalhar depende da  
capacidade comunicativa do gestor com o seu pessoal no sentido de ouvir as dificuldades  
que os mesmos têm passado, onde devem melhorar, implementando desta forma, uma  
formação que deve estar intrinsecamente ligada com a responsabilidade do seu  
funcionário para que não aconteça irregularidade no momento da execução das tarefas. É  
importante que tudo que estiver escrito como política deve se enfatizar na prática. A fim  
de trazer uma ideia mais concisa a nível da gestão participativa no contexto escolar  
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angolano é imprescindível os gestores nas suas práticas educativas assumirem uma  
postura de gestão onde todo colectivo trabalhe arduamente no sentido de garantirem a  
qualidade no processo, por isso elevar o conceito de gestão participativa como a prática  
que envolve todo o pessoal de uma determinada instituição escolar onde todos garantem  
a interactividade no momento em que estiverem a levar a cabo todas as actividades  
incumbidas como responsabilidade.  
2.2 Contexto escolar  
Analisando de forma geral, o ambiente que se proporciona nas instituições escolares,  
entende-se que no contexto escolar está envolvida a estrutura física, o currículo ou todo  
o processo de organização escolar bem como o ambiente que se cria na escola onde a  
interactividade positiva entre o colectivo pedagógico, família-escola, aluno e professor é  
considerada como um processo contínuo com vista a desenvolver integralmente o  
educando.  
2.2.1 A importância da gestão democrática para o desenvolvimento das  
instituições privadas  
A gestão democrática nas instituições privadas uma vez considerada como a  
interactividade que deve ser verificada no processo educativo, torna-se uma actividade  
que o gestor não deve descartar na sua práxis porque facilita no atendimento de forma  
eficiente aos educandos e estes por sua vez terão a possibilidade de integrar-se  
satisfatoriamente no contexto social. Nas instituições privadas principalmente em Angola  
tem-se ouvido muito que o ensino é facilitado, mas esta facilitação nem sempre  
corresponde às expectativas do educando ou o encarregado de educação, a escola pensa  
que se o estudante estiver errado basta passar um corrector termina com este processo é  
considerado como uma gestão democrática, mas a verdade é que na gestão democrática  
está envolvida o acompanhamento do educando em todo processo para se prevenir erros.  
Neste caso o envolvimento de toda a comunidade escolar deve ser visto sempre no  
ambiente escolar. Conforme assevera Lück et al, (2005, p. 17) “ao se referir às escolas e  
sistemas de ensino, o conceito de gestão democrática envolve, além dos professores e  
funcionários, os pais, os alunos e qualquer outro representante da comunidade que esteja  
interessado e na melhoria do processo pedagógico.” Por isso, o gestor ao exercer a sua  
função deve ter em conta um conjunto de acções que reflectem a sua responsabilidade,  
conforme especifica Lück (2009, p. 75), é também a função do líder:  
• Orientação aos membros de modo que sejam promovidas melhorias a todos, em  
principal aos processos educativos;  
• Permitir um diálogo aberto com capacidade de ouvir e compreender as questões  
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de modo contínuo;  
• Possibilitar oportunidades a todos a fim de compartilhar responsabilidades;  
• Ter atitudes e expressões de liderança e não de chefia;  
• Exercício contínuo do diálogo aberto e da capacidade de ouvir  
O gestor democrático nas instituições privada deve ter a capacidade de indicar no seu  
colectivo todas as tarefas que consta no programa de actividades, fazer com que o  
processo de interactividade flui em todo ambiente da escola interno e externo, trabalhar  
arduamente para que a sua equipa zele no objectivo comum. Outro aspecto importante, o  
líder ou gestor deve primar num plano estratégico com todas as directrizes para assegurar  
a qualidade e permitir a participação de toda a comunidade na escola. conforme faz  
referência Marques (2017) cit. Heloísa Luck (2005), destaca algumas estratégias para  
facilitar a participação:  
• Identificar as oportunidades apropriadas para a acção e decisão e decisão  
compartilhada;  
• Estimular a participação dos membros da comunidade escolar;  
• Estabelecer normas de trabalho em equipe, acompanhar e orientar a sua  
efectivação;  
• Transformar boas ideias individuais em ideias colectivas;  
• Garantir os recursos necessários para apoiar os esforços participativos;  
• Prover reconhecimento colectivo pela participação e pela conclusão de tarefas.  
