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EDITORIAL
DESENVOLVIMENTO E SUBDESENVOLVIMENTO NO SUL GLOBAL:
REFLEXÕES SOBRE RESILIÊNCIA E EXPERIÊNCIAS DE SUPERAÇÃO DA
POBREZA
Desarrollo y Subdesarrollo en el Sur Global: Reflexiones sobre Resiliencia y
Experiencias de Superación de la Pobreza
Development and Underdevelopment in the Global South: Reflections on Resilience and
Experiences of Overcoming Poverty
A presente edição da Revista Científica Multidisciplinar do ISPI Mupanda reúne um
conjunto diversificado de contributos científicos subordinados ao tema
“Desenvolvimento e subdesenvolvimento no Sul Global: Reflexões sobre Resiliência e
Experiências de Superação da Pobreza”, promovendo uma abordagem crítica,
interdisciplinar e cientificamente fundamentada sobre os desafios estruturais que
continuam a marcar as sociedades do Sul Global. Os artigos publicados enquadram-se
nas linhas de investigação propostas pela revista e analisam, sob diferentes perspectivas
teóricas e metodológicas, problemáticas relacionadas com as desigualdades sociais, a
exclusão económica, as assimetrias de poder, os processos de dependência histórica e os
obstáculos à construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento.
Os estudos reunidos nesta edição evidenciam igualmente uma forte orientação decolonial,
ao valorizarem saberes locais, experiências históricas e epistemologias alternativas
frequentemente marginalizadas pelos paradigmas científicos dominantes. Neste sentido,
os trabalhos publicados procuram contribuir para a construção de uma produção científica
mais contextualizada, inclusiva e comprometida com as realidades sociais, culturais e
políticas dos países africanos e de outras regiões do Sul Global. As reflexões apresentadas
abordam experiências concretas de resiliência comunitária, inovação social, inclusão,
justiça cognitiva e estratégias de superação da pobreza, reforçando o papel da
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investigação científica enquanto instrumento de transformação social e de fortalecimento
das capacidades institucionais e humanas.
A natureza multidisciplinar da revista manifesta-se na diversidade temática dos artigos
seleccionados. No domínio da educação, da filosofia e do currículo, destacam-se análises
críticas sobre a injustiça epistémica e a necessidade de africanização do ensino da
Filosofia, assim como reflexões sobre a diversidade linguístico-cultural enquanto
fundamento para uma educação ambiental e sustentável. Integram igualmente este eixo
estudos sobre práticas pedagógicas inovadoras, incluindo a utilização de visitas de estudo
no ensino da Química, bem como investigações relacionadas com a formação inicial de
professores, evidenciando desafios contemporâneos e propostas concretas para a melhoria
da qualidade do ensino e da aprendizagem em Angola.
Ao reunir perspectivas científicas plurais e abordagens metodológicas diversas, esta
edição da Mupanda reafirma o compromisso institucional do ISPI com a promoção de
uma ciência rigorosa, socialmente relevante e intelectualmente comprometida com os
desafios do desenvolvimento humano, da valorização dos saberes africanos e da
construção de sociedades mais justas, inclusivas e sustentáveis.
Criar uma revista científica no ensino superior, no contexto contemporâneo, constitui um
instrumento estruturante, uma peça chave, para a consolidação da produção académica,
para a legitimação do conhecimento científico e para a afirmação institucional no
panorama naciona e internacional. Nos países africanos com sistemas científicos em
desenvolvimento, como Angola segundo Albach (2013) e Tijssen (2007) esta iniciativa
assume um papel muito mais relevante, por contribuir directamente para a superação de
assimetrias regionais na produção e circulação do conhecimento, historicamente
concentrado em centros científicos do Norte global.
Neste enquadramento, a Revista Mupanda – Revista Científica Multidisciplinar do
Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) surge como uma resposta estratégica
à necessidade de criação de um espaço académico estruturado, orientado para a produção,
validação e disseminação do conhecimento científico, com base em critérios rigorosos de
qualidade, ética e relevância social. A sua concepção não se limita a um exercício
editorial, traduz antes de mais, uma visão institucional UNESCO (2021) que reconhece a
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ciência como elemento essencial do desenvolvimento sustentável e das dinâmicas de
mudança social.
