Revista Científica Visão XXI  
ARTIGO CIENTÍFICO  
Dados do Artigo  
Planificação didáctica: reflexões sobre as decisões do professor  
na elaboração do plano de aula  
Didactic planning: reflections on the teacher’s decisions in preparing the lesson plan  
09/Setembro/2024  
20/Junho/2025  
Planificación didáctica: reflexiones sobre las decisiones del docente al preparar el plan de  
lección  
Paulino Tchissingui Alberto1 , Marciano Francisco Ecumbi2  
1 Departamento de Ciências da Educação, Instituto Superior Politécnico da Caála, Huambo, Angola.  
2 Departamento de Ciências da Natureza, Universidade Cuito Cuanavale, Cubango, Angola.  
Resumo  
O presente trabalho visa apresentar reflexões sobre a planificação didáctica e as decisões  
do professor enquanto gestor e orientador do processo de ensino e aprendizagem na  
elaboração do plano de aula. Analisa-se a pertinência da planificação, através das  
concepções dos componentes da estrutura do plano de aula: identificação, objectivos,  
conteúdos, metodologia, recursos didácticos, avaliação, duração da aula, e as referências  
bibliográficas. A pesquisa realizada é do tipo bibliográfica com abordagem qualitativa,  
baseada fundamentalmente na análise das contribuições teóricas de Piletti, Libâneo,  
Haydt, Verde, Tabase et al. e Puentes, com suporte de artigos, teses, dissertações para a  
compreensão da relevância das decisões do professor na elaboração e gestão do plano de  
aula. Neste sentido, as reflexões produzidas no estudo, permitem proporcionar aos  
professores uma possibilidade de melhorar a actuação na sala de aula, e garantir aos  
estudantes alternativas de construção da sua própria aprendizagem a partir da eficiência  
que se pode obter na gestão e operacionalização do plano de aula.  
Palavras-chave: Planificação, Aula, Aprendizagem.  
Abstract  
This paper aims to present reflections on didactic planning and the teacher's decisions as  
a manager and guide of the teaching and learning process in the development of the lesson  
plan. It analyzes the relevance of planning through the conceptualization of the  
components of the lesson plan structure: identification, objectives, content, methodology,  
teaching resources, assessment, lesson duration, and bibliographic references. The  
research conducted is bibliographic in nature with a qualitative approach, fundamentally  
based on the theoretical contributions of Piletti, Libâneo, Haydt, Verde, Tabase et al., and  
Puentes, supported by articles, theses, and dissertations to understand the importance of  
the teacher’s decisions in the creation and management of the lesson plan. In this sense,  
the reflections produced in the study offer teachers an opportunity to improve their  
performance in the classroom and provide students with alternatives for constructing their  
own learning through the efficiency that can be achieved in the management and  
implementation of the lesson plan.  
Keywords: Planning, Lesson, Learning.  
Resumen  
El presente trabajo tiene como objetivo presentar reflexiones sobre la planificación  
didáctica y las decisiones del profesor como gestor y orientador del proceso de enseñanza  
y aprendizaje en la elaboración del plan de clase. Se analiza la pertinencia de la  
24  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
planificación a través de las concepciones de los componentes de la estructura del plan de  
clase: identificación, objetivos, contenidos, metodología, recursos didácticos, evaluación,  
duración de la clase y referencias bibliográficas. La investigación realizada es de tipo  
bibliográfica con un enfoque cualitativo, basada fundamentalmente en el análisis de las  
contribuciones teóricas de Piletti, Libâneo, Haydt, Verde, Tabase et al. y Puentes, con el  
apoyo de artículos, tesis y disertaciones para comprender la relevancia de las decisiones  
del profesor en la elaboración y gestión del plan de clase. En este sentido, las reflexiones  
producidas en el estudio permiten ofrecer a los docentes unas oportunidad para mejorar su  
actuación en el aula y garantizar a los estudiantes alternativas para construir su propio  
aprendizaje a partir de la eficiencia que se puede lograr en la gestión y operacionalización  
del plan de clase.  
Palabras clave: Planificación, Clase, Aprendizaje.  
1
Introdução  
Para o processo de ensino e aprendizagem produzir os resultados satisfatórios, é  
indispensável que esteja baseado no estudante, garantindo assim que este seja um  
participante activo na construção de conhecimentos na sala de aulas e fora dela.  
A organização e gestão deste processo geralmente unem-se na aula. É o grande trunfo  
para que os estudantes possam aproveitá-la ao máximo, mantendo uma relação eficaz com  
os conteúdos para poderem aprender aquilo que o professor propôs como objectivos de  
ensino (Afonso, 2019).  
Cabe ao professor planificar, dirigir e controlar o processo de ensino e aprendizagem para  
estimular a actividade própria dos estudantes de aprendizagem. Libâneo (2006) afirma  
que a condução do processo de ensino requer uma compreensão clara e segura de como  
as pessoas aprendem, quais as condições externas e internas que o influenciam.  
2
Bases Teóricas  
O trabalho visa apresentar reflexões sobre a planificação didáctica, bem como as decisões  
do professor enquanto gestor e orientador do processo de ensino e aprendizagem na  
elaboração do plano de aula. Para tal, é fundamental entender os diversos pensamentos  
que enlaçam a pesquisa, nos quais, se discorre a seguir.  
2.1 A planificação do ensino  
A organização das condições de aprendizagem, pressupõe a planificação que é, uma das  
fases mais exigentes do processo de ensino e aprendizagem, na medida em que a essência  
do ensino não permite que as acções didácticas sejam planificadas isoladamente, de aula  
para aula, partindo de fragmentos de processos de formação de capacidades ou  
habilidades, aquisição de conhecimentos e de desenvolvimento da personalidade dos  
estudantes. No ensino deve-se traçar um plano global e realista da intervenção educativa  
para um amplo intervalo de tempo (Libâneo, 2006).  