Zelando na perspectiva do autor, nas instituições públicas deve-se tornar costume a  
prática de participação activa de todos os integrantes envolvidos na escola para melhor  
orientarem o processo de ensino e aprendizagem do aluno onde as decisões a serem  
tomadas primeiramente deve-se identificar a partir do colectivo o que deverão elevar  
como acção no seu plano estratégico, mas que tudo passa sob um processo de reflexão de  
toda comunidade escolar. Neste sentido, o processo de planificação é essencial para o  
alcance dos objectivos comuns. Segundo Lück (2009, p. 32) planejar:  
“Constitui-se em um processo imprescindível em todos os sectores da  
actividade educacional. É uma decorrência das condições associadas à  
complexidade da educação e da necessidade de sua organização, assim como  
das intenções de promover mudança de condições existentes e de produção  
de novas situações, de forma consistente.”  
A qualidade no processo educativo depende de uma planificação de qualidade, por isso,  
o gestor primeiramente deve colher subsídio à sua equipa para reflectir nas informações  
passadas os aspectos que irão fazer parte da planificação ao longo, médio e ao curto prazo.  
A planificação pressupõe a existência de todas as informações que reflectem os objectivos  
que se pretende ao longo do processo e deverá estar intrinsecamente ligado às  
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características individuais dos alunos para que os conhecimentos a serem proporcionados  
se reflectem na sua vida. Sempre será necessário que toda a comunidade escolar participe  
directamente neste processo para se garantir a qualidade que se espera na gestão escolar,  
não deixar simplesmente toda a responsabilidade ao líder, todos devem trabalhar em todo  
processo de organização escolar, dar tratamento específico em cada processo  
administrativo. “A gestão democrática, a participação dos profissionais e da comunidade  
escolar, a elaboração do projecto pedagógico da escola, a autonomia pedagógica e  
administrativa são elementos fundamentais para a construção participativa da gestão  
escolar.” (Ribeiro e Menin, 2005, p. 68). O líder na sua prática antes de incumbir  
responsabilidade no seu pessoal deverá levar em conta os seguintes aspectos:  
• Conhecer até que ponto o seu funcionário consegue levar a cabo um determinado  
assunto ligado a área que a corresponde;  
• Se o funcionário não tem domínio do assunto proporcionar formação que o ajude  
a desenvolver intelectualmente para dar respostas satisfatória as situações que  
decorrem a nível da organização;  
• Apresentar de forma geral ao seu colectivo os gabinetes da instituição para que,  
quando estiverem a encaminhar um documento se dirigir ao departamento que  
dará tratamento ao documento em questão;  
• Mostrar como deverão proceder respeitando a hierarquia a nível da organização;  
• Pontualizar com antecedência as ordens de serviços;  
• Garantir um ambiente de comunicação onde todos apresentem uma linguagem que  
reflecte o objectivo da organização  
As instituições privadas devem sempre acompanhar as mudanças que vão surgindo em  
função do tempo de maneiras que o gestor possa estar actualizado de tudo que decorre no  
mundo educacional, por isso, deve apresentar habilidades técnicas, conceituais e atitude  
no sentido de dinamizar todo processo que garante o desenvolvimento integral dos alunos  
e elevar sempre na sua prática a gestão democrática em todo ambiente escolar. Lück  
(2009, p. 69) faz referência de 42 competências de gestão democrática e participativa,  
onde, de acordo à natureza do presente estudo, destacou-se as tarefas do director:  
a) Lidera e garante a actuação democrática efectiva e participativa do Conselho  
Escolar ou órgão colegiado semelhante, do Conselho de Classe, do Grémio  
Estudantil e de outros colegiados escolares;  
b) Estimula participantes de todos os segmentos da escola a envolverem-se na  
realização dos projectos escolares, melhoria da escola e promoção da  
aprendizagem e formação dos alunos, como uma causa comum a todos, de modo  
a integrarem-se no conjunto do trabalho realizado;  
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c) Estimula e orienta a participação dos membros mais apáticos e distantes, levando-  
os a apresentar suas contribuições e interesses para o desenvolvi- mento conjunto  
e do seu próprio desenvolvimento;  
d) Promove a articulação e integração entre escola e comunidade próxima, com o  
apoio e participação dos colegiados escolares, mediante a realização de  
actividades de carácter pedagógico, científico, social, cultural e esportivo.  
De acordo o pensamento do autor para se estimular positivamente o colectivo pedagógico  
o gestor deve primar numa gestão democrática participativa que visa a participação de  
todos nas actividades programadas com vista a desenvolver significativamente a escola  
para contribuir no seu desenvolvimento sustentável. A planificação torna-se um factor  
indispensável para a gestão de qualidade e a mesma deve estar ligada com a realidade da  
comunidade onde a escola está inserida.  