As referências internacionais sobre comunicação científica revelam que as revistas
académicas desempenham um papel crucial na organização do sistema científico,
funcionando como mecanismos de ratificação do conhecimento através da revisão por
pares, bem como canais de difusão e acumulação do saber. Neste sentido, para Merton
(1973) a criação de uma revista científica implica não apenas a definição de uma linha
editorial, mas também a construção de uma estrutura do conhecimento clara, capaz de
nortear a selecção, avaliação e divulgação da produção científica.
Um dos aspectos mais complexos deste processo reside na escolha do nome da revista. A
designação de uma revista não constitui um elemento neutro; pelo contrário, como refere
Bourdieu (2004) reflecte a sua identidade, o seu posicionamento e a sua relação com o
contexto em que se insere. No caso da Revista Mupanda, a denominação resultou de um
processo intencional e rigorosamente fundamentado, direcionado por critérios de natureza
cientifica, institucional e cultural, com o objetivo de assegurar a representatividade
territorial, a abertura da multidisciplinaridade e a consistência do seu enquadramento
epistemológico.
A dificuldade inicial na escolha de uma designação adequada revelou riscos associados a
escolhas excessivamente especializadas ou limitadas a áreas específicas do
conhecimento. Tal limitação seria incompatível com a natureza multidisciplinar que se
pretendia outorgar à revista, na medida em que poderia restringir a diversidade temática
e comprometer a sua capacidade de atrair contributos de diferentes áreas científicas. Esta
percepção levou à optar por uma abordagem metodológica assente na investigação
científica, com ênfase na análise de elementos estruturantes do contexto regional com
potencial simbólico e científico.
A identificação da Brachystegia spiciformis, conhecida a nível local por mupanda, como
elemento central deste processo, resulta de evidência científica consolidada sobre a flora
e os ecossistemas da África Austral. As formações de Miombo, dominadas por espécies
dos géneros Brachystegia e Julbernardia, constituem um dos maiores biomas tropicais
secos do mundo, desempenhando um papel fundamental na regulação climática, na
conservação da biodiversidade e na sustentação de milhões de pessoas. Como apontam
Campbell (1996) e Dewees et al. (2010). Estas florestas possuem como características
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uma elevada diversidade florística e uma complexa dinâmica ecológica, na perspectiva
de Frost (1996) influenciada por factores climáticos, edáficos e antrópicos.
No contexto angolano, Figueiredo e Smith (2008) e Gonsalvés (2008) referem que os
estudos existentes apontam para uma riqueza florística significativa, pouco documentada,
o que demonstra a necessidade de intensificar a investigação científica nesta área. A
Brachystegia spiciformis destaca-se como uma espécie dominante nestes ecossistemas
contribuindo segundo White (1983); Werger (1978) para a estruturação das comunidades
vegetais, para a estabilidade dos solos e para a manutenção dos ciclos biogeoquímicos. A
sua capacidade de adaptação a condições ambientais adversas, incluindo solos pobres e
regimes climáticos variáveis, proporciona-lhe um carácter resiliente que reforça o seu
valor simbólico.
Para além da sua importância ecológica, a mupanda possui uma dimensão sociocultural
relevante, estando profundamente integrada nas práticas e nos modos de vida das
comunidades locais. Morris (2000) e Cunningham (2001) referem que a literatura
etnobotânica evidencia o papel das espécies arbóreas africanas como elementos
estruturantes das relações sociais, desempenhando funções que vão desde a utilização
medicinal até à organização do espaço comunitário. No caso da mupanda, a sua utilização
como espaço de reunião e partilha colectiva evidencia a sua função enquanto elemento de
coesão social.
Esta intersecção entre ecologia, cultura e conhecimento constitui um dos fundamentos
conceptuais da Revista Mupanda. Ao adoptar um nome inspirado numa espécie
autoctene, traduz uma identidade científica ancorada no território, ao valorizar em
simultâneo o conhecimento tradicional e ao promover a sua articulação com abordagens
científicas contemporâneas. Esta perspectiva encontra-se alinhada com as abordagens de
Pretty (2011) e Berkes (2012) que defendem a integração de sabres locais, regionais,
autóctones e científicos como estratégia de conhecimento mais inclusivo e
contextualizado, reforçando a necessidade de valorização das epistemologias.