Na Lei 32/20, Lei de bases do sistema de Educação e Ensino, se expressa;  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
25  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
Art. 1º A Educação é um processo planificado de ensino e aprendizagem, que visa  
preparar o individuo de forma integral para as exigências da vida individual e colectiva  
(…). Art. 2º O sistema de Educação e Ensino é o conjunto de estruturas, modalidades e  
instituições de ensino, por meio das quais, se realiza o processo educativo (…).  
Se pode verificar que a planificação do processo educativo acontece mediante um  
conjunto de diferentes níveis de decisões (macro, meso e micro), ambos vinculados entre  
si com vista a concretização dos objectivos propostos. O nível macro diz respeito a  
administração central e estabelece o currículo nacional determinado pela administração  
central, o nível meso corresponde com a gestão institucional, diz respeito à adaptação do  
currículo nacional ao contexto das escolas, o nível micro, relaciona-se com o dia a dia da  
acção educativa concreta e as opções que os professores, em consonância com as decisões  
de cada equipa ou grupo tomam individualmente na sala de aula, tendo sempre como  
referência os níveis anteriores (Almeida, 2018).  
Estas observações, expressam o plano formal, aquele que precede as actividades do  
professor e dos estudantes. Para a sua concretização, cabe ao professor tomar as decisões  
correctas que permitem aproximar ao máximo as intenções oficiais e as reais  
competências que adquirem os estudantes, cuja base é a gestão do processo de ensino e  
aprendizagem, a partir do plano de estudo, programa da unidade curricular e o plano de  
aula.  
Para Tobase et al. (2022) o plano de estudo, explicita os objectivos educativos e perfis  
profissionais a serem desenvolvidos, como parâmetros para a organização da Instituição,  
dos cursos como um todo, das actividades programadas, servindo como referência das  
acções dos docentes e dos estudantes.  
O Plano de estudo na sua estrutura contém: a descrição dos objectivos do curso ou do  
subsistema de ensino, a sequência dos componentes do currículo, os conteúdos  
programáticos, que servem de base para a elaboração dos programas das disciplinas, a  
carga horária mínima do curso ou do subsistema e os componentes curriculares, planos  
de estágio profissional e os procedimentos de acompanhamento e avaliação (Ministério  
de Educação, 2019).  
O programa da disciplina, compreende todo o processo de ensino e aprendizagem durante  
o ano lectivo, explanando todos os temas. É um documento que em condições normais o  
aluno recebe no primeiro dia de aula, o qual descreve: a identificação da disciplina ou  
unidade curricular, carga horária, objectivos, conteúdos, sugestões metodológicas,  
instrumentos de avaliação e a bibliografia recomendada (Ministério de Educação, 2019).  
As decisões dos professores ocorrem na fase de emagrecimento do currículo,  
seleccionando-se os conhecimentos e processos cognitivos essenciais que deverão ser  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
26  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
aprofundados (Baptista et al., 2018).  
Pode-se compreender que as decisões tomadas pelos professores se manifestam no plano  
de aula diário e representam a articulação directa entre este, e o plano de ensino, descreve  
uma sequência didáctica a ser seguida para o desenvolvimento integral e integrado da  
aprendizagem em cada aula ou actividade prática. Para Nascimento et al. (2022) o plano  
de aula é o registo do que se almeja alcançar, a descrição do passo a passo sobre como  
prosseguir a aula. Indica a implementação prática do programa, dai que não pode se  
desvincular dele, nem se quer do plano de estudo pois, nele se especificam as execuções  
diárias em relação aos dois primeiros.  
O plano de aula é o documento no qual, o professor indica o que deseja realizar durante  
a aula ou aulas consecutivas com vista o alcance dos objectivos propostos, segundo Verde  
(2019) planificar o ensino é uma acção do professor, e visa ao direccionamento, metódico  
e sistemático, das actividades a serem desempenhadas junto aos estudantes para alcançar  
os objectivos pretendidos. A autora entende que planificar significa um processo de  
tomada de decisões a respeito dos objectivos, conteúdos, métodos de ensino bem como a  
avaliação. Além disso, para Pacheco, citado por De Abreu e Filho (2013) a planificação  
do professor pode ser anual, trimestral, por unidade, semanal e planificação diária.  
Por outro lado, os autores em referência, entendem que o plano de aula se caracteriza por  
agrupar as decisões entre a intensão e a acção, entre a teoria e a prática, uma vez que (…)  
os professores levam em consideração prioritariamente os conteúdos que pretendem  
ensinar, as estratégias e as actividades a utilizar, bem como os objectivos do ensino (De  
Abreu e Filho, 2013).  
Para os autores, a preparação das aulas inicia-se na elaboração de um planeamento,  
advindo de uma acção reflexiva sobre sua prática, necessidades e interesses dos  
estudantes. A reflexão sobre a prática, bem como a necessidade dos estudantes, nega  
qualquer possibilidade de reutilizar um mesmo plano de aula para diferentes turmas ou  
mesmo de anos anteriores.  
Quando o professor assim procede, está a negar as reais necessidades dos estudantes  
porque as características dos estudantes de uma turma, são sempre diferentes da outra,  
fazendo – o, igualmente ignora as possibilidades de melhorar a sua prática na sala de  
aulas. É a partir da reflexão sobre a prática, que se avalia os aspectos negativos e propor  
estratégias para melhorar nas ocasiões subsequentes. Em relação à planificação, Filho e  
Carvalho (2023) ressaltam que (…) práticas de cópias de planificações pedagógicas de  
anos anteriores ou que constam em livros didácticos, ou sites educacionais não  
representam o real sentido da planificação.  
Sendo a função do plano de aula orientar o professor na sua actividade, Nascimento et al.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
27  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
(2022) afirmam que, a função do plano é guiar algo redigido a ser usado como ferramenta.  
O professor tem que pensar seus dias lectivos, incumbir propostas regadas de  
compromisso e significados (…), objectivando alcançar determinadas metas pré-  
estabelecidas.  