Desta forma, compreende-se que a gestão que emana no ambiente escolar deve ser  
norteada para a educação. Tendo a escola como essencial objectivo a educação, uma vez  
que favorece a formação do ser humano. Nela se sobressai a interacção entre as pessoas,  
cujo desenvolvimento das potencialidades físicas, cognitivas, afectivas e altitudinais  
ocorre via o processo de ensino aprendizagem (Libâneo et al., 2012). Processo esse, o  
qual o gestor precisa compreender para intervir, conforme menciona Lück (2011, p. 131):  
[...] quando o dirigente escolar actua sobre o modo de ser e de fazer da  
organização educacional, está efectivamente promovendo gestão escolar, isto  
é, está mobilizando esforços, canalizando energia e competências,  
articulando vontades e promovendo a integração de processos voltados para  
a efectivação de acções necessárias à realização dos objectivos educacionais,  
os quais demandam a actuação da escola como um todo de forma consistente,  
coerente e articulada. (Lück 2011, p. 131)  
Entende-se assim, que a gestão escolar é uma espécie de modelo educacional elaborado  
pelas instituições de ensino. O intuito é impulsionar e coordenar diferentes dimensões das  
habilidades, dos talentos e, também, da dita competência educacional, aprimorando o  
ensino.  
Dentro da definição conceptual de organização, a escola assume certas especificidades.  
Tendo em conta que «a escola tem características próprias, quando comparadas com  
outras organizações, como por exemplo as empresas, tem servido de álibi para justificar  
resistências à consideração da escola como objecto de estudo de análise organizacional»  
(Afonso, 1992:42).  
Zabalza (2011, 144), define a organização como “um palco saturado de relacionamentos,  
um espaço de acção colectiva no que se precisa o esforço combinado de todos seus  
membros para poder desenvolver as tarefas ou funções próprias de dita organização”.  
Mais adiante assinala que os manuais ao uso definem as organizações como conjunto de  
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indivíduos que participam em uma acção colectiva na qual exercem papéis diferenciados.  
Destaca também a necessidade da coordenação e a estabilidade das mesmas.  
De acordo a Libâneo (2013) a organização escolar é um componente efectivo de processo  
ensino-aprendizagem que constitui um enquadramento geral sistémico-ecológico no que  
se desenvolvem os processos educativos sistemáticos e que em si mesma transmite  
conteúdos tanto explícitos como implícitos de ensino, que é preços conhecer e modificar  
em uma decidida atitude participativa, reflexiva, aberta e versátil, ao serviço da sociedade  
que a sustenta.  
Para a prevenção do abandono escolar dos educandos, A escola para realizar seus  
objectivos necessita de uma gestão para a tomada de decisões e a direcção e controle  
dessas decisões. Sendo assim, para Libâneo (2013, p. 88), a organização e gestão visão:  
a) prover as condições, os meios e todos os recursos necessários ao óptimo  
funcionamento das escolas e do trabalho e sala de aula;  
b) promover o envolvimento das pessoas no trabalho por meio da participação e fazer  
o acompanhamento e a avaliação dessa participação, tendo como referência os  
objectivos de aprendizagem;  
c) garantir a realização da aprendizagem de todos os alunos.  
Libâneo expõe que a organização e os processos de gestão assumem significados distintos  
conforme a concepção que vigore como referência para os objectivos da educação em  
relação à formação dos alunos em um dado contexto sociocultural. Para o autor, há duas  
concepções em relação às finalidades sociais e políticas da educação: a concepção  
científico-racional e a concepção sociocrática:  
Na concepção científico-racional prevalece uma visão mais burocrática e  
tecnicista de escola. A escola é tomada como uma realidade objectiva e  
neutra, que deve funcionar racionalmente e, por isso, pode ser planejada,  
organizada e controlada, de modo a alcançar melhores índices de eficiência  
e eficácia. As escolas que operam nesse modelo dão forte peso à estrutura  
organizacional, à definição rigorosa de cargos e funções, à hierarquia de  
funções, às normas e regulamentos, à direcção centralizada e ao planejamento  
com pouca participação das pessoas. [Dessa concepção surge a] a técnico-  
científica que se baseia na hierarquia de cargos e funções, nas regras e  
procedimentos administrativos, visando à racionalização do trabalho e a  
eficiência dos serviços escolares (Libâneo 2013, p. 102-103).  
De acordo a Libâneo (2001), o processo de organização educacional dispõe de elementos  
constitutivos que são, na verdade, instrumentos de acção mobilizados para atingir os  
objectivos escolares. Tais elementos ou instrumentos de acção são:  
A Planificação - processo de explicitação de objectivos e antecipação de decisões para  
orientar a instituição, prevendo-se o que se deve fazer para atingi-los;  
A Organização - Actividade através da qual se dá a racionalização dos recursos, criando  
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e viabilizando as condições e modos para se realizar o que foi planejado;  
Direcção/Coordenação - Actividade de coordenação do esforço colectivo do pessoal da  
escola;  
Formação continuada - Ações de capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais da  
escola para que realizem com competência suas tarefas e se desenvolvam pessoal e  
profissionalmente;  
Avaliação - comprovação e avaliação do funcionamento da escola.  