A escolha do nome Mupanda revela-se, assim, uma decisão estratégica que responde a
múltiplos objectivos. Em primeiro, reforçar o elo da revista ao contexto regional, ao
contribuir para a valorização do património natural e da identidade cultural do Sul e
Huílana em particular. Em segundo, por promover e incentivar a investigação sobre
biodiversidade e sustentabilidade social, áreas de crescente importância no contexto
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global. Em, por simbolizar valores como resiliência, crescimento e continuidade,
alinhados com a missão institucional do ISPI.
Gnosiologicamente, a metáfora da árvore propicia paradigma categorial pertinente para
configurar a arquitectura do saber científico. um modelo. As raízes simbolizam santos
(2010) o enraizamento no território e na realidade empírica, condição necessária para a
produção de conhecimento relevante. O tronco representa o rigor metodológico e a
consistência teórico metodológica, elementos essenciais para a validação científica. Os
ramos transmitem a pluridisciplinaridade, reflectindo segundo Morin (2005) a natureza
plural e interconectada do conhecimento moderno.
Esta abordagem multidisciplinar assume particular relevância num contexto marcado pela
complexidade dos problemas modernos e pós-modernos, que exigem soluções integradas
e transversais. A literatura sobre interdisciplinaridade destaca a necessidade como refere
Klein (2010) de superar a fragmentação do conhecimento, promovendo o diálogo entre
diferentes áreas científicas. A Revista Mupanda posiciona-se, neste sentido, como uma
plataforma de convergência, capaz de integrar contributos transdisciplinares, oriundos
das ciências naturais, sociais, humanas e tecnológicas etc…
A estrutura editorial da revista constitui outro elemento central para a sua credibilidade
científica. A adopção de um sistema de revisão por pares garante a validação do
conhecimento produzido, assegurando a qualidade, originalidade e relevância dos artigos
publicados. Este processo, amplamente reconhecido como um dos pilares da ciência
moderna, contribui Mullingan et al. (2013) para a construção de confiança na produção
científica e para a consolidação da comunidade académica.
Adicionalmente, a utilização das normas APA (7.ª edição) assegura a padronização das
citações e referências, facilitando a integração da revista em bases de dados internacionais
e promovendo a sua visibilidade científica. A política de acesso aberto, adoptada pela
Revista Mupanda, alinha-se com tendências globais que defendem a democratização do
conhecimento e a eliminação de barreiras ao acesso à informação científica.
A heterogeneidade de tipologias de publicação constitui igualmente um factor distintivo,
ao permitir a inclusão de diferentes formatos de produção científica, desde artigos
originais até estudos de caso e relatos de experiência. Esta diversidade contribui para o
enriquecimento do debate académico e para estimular a inovação, ao promover a
participação de investigadores em diferentes estágios da sua carreira.
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No plano institucional, a Revista Mupanda desempenha um papel estratégico na
afirmação do ISPI como centro de produção científica. Ao criar um canal formal de
divulgação da investigação, a revista incentiva a produção científica interna, promove a
colaboração entre investigadores e reforça a visibilidade da instituição no panorama
académico, simultaneamente, contribui para a formação de novos investigadores, ao
proporcionar um espaço de aprendizagem e desenvolvimento de competências científicas,
num contexto global marcado UNESCO (2021) por desafios, sociais e tecnológicos, onde
a produção de conhecimento científico assume uma importância elementar para a
definição de políticas públicas e para a promoção do desenvolvimento sustentável. A
Revista Mupanda posiciona-se como um instrumento relevante neste processo,
contribuindo para a disseminação de conhecimento que pode ser aplicado na resolução
de problemas concretos e contextualizados.
A criação da Revista Mupanda representa uma iniciativa estruturada, fundamentada e
estrategicamente orientada, que absorve dimensões científicas, culturais e institucionais.