Não obstante, o plano de aula entre várias características deve ser criativo, dinâmico e  
flexível. Precisa ser criativo, de modo a permitir que o professor introduza inovações no  
modo de concepção e aplicação do plano, igualmente deve ser dinâmico, de modo a  
permitir a participação activa dos estudantes e tornar a aprendizagem mais prática. Por  
outro lado, é indispensável que seja flexível, de modo a permitir ajustes antes e durante  
do processo, tendo em conta as particularidades dos estudantes e os recursos disponíveis  
à sua disposição.  
Nesta perspectiva, têm sido notórios os relatos de reclamações apresentadas pelos  
estudantes nas Instituições do país, desde o Ensino Secundário ao Universitário, por  
prevalecer em muitos casos, aulas passivas e desmotivadoras acabando em desencadear  
falta de interesse resultante da ausência de criatividade, dinamismo e flexibilidade na  
preparação da aula.  
Estes factores surgem por falta de pesquisa e adequação do plano às condições  
disponíveis, propiciando o improviso. Para Verde (2019) a improvisação poderá acarretar  
falhas e erros, insegurança do professor e estudantes, provocados por falta de recursos  
necessários.  
Deste modo, na elaboração do plano de aula, se precisa de conhecimento bastante das  
características dos estudantes e reduzir o máximo possível a dúvida e a insegurança,  
contando com as condições disponíveis de acordo aos resultados que se desejam alcançar,  
previstos no programa da Disciplina.  
Segundo Verde (2019) ao planificar a aula, o professor deve prever a sequência e os  
procedimentos que irá desenvolver, no sentido de caracterizar os conhecimentos previstos  
no plano de estudo ou no programa.  
2.2 A aula - estrutura do plano de aula  
A aula possibilita o encontro entre os estudantes e a matéria de ensino, preparada  
didacticamente no plano de ensino e nos planos de aula (Libâneo, 2013 citado por Verde,  
2019). Na visão de Afonso (2019) a aula é todo o momento que propicia aprendizagem.  
Verde (2019) diz que a aula é todo evento ou situação didáctica planificada na qual, se  
põem objectivos, conhecimentos, habilidades, situações problemas, desafios, com fins  
instrutivos e formativos, que possibilitam as crianças e jovens a aprender.  
Assim, a aula é entendida como um processo no qual, se colocam os estudantes em  
interacção com os conteúdos e meios adequados com vista a que estes, construam  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
28  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
activamente a sua própria aprendizagem através da mediação do professor.  
Por outro lado, para que os estudantes concretizem a construção activa da sua  
aprendizagem é necessário um plano que descreva a execução das acções a serem  
desenvolvidas. De acordo com Verde (2019) cada aula é única, possui seus próprios  
objectivos e métodos que devem ir de acordo com a necessidade observada nos  
estudantes. Para a autora, ao planificar uma aula, o professor deve prever a sequência e  
os procedimentos que irá desenvolver, no sentido de concretizar os conhecimentos  
previstos no plano de estudo ou de unidade. Tendo em vista a acção intencional e  
sistemática desse processo, não pode conceber a aula como actividade ao acaso, sem  
previsão, sem planificação, isto é, improvisada.  
O plano de aula como instrumento de acção do professor, compreende à um conjunto de  
elementos que obedecem uma determinada ordem na sua constituição, esta ordem é a  
estrutura.  
Para Veiga citada por Puentes (2023) os elementos da estrutura do plano, estão  
directamente relacionados com os componentes do processo didáctico. quem? Para  
quem? (os agentes da aula); Onde (organização espacial da sala de aula); para que?  
(responde as intencionalidades e suas relações com os objectivos educativos); o que? (o  
conteúdo cultural); como? (a metodologia como elemento de intervenção didáctica); com  
que? (uma gama de recursos didácticos); o que? Como? (avaliação formativa alternativa);  
quando? (o tempo na organização da aula).  
Neste sentido, o plano de aula comporta na perspectiva de Tabase et al. (2022) a seguinte  
estrutura: Identificação, objectivos, conteúdos, metodologia, recursos didácticos,  
avaliação, tempo, e a bibliografia.  
Na identificação descrevem-se a escola, o período, a disciplina, a classe, a turma, o tema  
da aula, e o nome do professor.  
2.2.1  
Identificação  
A escola é o espaço físico no qual decorre o processo formativo dos sujeitos tendo em  
conta aos objectivos definidos pelos interesses sociais.  
Verde (2019) descreve que, a escola é a instituição social criada pelos homens, tendo  
como objectivo a formação humana, a socialização dos saberes construídos  
historicamente e a construção de novos saberes.  
O período refere-se ao turno no qual, vai acontecer a aula e normalmente a escola pode  
ter dois turnos manhã e tarde para o Ensino Regular, quando a idade dos estudantes for a  
prevista no sistema educativo (Lei 32/20, Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino  
em Angola).  
Por outro lado, existem aqueles casos em que a demanda de estudantes é maior e  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
29  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
sobretudo, quando a idade dos estudantes é superior aos 15 anos em relação a prevista,  
neste contexto, a escola para não deixar um número maior de estudantes fora do sistema  
Público de Ensino, pode ter três turnos sendo manhã, tarde e noite, conforme consta no  
Art. 54º; o subsistema de Educação de adultos destina-se à integração socioeducativa e  
económica dos indivíduos a partir dos 15 anos de idade (…) (Ministério da Educação, Lei  
de bases do sistema de Educação e Ensino, 2020).  
A disciplina diz espeito à matéria de estudo, a classe indica o nível ao qual se enquadra a  
aula. A turma diz respeito ao grupo de estudantes ao qual se dirige a aula; o tema da aula  
representa a parte específica da matéria que servirá de objecto de aprendizagem dos  
estudantes; o professor, tal como dito, é o mediador do processo, a quem cabe a  
responsabilidade de proporcionar todas as condições para o alcance das metas de  
aprendizagem propostas na aula.  