No actual contexto educacional, propõe-se a Gestão Democrática como paradigma para  
ser implementada nas instituições escolares, uma vez que a equipe gestora tem um grande  
desafio: manter os professores sempre motivados e mobilizar sua equipe de trabalho, pois  
cabe ao gestor descobrir o que desperta a motivação de sua equipe.  
Para Veiga (1997, p. 18),  
A gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos problemas  
postos pela prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre  
concepção e execução, entre o pensar e o fazer, entre a teoria e a prática.  
Busca resgatar o controle do processo e do produto do trabalho pelos  
educadores. (Veiga 1997, p. 18).  
Nessa perspectiva, para Duarte et al (2009, p. 3173) “A gestão democrática na escola se  
constitui em processo colectivo de decisões e acções, e consequentemente,  
possibilita recuperar o papel do director na liderança do processo educativo e não  
como peça exclusiva do mesmo”.  
Algumas falhas da escola que contribuem para a evasão escolar podem ser:  
• Infra-estrutura precária;  
• Grade curricular e metodologia ultrapassadas, com aulas desinteressantes;  
• Professores desmotivados em função da baixa remuneração;  
• Professores desactualizados;  
• Falta de actividades extracurriculares interessantes;  
• Falta de campanhas de combate ao bullying;  
• Gestão arcaica;  
• Entre outras. (Horário, 2022)  
Conforme apontado por Luck (2008, p. 11), “gestão escolar constitui uma dimensão e um  
enfoque de actuação que objectiva promover a organização, a mobilização e a articulação  
de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos  
processos socio-educacionais dos estabelecimentos de ensino, orientadas para a  
promoção efectiva da aprendizagem pelos alunos”.  
Nesse contexto Buss (2008), cit Correa (2012, p. 5) afirma:  
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[...] podemos afirmar que a gestão escolar se organiza precisamente a partir  
de três olhares, que tem por objectivo garantir o processo educacional, que  
são eles: a gestão pedagógica com o objectivo maior o ensino e a  
aprendizagem, a gestão de recursos humanos que trabalha com toda  
comunidade escolar e a gestão administrativa que é a parte física e  
burocrática da escola.  
No contexto angolano é fundamental que o professor tenha o apoio e o acompanhamento  
dentro da organização escolar para que, como sujeito consciente de seu papel social,  
promova mudança em si e no ambiente escolar. Para isso, a gestão escolar deve levar em  
conta a legislação que estabelece os princípios da educação e os deveres do estado em  
relação à educação escolar pública e privada.  
Segundo Guimarães (2009), motivação é um tópico muito estudado pela psicologia, para  
saber o que faz com que as pessoas se comportem da maneira como se comportam, de  
onde vem a motivação, e o que ocorre quando as pessoas não são motivadas.  
A motivação é um elemento essencial para o desenvolvimento do ser humano, pois sem  
ela é muito mais difícil cumprir algumas tarefas. É muito importante ter motivação para  
estudar, para fazer exercício físico, para trabalhar e para tantas outras coisas que fazem  
parte da vida das pessoas. Nesse sentido, Alves (2013, p.15) explica que, “O conceito de  
Motivação encontra-se associado à vontade e ao interesse”. Ainda para a autora,  
motivação refere-se:  
É um termo que se divide em dois factores, um que extrínseco e o outro que  
intrínseco ao “ser”. Factor é aquilo que contribui para um resultado, logo, o  
factor intrínseco contribui para a satisfação de uma necessidade psicológica  
ou fisiológica. Enquanto, o outro factor da motivação que extrínseco ao  
indivíduo, contribui para a realização de um desejo por exemplo. (Alves,  
2013, p.15).  
Acredita-se que um professor motivado poderá exercer suas funções de maneira  
realmente produtiva e somente assim poderá motivar seus alunos no processo de ensino  
e aprendizagem. Para isso, a gestão escolar deve levar em conta a legislação que  
estabelece os princípios da educação e os deveres do estado em relação à educação escolar  
nos respectivos níveis de ensino.  
o abandono à escola é composto então pela conjugação de várias dimensões  
que interagem e se conflitam no interior dessa problemática. dimensões estas  
de ordem política, económica, cultural e de carácter social. dessa maneira, o  
abandono escolar não pode ser compreendido, analisado de forma isolada.  