A escolha do seu nome, baseada na espécie Brachystegia spiciformis, reflecte uma
abordagem inovadora que articula identidade local e projecção global, valorizando a
biodiversidade local, o saber tradicional e a multidisciplinaridade científica.
Tal como a árvore que lhe dá nome, a revista deverá crescer de forma sustentada,
alicerçada no rigor científico, na diversidade de saberes e no compromisso com a
excelência académica. As suas raízes garantirão a relevância do conhecimento produzido,
o seu tronco assegurará a consistência metodológica e os seus ramos permitirão a
expansão do saber em múltiplas direcções. Neste equilíbrio entre local e global, tradição
e inovação, reside o potencial transformador da Revista Mupanda.
A presente edição da Revista Científica Multidisciplinar do ISPI “Mupanda” reúne um
conjunto diversificado de estudos organizados em torno de eixos temáticos estruturantes,
evidenciando a sua natureza multidisciplinar.
No domínio da educação, filosofia e currículo, destacam-se análises críticas sobre a
injustiça epistémica e a necessidade de africanização do ensino da Filosofia, bem como
reflexões sobre a diversidade linguístico-cultural como fundamento da educação
ambiental e sustentável. Integram ainda este eixo de estudos sobre práticas pedagógicas
inovadoras, como as visitas de estudo em Química, e sobre a formação inicial de
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professores, evidenciando desafios e propostas para a melhoria da qualidade do ensino e
aprendizagem em Angola.
No campo das ciências sociais, história e género, os artigos abordam a guerra civil
angolana, as dinâmicas da luta de libertação nacional e a participação das mulheres nesse
processo, ao problematizar a sua invisibilização nos currículos escolares. Em forma de
complementaridade, exploram-se questões de identidade cultural e turismo religioso, bem
como a valorização da produção literária feminina, concorrendo para a construção de uma
historiografia e de um cânone mais inclusivos.
No eixo da economia, políticas públicas e desenvolvimento, incluem-se estudos sobre o
impacto da dívida pública no crescimento económico angolano e análises críticas de
programas sociais, como o Kwenda, evidenciando os seus efeitos e limitações no combate
à pobreza e na promoção do desenvolvimento sustentável.
Por último, mas não menos interessante, no domínio do direito e ética, destaca-se a
reflexão sobre o direito à vida no ordenamento jurídico angolano, discutindo os seus
fundamentos, limites e desafios actuais.
Após um processo de avaliação minucioso foram escolhidos 12 artigos, que se destacaram
pela sua qualidade metodológica, pertinência temática e contributo científico, os mesmos
constituem o corpo desta edição inaugural. Trabalhos estes que a seguir apresentamos:
1. Legitimidade da ensinabilidade da filosofia do direito: fundamentos
epistemológicos e competência docente, de Yuri do Rosário Tyilyata Cambinda e
Euclides Chilungo, analisa a legitimidade do ensino da Filosofia do Direito no contexto
universitário angolano, discutindo se esta disciplina deve ser leccionada por filósofos,
juristas ou jusfilósofos. O estudo conclui que o jusfilósofo reúne as competências mais
adequadas para assegurar uma formação crítica, ética e interdisciplinar.
2. O direito à vida no ordenamento jurídico angolano: questões pertinentes perante
o direito à vida, de Carlos Burity da Silva, reflecte sobre o direito à vida no sistema
jurídico angolano diante de dilemas bioéticos contemporâneos, como aborto, eutanásia,
suicídio e pena de morte. O autor defende que este direito exige uma interpretação
permanente baseada na dignidade humana e nas realidades sociais.
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3. A influência da dívida pública no crescimento económico de Angola no período
de 2000–2020, de Luis Caala Tchitumba, Raúl Manuel da Cruz Dias, Agnaldo Dalton
Mendes Guedes e Osvaldo Tchipuapua Peio Salazar, investiga os impactos do
endividamento no crescimento económico angolano. Os resultados demonstram que o
aumento da dívida pública afectou negativamente o PIB, comprometendo o investimento
e reforçando a necessidade de políticas económicas sustentáveis.