Segundo Libâneo (2013) citado por Puentes (2023) o professor dirige o processo de  
ensino sob condições concretas das situações didácticas em cuja realização se assegura a  
assimilação activa de conhecimentos e habilidades, assim como o desenvolvimento nos  
estudantes de um conjunto das capacidades cognitivas.  
2.2.2  
Objectivos de ensino  
A elaboração de um plano de aula é frequente começar por determinar até onde se  
pretende chegar em termos de habilidades e capacidades que os estudantes vão produzir  
durante e depois da aula.  
É notória muitas das vezes, a confusão ao diferenciar os objectivos do sistema educativo  
e os objectivos de aprendizagem. A este respeito, Puentes (2023) diz, os primeiros fazem  
referência às aspirações mais abrangentes, de maior alcance que estabelece o Estado, o  
Governo ou o país, levadas a afeito por intermédio de todas as instituições sociais. Para  
a autora, esse conceito está associado à noção mais ampla de educação e denomina-se  
também de fim da educação, ao passo que os objectivos de ensino, orientam as acções de  
aprendizagem dos estudantes e as acções didácticas do professor na sala de aula (Puentes,  
2023).  
Sendo que é a partir dos objectivos que se determinam os demais componentes do  
processo didáctico, a sua selecção ou determinação, constitui o ponto central para a  
actividade do professor.  
Neste sentido, Haydt (2011) afirma, o educador deve desenvolver um trabalho com um  
objectivo definido e que esse objectivo deve ser especificado de forma precisa para que  
durante o processo de ensino-aprendizagem possa se orientar e direccionar actividades  
que tenham um bom rendimento em sala segundo os critérios estabelecidos no objectivo  
geral.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
30  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
A mesma autora, concordando com Libâneo (2006) e Verde (2019) que classificam os  
objectivos segundo o nível de especificidade, em geral e específicos.  
Para os autores, os objectivos gerais são expressos para um determinado nível de ensino  
(…), pois serão alcançados num período mais longo, um ano ou um semestre lectivo, que  
depois serão convertidos ou desdobrados em específicos;  
Ao passo que, os objectivos específicos são redigidos especificamente para uma aula ou  
unidade didáctica; decorrem do desdobramento dos objectivos de cada uma das matérias  
de ensino e têm um carácter didáctico.  
É a partir dos objectivos específicos que o professor expressa as suas expectativas e dos  
estudantes em relação às suas necessidades, aspirações e motivos, tendo em conta ao  
objecto de aprendizagem escolar (Puentes, 2023).  
Por outro lado, no momento de decidir os objectivos é fundamental prever a inclusão dos  
três domínios de aprendizagem:  
• Cognitivo: abarcam a aprendizagem intelectual, dominar os conhecimentos,  
habilidades, que os estudantes poderão desenvolver;  
• Afectivo: abarca os elementos relacionados ao sistema de valores como  
sentimentos, interesses;  
• Psicomotor: abarca o sistema de habilidades de realização de tarefas físicas, o  
saber fazer.  
Para Puentes (2023) os domínios de aprendizagem, expressam os objectivos quanto ao  
nível de assimilação cognitiva dos conhecimentos em quatro tipos: compreensão ou  
familiarização, reprodução, aplicação e criação. O autor entende que as pessoas não  
assimilam da mesma maneira, algumas pessoas podem reproduzir os conhecimentos,  
outras podem aplicar ao resolver uma situação nova ou propor e solucionar novos  
problemas.  
Nos dizeres deste autor, se infere que a fase de compreensão está dada na actividade de  
imitação, de reprodução, ao passo que, a fase superior está associada à capacidade de  
criar. Ademais, o primeiro, de compreensão, está ligado ao conhecer; o segundo, de  
reprodução, ao saber; o terceiro, de aplicação, ao saber fazer; o quarto, de criação, ao da  
criatividade (Puentes, 2023).  
Neste sentido, decidir os objectivos a alcançar na aula, é uma tarefa que não pode  
acontecer isolada, precisa estar associada à uma correcta redacção ou formulação dos  
mesmos. Para Haidt (2011), Tobase et al. (2022) os objectivos bem formulados devem  
apresentar entre outras características as seguintes: orientados para os sujeitos da acção;  
fornecem descrição dos resultados desejados; são claros e precisos, são facilmente  
compreendidos, são relevantes, e são realizáveis.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
31  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
Ao formular os objectivos, os verbos devem estar no infinitivo de modo a expressarem  
com clareza as habilidades que se pretendem.  
Tabela:  
Domínios de aprendizagem segundo Bloom (1950)  
Domínio de  
Objectivo geral  
Objectivos específicos  
aprendizagem  
Definir, escrever, seleccionar, sublinhar, seleccionar,  
relembrar, declarar, listar, reconhecer, reproduzir,  
nomear, rotular, medir.  
Conhecimento  
Conhecer  
Identificar,  
ilustrar,  
explicar,  
justificar,  
Compreensão  
Aplicação  
Compreender  
Aplicar  
representar, julgar, seleccionar, nomear, constatar, indicar,  
formular, classificar.  
Predizer,  
escolher,  
encontrar,  
construir, seleccionar,  
mostrar,  
avaliar,  
computar,  
demonstrar, usar, explicar, desempenhar.  
Analisar, seleccionar, justificar, identificar, separar,  
resolver, concluir, comparar, separar, diferenciar,  
contrastar, criticar.  
Análise  
Analisar  
combinar, arguir, seleccionar, repetir, discutir,  
relacionar, sumarizar, organizar, generalizar, sintetizar,  
derivar, concluir.  
Julgar, suportar, identificar, avaliar, defender,  
Síntese  
Sintetizar  
evitar,  
determinar,  
abordar,  
seleccionar,  
reconhecer, criticar, eleger.  
Fonte: adaptado de Tobase at el. (2022)  
2.2.3 Conteúdo de ensino  
Os conteúdos constituem a base sobre a qual se concretiza a aprendizagem, ou seja, é a  
partir do conteúdo que se alcançam os objectivos, responde à pergunta, o que ensinar?  