isto porque, as dimensões socioeconómicas, culturais, educacionais,  
históricas e sociais entre outras, influenciam na decisão tomada pela pessoa  
em abandonar a escola. (Batista, Souza, Oliveira, 2009, p.4)  
Almeida e Santos (1990, cit. Canavarro, 2007) identificam como áreas críticas do sistema  
educativo e que favorecem a saída do sistema educativo precocemente, as seguintes:  
• A escola não conhece o aluno (défice de conhecimento sobre dados pessoais e  
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sócio demográficos dos alunos);  
• A disparidade das condições de frequência (desde as questões fisiológicas às  
condições de suporte e apoio social e familiar); o Dificuldade nas condições que  
a escola disponibiliza para acompanhamento dos alunos pelos professores;  
• Dificuldades/limitações na relação escola – família; o Horários desadequados,  
falta de espaços de estudo, problemas de transporte;  
• Dificuldades na integração da escola no seu contexto sócio- cultural.  
Os benefícios de um horário escolar bem administrado são muitos, mas vamos citar  
abaixo alguns deles:  
• Melhora na performance dos alunos e professores;  
• Melhora na performance dos alunos e professores;  
• Aumenta a qualidade de ensino;  
• Reduz conflitos entre professores e gestão escolar;  
• Motiva alunos e professores;  
• Mais organização escolar diária. (Horário, 2022)  
• Monte uma grade escolar atraente para alunos e professores  
No caso dos professores, ao respeitar suas disponibilidades e preferências durante a  
elaboração da grade de horários, a instituição mostra uma valorização dos profissionais.  
Além disso, horários escolares bem elaborados, consideram elementos como Inter e Intra  
jornada, optimização da distribuição das aulas na semana e deslocamento, favorecendo o  
bem-estar dos docentes. (Horário, 2022).  
Conforme assevera Eleva Plataforma (2020) é funcionalidade da escola:  
i) Desenvolver o pensamento crítico do aluno  
• O papel da escola, nesse ponto, é treinar seus alunos para que eles consigam  
construir e desenvolver os seus próprios argumentos e opiniões, e não os impor  
alguns preceitos que se formam a partir de frases feitas. Um bom ambiente escolar  
tem a função social, de desenvolver o pensamento crítico do aluno. De fazê-lo  
pensar fora da caixa e reconhecer que, em várias situações cotidianas, não existem  
somente o “certo e o errado”. Assim, o estudante se torna activo frente a  
sociedade, e não passivo. Ou seja, ele deixa de ser um robô para assumir a posição  
de um indivíduo questionador que não leva qualquer coisa para casa.  
ii)  
Formar cidadãos capazes de construir uma sociedade mais justa  
• A função social da escola na formação do aluno enquanto cidadão é prepará-lo  
para a sociedade actual. Conectando o conhecimento com as vivências do aluno.  
Durante uma aula, por exemplo, o estudante tem a oportunidade de aprender algo  
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enquanto se socializa com outros indivíduos de diversas idades, classes sociais,  
etnias, histórias, etc. Isso faz com que ele aprenda que, no mundo, existem  
diferenças entre as pessoas devendo estas serem respeitadas.  
• Além disso, ao formar amizades que vão além de seus parentes e vizinhos, a  
criança consegue desenvolver qualidades importantes como generosidade,  
colectividade e empatia. Assim, um bom ambiente escolar instiga os alunos a  
conviverem socialmente entendendo que, para que as relações sejam saudáveis, é  
preciso exercer algumas práticas de socialização que vão além de regras  
incontestáveis e já preestabelecidas. Afinal, cada pessoa tem suas  
particularidades.  
iii) Ensinar os alunos a entenderem os seus direitos e deveres  
• Toda sociedade possui, é claro, regras de convivência que precisam ser obedecidas  
para que todos sejam tratados, na medida do possível, de forma justa e igualitária.  
Sendo assim, é importante entender que a função básica de uma escola do século  
XXI é fornecer recursos que garantam conhecimentos e valores necessários à  
formação de um cidadão que saiba quais são seus deveres, mas, além disso, que  
também entenda seus direitos.  
• Para isso, o ensino pode transmitir conhecimentos que vão além de um conteúdo  
padronizado. É o caso da realização de dinâmicas como debates, rodas de  
discussão, aplicação das regras de convívio a partir de acordos que beneficiem  
ambas as partes, ou da aplicação de materiais didácticos contextualizados. Estes  
abordam assuntos do dia-a-dia de forma mais próxima da realidade dos alunos,  
tornando essas dinâmicas ainda mais interessantes. Dessa forma, os alunos  
aprendem a importância de seguirem tais regras e, é claro, de exigi-las também.  
É importante que a união entre a escola e a família seja uma realidade que se observa nas  
práticas diárias do educando isto porque a escola e a família são vistas como um reflexo  
para o aluno, desta feita devem evidenciar esforços para melhor habilitarem o educando  
a fim de garantirem o seu desenvolvimento integral.  