4. O programa Kwenda em Angola: análise crítica e contributos a partir do
município de Cacula, de António Dala Pereira e Elisa Mpingafana Massela, avalia os
efeitos do Programa Kwenda no combate à pobreza. Embora reconheça o contributo da
transferência monetária para o alívio imediato das necessidades básicas, o estudo alerta
para as limitações estruturais do programa sem políticas de inclusão produtiva e
fortalecimento da agricultura familiar.
5. A guerra civil angolana entre 1992 a 2002: causas e consequências, de António
Diniz Lourenço, examina as causas políticas e militares do reacender da guerra civil
angolana após as eleições de 1992, bem como as suas consequências sociais, económicas
e psicológicas. O autor sublinha que as marcas do conflito continuam presentes no
processo de reconciliação e consolidação democrática.
6. A mulher na libertação angolana: representações e narrativas nos currículos
escolares (1960–1975), de Oliveira Adão Miguel, investiga a participação feminina na
luta de libertação nacional e a forma como esta é retratada nos currículos escolares de
História. O estudo evidencia a persistência de narrativas androcentristas que invisibilizam
o papel das mulheres na construção histórica de Angola.
7. Religião e identidade ou turismo na festividade da Nossa Senhora do Monte, de
Antunes Rafael Kaiumba Pinto e Inara Fernanda Tavares da Cruz, analisa a
festividade da Nossa Senhora do Monte como espaço de intersecção entre religião,
identidade cultural e turismo. O artigo demonstra que o evento possui forte dimensão
espiritual, ao mesmo tempo que impulsiona actividades turísticas e económicas no
Lubango.
8. A injustiça epistémica e as obrigações morais para africanizar o currículo de
filosofia em Angola: problemas e perspectivas, de António João Sebastião Issengue
e José Nambongue, debate a marginalização dos saberes africanos no ensino da Filosofia
em Angola. Os autores defendem a africanização curricular como uma obrigação moral e
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epistemológica para valorizar as epistemologias locais e combater a exclusão
eurocêntrica.
9. Visitas de estudo em química: proposta para as escolas do I e II ciclo, de Miguel
Manuel Cutalica, apresenta uma proposta metodológica para a realização de visitas
de estudo no ensino da Química. O autor demonstra que a articulação entre teoria e
prática contribui para aumentar a motivação dos alunos e melhorar significativamente o
processo de aprendizagem.
10. Prática pedagógica supervisionada na formação inicial de professores do ensino
primário: percurso e evidências, de Jorge Tamayo Pupo, Carla Marisa Black, Dania
Cuenca Rodriguez e Ana Miranda, analisa a implementação da prática pedagógica
supervisionada no ISPI, destacando a importância da articulação entre teoria e prática na
formação docente, apesar das limitações metodológicas e infraestruturais identificadas.
11. Mulheres autoras do Sul de Angola: do silêncio à construção de um cânone
plural, de Eduardo Rosa e Domingos Tavares, reflecte sobre a produção literária
feminina no Sul de Angola, evidenciando como estas autoras enfrentam a invisibilidade
provocada pelo patriarcado e pela centralização do cânone literário angolano.
12. A diversidade linguístico-cultural: que consequências para o ambiente?, de
Firmino Filipe José e António Pessela, relaciona a diversidade linguística e cultural com
a preservação ambiental, defendendo que o plurilinguismo e a interculturalidade são
elementos essenciais para fortalecer a Educação Ambiental e formar cidadãos mais
conscientes e sustentáveis.
Tal como a árvore que lhe dá nome, a Revista Mupanda deverá crescer de forma
sustentada, alicerçada no rigor científico, na diversidade de saberes e no compromisso
com a excelência académica. Que a leitura desta edição reforce o compromisso de todos
os académicos na busca ativa por um futuro mais resiliente e desenvolvido.
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Aida Neusa Gomes Nelson António,
PhD
Instituto Superior Politécnico
Independente, Angola
Mariana Sá de Lemos Teixeira, MSc
Instituto Superior Politécnico
Independente, Angola
Yudith Zamora Castell, MSc
Instituto Superior Politécnico
Independente, Angola
Bernadino Valente Calossa, PhD
Instituto Superior Politécnico
Independente, Angola
Mario Beniyulde Jerónimo Abel, Lic
Instituto Superior Politécnico
Independente, Angola
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