Nesta linha de pensamento, compreende-se que a acção da planificação é fundamental e,
esta não deve, de maneira alguma, resumir-se apenas nos aspectos cognitivos, mas
também nos aspectos socio – afectivos dos alunos (Vaz, 2022). É na fase da pré – visita
que o professor, para além da definição dos objectivos, desenha todas as actividades a
serem desenvolvidas ao longo de todo processo (Rodrigues, 2011), prepara os alunos e
faz todos os contactos possíveis, desde a escola, pais e, inclusive, o local de visita. Na
altura da visita de estudo, simplesmente se segue o plano de efectivação. Assim, na etapa
pós – visita, cria-se um momento de discussão e sistematização dos conhecimentos
adquiridos durante a organização e realização da visita de estudo (Sousa et al., 2017).
A Química é uma Ciência presente na vida das pessoas. Por lidar com os fenómenos
físicos e químicos da matéria, já motiva, por si só, os alunos. Ao implementar visitas de
estudo para ensiná-la, salienta-se, no processo, uma capacidade lúdica que transmite aos
alunos uma sessação de novidade. Ou seja, como sustenta Chá – Chá (2022), esta é uma
metodologia que oferece aos alunos a ideia de ver in loco os fenómenos e relacioná-los
com os conteúdos aprendidos na sala de aulas, descontrair e conhecer lugares novos, o
que desenvolve, como consequência, a sua imaginação, o afecto pela disciplina e estreita
a relação entre os pares (professor - aluno e aluno – aluno).
Assim, as visitas de estudo constituem, como explica Rodrigues (2019, p. 169), “[...] uma
oportunidade de aprendizagem que oferece o desenvolvimento de diversas técnicas de
trabalho, facilita a sociabilidade e favorece a aquisição de conhecimentos, interligando a
teoria e a prática, a escola e a realidade”. Bem conduzida, por conseguinte, desenvolve
nos alunos a capacidade de observação, investigação, registo e sistematização dos saberes
(Pessoa, 1991).
É importante sublinhar aqui a questão da preparação dos alunos na fase da planificação.
Como se pode perceber nos dizeres de Dionísio (2001, p. 316), muitos alunos apresentam
fraquezas “[…] na consecução de tarefas como tomadas de notas; deficiente preparação
para tirar apontamentos de forma selectiva, em seleccionar os aspectos mais pertinentes
e em completá-los após a exposição; discutir ideias e opiniões […]”; deste modo, é
pertinente a preparação dos alunos nesta matéria para não defraudar as suas espectativas.
O estudo desenvolvido por Sousa et al. (2017) revela que os professores dificilmente
exploram a fase da pós-visita. Os mais cuidadosos limitam-se em mandar fazer um