3
Metodologia da pesquisa  
Esta pesquisa é predominamente mista, quantitativa-qualitativa uma vez que, combina as  
duas abordagens e, complementam-se, pois, fez-se a utilização de inquérito para levantar  
dados estatísticos e entrevistas para o diagnóstico da situação actual do objecto de estudo.  
De acordo com Gil citado por Knechtel, (2014) a pesquisa qualitativa busca entender os  
fenómenos humanos, que decorre no campo em estudo, procurando obter uma visão  
detalhada e complexa por meio de uma análise científica do investigador. Facilitou na  
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descrição dos factos ou entrevista efectuada nos profissionais, preocupando-se com os  
significados dos fenómenos e processos sociais.  
Já a abordagem quantitativa é:  
“uma modalidade de pesquisa que actua sobre um problema humano ou  
social, é baseada no teste de uma teoria e composta por variáveis  
quantificadas em números, as quais são analisadas de modo estatístico, com  
o objectivo de determinar se as generalizações previstas na teoria se  
sustentam ou não.” (Knechtel, 2014, p. 5).  
Não obstante, o autor considera que a pesquisa quantitativa faz apresentação dos dados  
colectados no campo de pesquisa estatisticamente importando-se com os fenómenos  
vivenciados para uma análise reflexiva a fim de facilita a sua interpretação de quem  
estiver a ler os dados.  
Marconi e Lakatos (2002) definem amostra como um conjunto de seres animados ou  
inanimados que representa pelo menos uma característica em comum, seleccionada a  
partir de população (universo). Para este trabalho seleccionou-se a população de 14  
professores do Instituto Superior Politécnico Atlântida, a partir desta extraiu-se a amostra  
de 10 professores, dos quais, cinco (5) são do género masculino, conforme consta da  
tabela 1.  
Tabela 1  
Amostragem  
Professores  
Sexo  
M
F
5
5
TOTAL: 10  
Fonte: Elaboração própria  
No sentido de concretizar os objectivos foram definidos uma série de métodos que  
facilitaram na recolha de dados, destacando-se: Método Hipotético-dedutivo pela sua  
natureza, partindo do geral para particular possibilitou deduzir os factos ocorrido no  
campo em estudo ligada as hipóteses apresentadas, posteriormente refere-se o problema:  
fez-se o reconhecimento dos factos tendo em conta (classificação preliminar, exame e  
selecção dos factos vivenciado nas instituições em estudo). Lakatos e Marconi (2003, p.  
85) definem indução como:  
“É um processo mental por intermédio do qual, partindo dos dados  
particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou  
universal não contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo dos  
argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo  
do que o das premissas nas quais se basearam.”  
Baseando-se no pensamento do autor, o método indutivo possibilitou colectar dados  
directamente dos professores, com intuito de constatar os factos vivenciados no campo  
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de pesquisa. A fim de especificar a abordagem quantitativa, usou-se o método estatístico  
que permitiu apresentar os dados colectados no campo em estudo estatisticamente para  
que a sua interpretação fosse fácil. Por outro lado, este método possibilitou demostrar  
gráficos e tabelas com percentagens. Para a colecta de dados apresentou-se técnicas e  
instrumentos que detalharam de forma específica os métodos referidos, fez-se referência,  
primeiramente, à pesquisa bibliográfica que segundo Fachin (2007) são todas as  
informações que auxiliam os projectos de investigação, contribuem para o conhecimento  
científico em todas as áreas do saber. Este instrumento facilitou apresentar referências  
bibliográficas de autores que sustentaram o trabalho demostrando como deve ser a  
actuação do gestor escolar. Utilizou-se também as perguntas fechadas que possibilitaram  
os inqueridos a marcarem (X) nas questões que acharam conveniente. Posteriormente se  
identificou as perguntas abertas (entrevistas), os profissionais falaram abertamente sobre  
as situações que ocorrem no campo de pesquisa. Por último, fez-se a observação  
participativa que:  
se realiza através do contacto directo do pesquisador com o fenómeno  
observado para obter informações sobre a realidade dos actores sociais em  
seus próprios contextos. O observador, enquanto parte do contexto de  
observação, estabelece uma relação face a face com os observados. (Minayo,  
2001, p. 59).  
Para se comprovar a realidade vivenciada no campo de pesquisa utilizou-se esta técnica  
que permitiu estar em contacto directo com a realidade objectiva no sentido de  
compreender os fenómenos existentes.  
4
Análise e discussão dos resultados  
4.1 Roteiro de questionário aplicado nos professores.  
No subconjunto de dez professores correspondente a 100%, a primeira pergunta colocada  
foi a seguinte: como consideras o processo de gestão escolar na escola?  