Haydt (2011) ao definir o conteúdo diz, é o conhecimento sistematizado e organizado de  
modo dinâmico, sob a forma de experiências educativas. É sobre ele que se apoia a prática  
das operações mentais. Para Libâneo (2006) Conteúdos de ensino são o conjunto de  
conhecimentos, habilidades, hábitos, modos valorativos e altitudinais de actuação social,  
organizados pedagógica e didacticamente pelo professor, tendo em vista a assimilação  
activa e aplicação pelos alunos na sua prática de vida.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
32  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
Neste contexto, o conteúdo constitui o objecto de aprendizagem e é através dele, que os  
estudantes se colocam em actividade cognitiva na interacção com o meio.  
Por este motivo, ao seleccionar os conteúdos, observe alguns critérios, Haydt (2006, pp.  
169 -170) citada por Verde (2019) propõe os seguintes critérios: a) Validade, expressa a  
relação entre os conteúdos e objectivos; b) Utilidade, deve ter valor prático para os  
estudantes; c) Significado, deve expressar as experiencias vividas pelos estudantes; d)  
Adequação ao nível de desenvolvimento do estudante, deve respeitar o grau de  
maturidade intelectual do estudante e estar no nível de suas estruturas cognitivas; e)  
Flexibilidade, deve possibilitar ao professor fazer alterações, renovações ou  
enriquecimento, a fim de atender às necessidades dos estudantes; f) Adequação ao tempo  
disponível: ao seleccionar o con¬teúdo, o professor deve considerar o tempo que ele  
dis¬porá para o desenvolvimento das actividades, isto é, obser¬var a carga horária da  
disciplina ou duração da sua aula.  
Além disso, depois da selecção do conteúdo, segundo a autora, é necessário fazer a  
ordenação vertical e horizontal do referido. A ordenação vertical é a que leva de um grau  
de complexidade a níveis mais elevados ao longo da aula; e, em segundo lugar, a  
ordenação horizontal, fazendo a relação dos diferentes campos do conhecimento humano.  
2.2.4  
Métodos de ensino  
Quando se pergunta à um professor o que é o método? A resposta é, método é a via ou  
caminho para alcançar um objectivo. O que se omite é que o caminho precisa de ser  
percorrido. Esta percurso impõe estruturar um conjunto de acções que devem estar  
vinculadas entre si.  
Para Haydat (2011) os procedimentos de ensino são as acções, processos ou  
comportamentos planificados pelo professor, para colocar o estudante em contacto  
directo com coisas, factos ou fenómenos que lhes possibilitem modificar sua conduta, em  
função dos objectivos previstos.  
A autora, entende por método ao procedimento didáctico caracterizado por certas fases e  
operações para alcançar um objectivo previsto. No mesmo sentido, Libâneo (2006) diz  
que os métodos são as acções do professor, pelas quais, se organizam as actividades de  
ensino, e dos alunos para atingir os objectivos propostos para se efectivarem os processos  
de ensino e aprendizagem.  
Destas reflexões, se pode inferir que, o funcionamento dos métodos de ensino depende  
das acções e operações estruturadas sistematicamente de acordo com os objectivos e o  
conteúdo, e é através destas acções e operações, que se promove a participação activa dos  
estudantes e para que isto aconteça, sua selecção e utilização devem obedecer as  
condições cognitivas dos estudantes.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
33  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
Por outo lado, o professor precisa compreender o carácter dinâmico do método para obter  
facilidades na combinação de diferentes métodos e respectivos procedimentos na sua  
aula, construindo deste modo, uma metodologia que conduz os estudantes às acções e  
operações concretas no processo de aprendizagem.  
Neste sentido, Verde (2019) afirma, a metodologia de ensino é o conjunto de métodos e  
técnicas utilizadas a fim de que o processo de ensino e aprendizagem se realize com êxito  
(objectiva direccionar a aprendizagem do estudante). Supõe que seja escolhida conforme  
as pessoas e as situações a serem vividas.  
A selecção dos métodos de ensino depende em grande medida do conhecimento que se  
tem dos mesmos e dos diferentes tipos de aula, por esta razão, o professor ao decidir em  
seleccionar os métodos a empregar na aula, deve reflectir com profundidade os resultados  
que deseja alcançar. Hydt (2011) sugere os critérios seguintes: a) adequação aos  
objectivos estabelecidos para o ensino e a aprendizagem; b) a natureza do conteúdo a ser  
ensinado e o tipo de aprendizagem a efectivar-se; c) as características dos estudantes,  
como, por exemplo, sua faixa etária, o nível de desenvolvimento mental, o grau de  
interesse, suas expectativas de aprendizagem; d) as condições físicas e o tempo  
disponíveis.  
De acordo com a proposta de Verde (2019) o professor pode aplicar algumas  
metodologias como: a) resolução de problemas (situações específicas); b) análise de casos  
(simulações); c) projectos (pesquisa, sociais); d) pesquisas (investigações, trabalhos  
escritos); e) a utilização dos grupos (seminário, painel, dinâmicas); f) simulações  
(dramatização, jogo dramático); g) situações reais (estágios, observações, aulas-passeio);  
h) exposições (orais e indicações); i) demonstração; j) produções textuais.  
Importa realçar que o professor é um artista, por isso, em função das circunstâncias, ele é  
chamado a se reinventar para garantir a aprendizagem significativa e a formação de  
autonomia dos seus estudantes, deste modo, é importante que as suas decisões, garantam  
a produção de resultados satisfatórios.  
2.2.5  
Recursos didácticos  
Um dos momentos difíceis é pensar nos recursos ou meios que vão permitir ao professor  
orientar com eficácia a aprendizagem e aos estudantes aprender de forma significativa.  
Para que de ambas as partes (professor e estudantes) haja sucesso, são necessários os  
recursos didácticos apropriados ao contexto.  