Quanto à questão três, professores que correspondem a 30% asseveram que o processo  
tem sido democrático; já sete correspondentes a 70% alegam que este processo é  
centralizado.  
Tabela 2  
Processo de gestão escolar  
Democrático  
%
30  
Centralizado  
7
%
70  
Total  
10  
3
Fonte: Elaboração própria  
Gráfico 1  
Processo de gestão escolar.  
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Como consideras o processo de gestão escolar  
no Colégio  
Democrático  
Centralizado  
30%  
70%  
Fonte: Elaboração própria  
Analisando o gráfico, percebe-se que a escola deve trabalhar muito para que a gestão seja  
democrática onde todo o colectivo pedagógico ganham probabilidade de auferir as  
preocupações que afectam directamente o processo de ensino e aprendizagem dos alunos.  
Quanto ao processo de comunicação dos professores e direcção da escola, seis (6)  
professores correspondentes a 60%, alegam que tem sido positiva; um (1) professor  
correspondente a 10% alega que tem sido insuficiente; por último, três (3) professores  
correspondentes a 30% alegam que é negativo.  
Tabela 2  
Processo de comunicação  
Total  
Positivo  
%
Insuficiência  
%
Negativa  
%
10  
6
60  
1
10  
3
30  
Fonte: Elaboração própria  
Gráfico 2  
Processo de comunicação  
Como tem sido a comunicação com a direcção?  
Positiva  
Insuficiencia  
Negativa  
30%  
60%  
10%  
Fonte: Elaboração própria  
Sendo a comunicação um processo que acontece através da interactividade entre dois  
indivíduos ou mais é necessário que haja satisfação neste processo, ou seja, a direcção  
tem de ouvir os professores no sentido de garantirem um ambiente saudável no contexto  
escolar, desta forma a transmissão dos conhecimentos será satisfatória.  
Na apresentação de opiniões para a realização de uma actividade, um (1) professor  
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equivalente a 10% afirma que a direcção leva em conta as suas opiniões; sete (7)  
professores correspondentes a 70% afirmaram que nem sempre; já dois (2)  
correspondentes a 20% alegam que não. Apresenta-se desta forma a tabela e o gráfico nº  
3.  
Tabela 3  
Apresentação de opiniões  
Total  
Sim  
%
Nem sempre  
%
Não  
%
10  
1
10  
7
70  
2
20  
Fonte: Elaboração própria  
Gráfico 3  
Apresentação de opiniões  
Quando apresentam opiniões para a realização de uma  
actividade a direcção leva em conta  
Sim  
Nem sempre  
Não  
10%  
20%  
70%  
Fonte: Elaboração própria  
Para a realização de qualidade do processo educativo resultante da interacção entre a  
direcção da escola, professor e alunos é importante que se ouçam as opiniões dos  
professores através das actividades programadas como reuniões e não programadas como  
as situações ocasionais para se apresentar as situações ligadas à realidade objectiva dos  
professores a fim de dar resposta nas preocupações apresentadas pelos encarregados de  
educação e alunos.  
Para o processo de supervisão pedagógica, quatro (4) professores equivalentes a 40%  
alegam que a equipa pedagógica supervisiona sempre as aulas dos professores; ao passo  
que 6 correspondente a 60% alegam que nem sempre.  
Tabela 4  
Supervisão pedagógica  
Total  
Sim  
%
Nem sempre  
%
10  
4
40  
6
60  
Fonte: Elaboração própria  
Gráfico nº4  
Supervisão pedagógica  
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A equipa pedagógica tem supervisionado  
constantemente as aulas dos professores?  
Sim  
Nem sempre  
40%  
60%  
Fonte: Elaboração própria  
Entretanto, de acordo o gráfico reflecte-se que a equipa pedagógica não tem controlado  
ou supervisionado suficientemente os seus profissionais e desta forma fica difícil estar  
dentro da realidade ou dificuldade enfrentada pelo professor. Para se proporcionar uma  
formação contínua é importante que a equipa pedagógica zele na identificação dos  
problemas apresentado pelos docentes para que a formação a ser transmitida esteja  
interligada com a disciplina que o professor lecciona. O gestor escolar tem que  
acompanhar na íntegra este processo para contribuir no desenvolvimento sustentável da  
escola.  
A última questão colocada aos professores levou a compreender o seguinte: algumas  
vezes têm tido atraso salarial? Quanto a pergunta 4, professores correspondentes a 40%  
alegam que sim; já seis destes, correspondentes a 60% alegam que nem sempre.  