É comum entre os autores encontrar diferenciação na terminologia, uns preferem  
denominar “meios de ensino “e outros recursos didácticos. O emprego de uma ou outra  
terminologia é uma questão de escolha, todas designam o conjunto de recursos  
necessários para auxiliar a eficiência do processo de ensino e aprendizagem. Conforme  
diz Mukhuna (2019) citado por Marcelino (2022) os meios de ensino ou recursos  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
34  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
didácticos ou pedagógicos, são todos os meios utilizados pelo professor para a facilitação  
e a compreensão da disciplina e conteúdos no processo de ensino e aprendizagem.  
Libâneo (2006) define os recursos didácticos como sendo todos os meios e recursos  
materiais utilizados pelo professor e estudantes para a organização e condução metódica  
do processo de ensino e aprendizagem. Marcelino (2022) diz que trata - se de meios que  
devem despertar e motivar a actividade dos estudantes, ao mesmo tempo que poderão  
apresentar forma através da qual os conteúdos são representados e concretizados,  
tornando-os reais e palpáveis, próximos dos estudantes.  
Na mesma direcção, Puentes (2023) apresenta uma definição de recursos didácticos com  
maior pendor tecnológico ao afirmar que, são o conjunto de ferramentas, máquinas e  
procedimentos técnicos utilizados intencionalmente para favorecer uma aprendizagem  
mais eficaz por parte dos estudantes.  
Destes pensamentos se compreende os meios de ensino, como todas as condições que  
auxiliam a mediação do professor e facilitam a aprendizagem dos estudantes, tornando –  
a mais significativa.  
Piletti (2004), Marcelino (2022), propõem a classificação de recursos didácticos em: a)  
recursos visuais, que englobam projecções, cartazes e gravuras; b) recursos auditivos, que  
englobam rádio e gravações; c) recursos audiovisuais, que englobam cinema, televisão e  
outros meios.  
Nos dizeres de Verde (2019) todos os recursos didácticos que o professor entender  
seleccionar para a sua aula, deve ter em consideração aos critérios: a) adequação aos  
objectivos, ao conteúdo e aos estudantes; b) funcionalidade; c) simplicidade; d) qualidade  
e exactidão.  
Se reconhece a importância dos recursos didácticos no processo de ensino e  
aprendizagem, porém, é essencial que a selecção dos meios, seja feita de acordo ao  
domínio do professor, estudantes, e que estejam adequados aos demais componentes do  
processo didáctico. E cabe ao professor a responsabilidade de garantir que estes recursos  
didácticos concretizem as ideias, atraiam atenção, permitam organizar a aula e despertar  
o desejo de aprender (Verde, 2019).  
2.2.6  
Avaliação  
Puentes (2023) percebe que a avaliação supõe o estabelecimento de um juízo de valor  
(tem um viés subjectivo), se expressa através de códigos de avaliação (conceito ou nota).  
Para o autor, as particularidades fundamentais são o carácter sistemático e processual,  
cujo papel é avaliar conhecimentos, habilidades, valores e competências. Tal percepção  
é corroborada por Verde (2019) ao afirmar que a avaliação deve ter um carácter  
diagnóstico, a fim de captar os problemas e encontrar formas para superá-las.  
Libâneo (2006) define a avaliação, como um componente do processo de ensino, que visa  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
35  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
através da verificação e qualificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência  
destes com os resultados propostos e daí, orientar a tomada de decisões em relação às  
actividades didácticas seguintes.  
Se pode dizer que a avaliação do processo de ensino e aprendizagem é um processo que  
visa analisar os resultados alcançados através das decisões tomadas pelo professor na  
orientação da aprendizagem dos estudantes e obter critérios que permitam o seu  
melhoramento.  
Para o professor decidir sobre a avaliação durante a aula, é preciso que conheça as funções  
da avaliação. Existe muita discussão quanto às funções da avaliação das aprendizagens,  
entretanto, apesar de haver várias propostas, a maioria delas se pode sintetizar na proposta  
de Libâneo (2006) na qual, apresenta três funções que são: pedagógico-didáctica; de  
diagnóstico e função de controlo.  
Para o autor, a função pedagógico-didáctica se refere ao papel da avaliação no  
cumprimento dos objectivos gerais e específicos da educação. O cumprimento desta  
função, contribui para a assimilação e fixação dos estudantes e desta forma, permite o  
desenvolvimento das capacidades cognoscitivas;  
De acordo com o autor, a função de diagnóstico, permite identificar progressos e  
dificuldades dos estudantes e a actuação do professor que, por sua vez determinam  
modificações do processo de ensino para melhor cumprir as exigências dos objectivos.  
Ela ocorre no início, para assegurar as condições prévias, durante, para verificar o  
processo de assimilação dos estudantes e permitir os possíveis reajustes das decisões  
tomadas pelo professor e, no final da aula ou unidade didáctica em que ocorre a avaliação  
global;  
Ainda na perspectiva deste autor, a função de controlo se refere aos meios e à frequência  
das verificações e qualificação dos resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das  
situações didácticas.  
Além do domínio das funções da avaliação é fundamental o professor dominar os critérios  
a ter em conta ao seleccioná-los, de acordo com Haydt (2011) os instrumentos de  
avaliação são os recursos utilizados no processo de colecta e análise de dados.  
Para Verde (2019), antes de decidir o que, e do como avaliar e seleccionar os instrumentos  
que irá utilizar, o professor deverá levar em consideração que ele poderá utilizar diversas  
actividades avaliativas, empregar instrumentos variados, a partir da reflexão sobre as  
seguintes questões: a) o que está sendo avaliado foi realmente previsto e ministrado? b)  
quais são os critérios de avaliação que vão ser utilizados? c) o que deve ser feito quando  
o estudante não atingir o resultado satisfatório? Para a autora, é a partir da análise sobre  
estas questões, que o professor pode realizar uma boa avaliação.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
36  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
Igualmente, a autora propõe alguns instrumentos que podem auxiliar o professor na sua  
decisão no momento da avaliação que, no contexto do nosso pais, podem ser aplicados  
para os subsistemas do Pré – escolar, Ensino Primário, Secundário e Universitário, que  
são: agenda escolar, anedotário, auto avaliação, diário de aula, entrevista, livro da vida da  
turma, planilhas e portfólio; auto - avaliação, debates, produções textuais, provas escritas  
e orais, relatórios de livros filmes, seminários, tarefas de casa, trabalho em grupo em sala  
de aula e trabalho em grupo fora da sala de aula; todos os citados no Ensino Secundário  
e aqueles mais complexos e aprofundados tais como: elaboração de textos críticos e  
reflexivos; construção e apresentação de trabalhos monográficos; elaboração de  
protótipos, maquetes, protocolos e modelos; intervenções técnicas e atendimentos  
seguindo orientações de mentores.  
É importante considerar que o processo de ensino e aprendizagem é dinâmico, o professor  
precisará articular – se, de acordo ao contexto em que decorre o processo e decidir por  
um ou outro instrumento, desde que este, promova o interesse dos estudantes na  
construção da sua aprendizagem e não se limitar na atribuição de notas sem observar as  
verdadeiras mudanças de comportamento desejado nos estudantes.  
2.2.7  
Duração da aula  
O tempo é o período num qual ocorre a aula. Para Veiga (2008) citada por Puentes (2023)  
a aula necessita de tempo cronológico e pedagógico. A autora diz que, o tempo  
pedagógico da aula, é o tempo da produção de conhecimentos e de construção das  
interacções e das atitudes e habilidades.  
Na mesma linha de pensamento, Mcleod, Fisher e Hoover (2003) citados por Casimiro  
(2019) referem que o tempo bem aproveitado pode ser importante para ajudar  
individualmente os estudantes, permite-lhes completar os trabalhos em sala de aula, em  
vez de levá-los como trabalho de casa e, proporciona um ambiente calmo que conduz à  
aprendizagem.  
Neste sentido, se reconhece que, quando o tempo é utilizado com qualidade, a maior  
quantidade de tempo supõe melhores processos, por outro lado, para que o sucesso na  
gestão do tempo aconteça, o professor precisa planificar cada tarefa de acordo ao tempo  
disponível.  
Casimiro diz que, o tempo alocado a cada parte da aula é uma decisão importante que os  
professores deverão tomar quando planificam ou estão a ensinar. Para a autora, os  
professores precisam controlar o tempo das actividades desenvolvidas em sala de aula e  
para que isso suceda, terão uma tarefa extremamente importante: planificar  
cuidadosamente as referidas actividades, estabelecendo o tempo para a realização de cada  
uma delas (Casimiro, 2019).  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
37  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
A utilização do tempo pelos professores na sala de aulas e os estuantes nas actividades da  
escola, tem sido motivo de muitos estudiosos, fruto destes estudos há várias propostas de  
classificação do tempo, para Richardson (1997) há; Tempo planificado, Tempo atribuído,  
Tempo ocupado, Tempo de aprendizagem escolar, e Tempo necessário.  
A autora diz que, o tempo planificado – é a quantidade de tempo previsto para diferentes  
assuntos e actividades na planificação elaborada pelos professores; o tempo atribuído –  
é a quantidade de tempo que os professores permitem que os seus estudantes gastem numa  
dada tarefa escolar; o tempo ocupado – é a quantidade de tempo que os estudantes  
realmente gastam numa actividade ou tarefa (também chamado de tempo na tarefa). De  
acordo com a autora, esse tipo de tempo é medido em termos de tempo na tarefa e tempo  
fora da tarefa. E o tempo de aprendizagem escolar é a quantidade de tempo gasto por um  
estudante ocupado numa tarefa em que obtém sucesso; e o tempo necessário – é a  
quantidade de tempo que um aluno necessita individualmente para dominar uma tarefa.  
Nesta conformidade, Tobase et al. (2022) afirmam que, para definir o tempo da aula o  
professor deve considerar a complexidade de cada actividade, do assunto a tratar, as  
características dos estudantes, e os recursos seleccionados.  
Puentes (2023) diz que o papel da aula eficaz é garantir a alta produtividade e o  
rendimento do trabalho do estudante e do professor, a fim de propiciar a obtenção de altos  
resultados com a inversão de tempo e esforço indispensáveis.  
Deste modo, caberá ao professor gerir o tempo de acordo as decisões a tomar ao planificar  
a aula, considerando sempre, as acções a serem realizadas durante o processo, as  
condições disponíveis, e o conhecimento dos seus estudantes, para garantir maior  
produtividade.  
2.2.8  
A bibliografia  
Para uma questão de ética, justiça e clareza, o professor precisa organizar a lista de todos  
livros e outras produções que lhe serviram de apoio na elaboração do plano de aula. De  
acordo com Takahashi e Fernandes (2004) tem o intuito de fornecer um conjunto de  
informações actualizadas, pertinentes e coerentes com a realidade, que visa complementar  
o aprendizado.  
Para o efeito, se utilizam as normas (APA, ABNT e outras) em vigência na instituição e  
orientar aos seus estudantes a consultarem as mesmas fontes, de modo a investigarem  
com profundidade a temática da aula e promoverem uma aprendizagem de qualidade  
equidade.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
38  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
3
Metodologia da pesquisa  
A pesquisa foi realizada a partir da revisão bibliográfica de abordagem qualitativa,  
baseada nas contribuições de Piletti (2004), Libâneo (2006), Haydt (2011), Verde (2019),  
Tabase et al. (2022), Puentes (2023), com suporte de artigos, teses, dissertações e outros,  
para a compreensão da relevância das decisões do professor na elaboração e gestão do  
plano de aula.  