Tabela 5  
Salário  
Total  
Sim  
%
Nem sempre  
%
10  
4
40  
6
60  
Fonte: Elaboração própria  
Gráfico 5  
Salário  
Algumas vezes têm tido atraso salarial?  
Sim Não  
30%  
70%  
Fonte: Elaboração própria  
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Normalmente o processo de execução de qualidade das actividades docentes depende de  
diversos factores motivacionais, uma delas é o salário e é necessário que o gestor escolar  
garante a tempo a remuneração dos professores no sentido de que eles (docentes) ganhem  
probabilidade de poder elevar nas suas práticas uma dinâmica que permite-o contribuir  
no desenvolvimento sustentável da escola.  
O gestor escolar tem o papel de gerir a escola a partir das directrizes e políticas públicas  
educacionais, além de implementar o projecto pedagógico de maneira a garantir que os  
estudantes atinjam os objectivos desejados. O gestor escolar precisa estar em contacto  
com os professores e demais colaboradores, sobretudo, na delegação de actividades  
pedagógicas e administrativas. Por isso, uma das habilidades importantes para esse  
profissional é a capacidade de liderar e inspirar equipes em direcção aos objectivos  
educacionais para prevenir o abandono escolar.  
É importante que a entidade gestora crie políticas que facilitam no desempenho do seu  
colectivo de funcionários para orientarem com qualidade os educandos.  
No campo de estágio foi possível constatar a insuficiência na relação entre a colectivo de  
gestão com os professores e não só, não se valoriza como tal, a ideia de que por meio  
desse relacionamento que o aluno tem o primeiro contacto com as outras pessoas,  
desenvolvendo noções de afecto e solidariedade. Neste caso deve-se sempre implementar  
uma gestão democrática para se contribuir significativamente no desenvolvimento  
sustentável da escola porque a gestão democrática está baseada na coordenação de  
atitudes e acções que propõem a participação social, ou seja, a comunidade escolar  
(professores, alunos, pais, direcção, equipe pedagógica e demais funcionários) é  
considerada sujeito activo em todo o processo da gestão, participando de todas as decisões  
da escola.  
Nesse contexto, saiba que é fundamental garantir a igualdade, a liberdade, a participação,  
a transparência, a divisão de responsabilidades e a descentralização das decisões. Ao  
respeitar todos os princípios mencionados, a gestão consegue alcançar resultados  
satisfatórios. A escola é também responsável por promover a autonomia e o protagonismo  
e por orientar a criança a ter experiências próprias e responsabilidade para construir seu  
projecto de vida e integrar-se no contexto escolar onde o diálogo que se estabelece com a  
escola é um factor que contribui para o bom desempenho escolar, mas para que isto  
aconteça tudo depende de uma gestão de qualidade do seu colectivo.  
5
Conclusões  
A partir de estudo efectuado no campo de estudo, concluiu-se que os objectivos foram  
alcançados porque conseguiu-se analisar na integra o impacto da gestão democrática no  
contexto escolar das instituições privadas em angola bem como envolvimento de todo  
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colectivo pedagógico neste processo para se proporcionar um ensino de qualidade aos  
alunos. Os resultados obtidos através da pesquisa foram satisfatórios e as hipóteses foram  
confirmadas, pois conseguiu-se identificar, na amostra utilizada, as variáveis que  
requerem uma acção de melhoria, como: processo de comunicação para dar abertura a  
uma gestão democrática, pagamento de salários a tempo, supervisão das aulas dos  
professores para se proporcionar uma formação ligada à realidade objectiva dos  
professores situação que não contribui no desenvolvimento sustentável das instituições  
privadas em Angola.  
Foi possível analisar o impacto da gestão democrática no contexto das instituições  
privadas em Angola, fundamentou-se teoricamente a importância da gestão democrática  
no contexto escolar; avaliou-se o grau de satisfação dos professores quanto à participação  
na gestão das escolas; identificou-se os principais factores que estão na base do problema  
da gestão escolar das instituições privadas de Angola. Portanto, comprovou-se que se os  
gestores garantissem gestão democrática nas suas práticas, influenciariam positivamente  
no desenvolvimento das instituições privadas em Angola.  
Nesse sentido, pode-se afirmar que o estilo democrático é condição fundamental para a  
instituição de um ambiente onde realmente ocorra a gestão participativa. É importante  
que o colectivo de gestão implemente sempre uma gestão participativa, os dados  
demostram através da observação durante o estágio insuficiência neste processo. Ela  
compreende a organização da escola promovendo condições efectivas para garantir o  
avanço do processo de ensino-aprendizagem. Assim, as acções da escola devem estar  
organizadas em quatro áreas fundamentais: pedagógica, administrativa, financeira e de  
recursos humanos para se garantir a qualidade no processo de organização da escola.  
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