O percurso metodológico foi organizado em três fases; a) selecção e revisão da literatura;  
b) colecta de dados; c) análise e interpretação dos dados. Na primeira fase, fez-se a  
selecção e a revisão da literatura. Para tal, efectuaram-se consultas da bibliográfica, das  
bases electrónicas e periódicos. Na segunda fase, fez-se a colecta de dados. Os materiais  
organizados foram as obras de Didáctica, planificação e componentes do processo de  
ensino e aprendizagem, e sua gestão e utilização. Já na terceira e fase, utilizou-se a técnica  
análise de conteúdo. Esta ferramenta foi estruturada na apresentação teórica das principais  
ideias da pesquisa.  
Conforme pontualiza Almeida (2021) a pesquisa bibliográfica é elaborada a partir de  
materiais já publicados (…), onde o pesquisador vai entrar em contacto com materiais  
que contém informações sobre um determinado conteúdo de sua pesquisa. A abordagem  
de cunho qualitativo trabalha os dados buscando seu significado, tendo como base a  
percepção do fenómeno dentro do seu contexto (Oliveira, 2011).  
4
Análise e discussão dos resultados  
O resultado do estudo revelou que as decisões tomadas pelo professor na elaboração do  
plano de aula, são de grande importância pois, delas depende a sua acção e de seus  
estudantes na sala de aula. E para que estas decisões produzam uma aprendizagem de  
qualidade, é necessário prever as actividades a serem desencadeadas na sala de aula de  
acordo ao tempo adequado para cada actividade.  
O autor Puentes (2023) afirma que na planificação do processo de aprendizagem, é  
necessário que as actividades da aula sejam previstas com bastante antecedência,  
redigidas de tal maneira que resultem compreensíveis para os estudantes já no início da  
aula. Deste modo, verifica – se a importância das decisões do professor na elaboração do  
plano de aula para uma melhor condução do processo de ensino e aprendizagem, bem  
como sua influência na aprendizagem dos estudantes.  
Também nesta pesquisa se percebeu que apesar do plano de aula ser fundamental na  
gestão eficiente do processo de ensino e aprendizagem, para se obter melhores resultados,  
as actividades a serem propostas devem se adequar às características dos estudantes e às  
condições disponíveis.  
Para o autor, a escolha das actividades de aprendizagem pode interferir positivamente na  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
39  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
motivação em relação à aula, daí que o nível de desafio e de sua dificuldade deve ser  
apropriado à capacidade dos estudantes. Assim se confirma que o plano de aula para  
satisfazer produzir os resultados desejados, deve responder às necessidades dos  
estudantes.  
Por outro lado, a pesquisa revelou ainda que, o plano de aula deve ser criativo, equilibrado  
e flexível, capaz de ser ajustado de acordo ao contexto na sua aplicação.  
A autora Verde (2019) diz que o plano de aula não pode ser um documento rígido,  
absoluto, inflexível, tendo em vistas a acção intencional e sistemática do processo, mas  
também não se pode conceber a aula como actividade ao acaso, sem previsão, sem  
planificação. Neste sentido, se percebe a flexibilidade e equilíbrio que deve ter o plano  
de aula para garantir eficiência na sua aplicação.  
5
Conclusões  
A planificação didáctica é um elemento fundamental para a acção pedagógica do  
professor no desempenho de suas funções.  
As reflexões levadas acabo no desenvolvimento desta pesquisa, permitem proporcionar  
aos professores uma possibilidade de melhorar a actuação na sala de aula e garantir aos  
estudantes alternativas de construção activa da sua própria aprendizagem a partir da  
eficiência que se pode obter na gestão dos componentes do plano de aula.  
A elaboração e utilização eficaz do plano de aula, deve ter em consideração as  
particularidades dos estudantes, as condições disponíveis, o tempo a atribuir para cada  
actividade e a harmonia entre todos os componentes didáctico.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
40  
Revista Científica Visão XXI  
Alberto, P. Tch. & Ecumbi, M. F.  
Referência  
Abreu, C. M. & Filho, M. A. S. De M. (2013). Desenvolvimento curricular e transposição  
didáctica: processos integrados no currículo planejado e em acção. Disponível em:  
Afonso, M. (2006). Manual de Apoio ao Sistema de Avaliação das Aprendizagens. MED.  
Almeida, I. D´ A. (2021). Metodologia do trabalho científico. Universidade Federal de  
Pernambuco.  
Diário da República de Angola. (2020). Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino  
de Angola nº 32/20.  
Baptista, S., De Almeida, S., & Gonçalves, E. (2018). Projecto educativo e curricular:  
contributo para o desenvolvimento de um modelo integrado. Disponível em:  
Dos Santos (2021). Bibliografia: evolução histórica, conceito, sinónimo e assentamento.  
Filho, M. L. M. & De Carvalho, P. M. S. (2023). Panejamento pedagógico: Construção  
de  
aulas  
tradicionais  
e
construtivistas.  
Disponível  
em:  
Haydt, R. C. C. (2011). Didáctica geral. São Paulo.  
Libâneo, J. C. (2006). Didáctica Geral. Cortez Editora – São Paulo.  
Lucia Tobase, L., De Almeida, D. M., Vaz, D. R. (2022). Plano de aula: Fundamento e  
Nascimento, K. M. P., Barros, R. N. G. P. & Monteiro, J. C. (2022). Panejamento  
Educacional Escolar: desafios e possibilidades para as práticas pedagógicas.  
Piletti, C. (2004). Didáctica Geral. Universidade Católica de Campinas.  
Puentes, R. V. (2023). Didáctica geral – teorias pedagógicas e planeamento. Universidade  
Federal do Piauí.  
Richardson,  
Verde, E. S. L. (2019). Didáctica e seu objecto de estudo. EDU  
V.  
(1997).  
Constructivist  
Teacher  
Education.  
Disponível  
em:  
Este artigo está licenciado sob a licença:Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0  
International License. Ao submeter o manuscrito o autor está ciente de que os direitos de  
autor passam para a Revista Científica Visão XXI.  
Revista Científica Visão XXI | Vol. 01 | N. 01 | Janeiro – Junho | pp. 24 - 41 | Ano 2026  
41