Revista Científica do ISCED-Huíla  
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O ensino semipresencial no ISCED-Huíla durante a Covid-19:  
desafios e perspectivas a partir da percepção de estudantes  
Hybrid learning at ISCED-Huíla during Covid-19: challenges and perspectives  
based on student perceptions  
Aprendizaje híbrido en ISCED-Huíla durante la Covid-19: desafíos y perspectivas  
basadas en la percepción de los estudantes  
José Camôngua Luís1  
Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla, Angola  
Irma Gabriel Francisco2  
Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla, Angola  
Resumo  
A pandemia da Covid-19, que abalou o mundo no final de 2019, implicou mudanças  
significativas nas relações socioeconómicas e educacionais. Diante deste cenário, com o  
objetivo de conter a propagação do vírus, a UNESCO anunciou o encerramento temporário  
das escolas em todo o mundo. Para lidar com esta situação inesperada, o sistema de ensino  
teve de ser repensado e transformado rapidamente para garantir a continuidade do processo  
educativo. Neste contexto, o ensino universitário assistiu a mudanças bruscas, impostas por  
inúmeros lockdowns, provocando a transição rápida do ensino presencial para o semi-  
presencial. Neste sentido, o ISCED-Huíla adoptou, à luz do Decreto Presidencial n.º 59/20  
de 3 de Março, a modalidade híbrida com recurso à plataforma G-Suite. O presente estudo  
visa avaliar o grau de adaptação e satisfação dos estudantes, relativamente ao modelo semi-  
presencial no ISCED-Huíla no contexto da pandemia. O estudo é de tipo qualitativo-  
quantitativo e consistiu na aplicação de um inquérito, por meio de um questionário, a  
estudantes dos 2.º, 3.º e 4.º anos do ISCED-Huíla, abrangendo as salas de aula dos  
municípios da Matala e Caluquembe. Os resultados evidenciam limitações estruturais e  
tecnológicas e baixa literacia digital, mas também resiliência e empenho por parte dos  
estudantes. A maioria manifestou preferência pelo ensino presencial devido à reduzida  
interacção e à desigualdade de acesso à internet. Concluiu-se que o ensino semi-presencial,  
embora desafiante, constitui uma via promissora para modernizar o ensino superior  
angolano. O sucesso desta transição depende de investimentos tecnológicos, de formação  
docente e de políticas de inclusão digital que assegurem a qualidade e a equidade  
educacionais.  
1 Mestre em Geografia Física e Ordenamento do Território pelo Instituto de Geografia e Ordenamento  
do Território (IGOT) ULisboa/Portugal. Investigador afecto ao Centro de Investigação e  
Desenvolvimento da Educação (CIDE, ISCED-Huíla).  
2
Investigadora afecta ao Centro de Investigação e Desenvolvimento da Educação (CIDE, ISCED-  
Huíla).  
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Palavras-chave: Ensino Semi-presencial, Pandemia da COVID-19, Percepção dos  
estudantes  
Abstract  
The COVID-19 pandemic, which shook the world at the end of 2019, brought significant  
changes to socioeconomic and educational relations. In this context, and to contain the  
spread of the virus, UNESCO announced the temporary closure of schools worldwide. To  
address this unexpected situation, the education system had to be rapidly rethought and  
transformed to ensure continuity of learning. In this scenario, higher education underwent  
abrupt changes due to several lockdowns, leading to a rapid transition from face-to-face to  
blended learning. In this regard, ISCED-Huíla adopted, under Presidential Decree No. 59/20  
dated March 3, a hybrid teaching modality using the G Suite platform. This study aims to  
assess students' adaptation and satisfaction with the semi-presential model at ISCED-Huíla  
during the pandemic. The research employed a qualitative-quantitative approach,  
comprising a questionnaire survey administered to 2nd-, 3rd-, and 4th-year students at  
ISCED-Huíla, including those from the Matala and Caluquembe extensions. The results  
reveal structural and technological limitations — weak internet connection, power shortages,  
and low digital literacy — but also highlight students’ resilience and commitment. Most  
respondents expressed a preference for face-to-face learning due to reduced interaction and  
inequality in digital access. It is concluded that, although challenging, blended learning  
represents a promising path for modernizing higher education in Angola. The success of this  
transition depends on technological investments, teacher training, and digital inclusion  
policies that ensure quality and educational equity.  
Keywords: Blended Learning, COVID-19 Pandemic, Students' perspectives.  
Resumen  
La pandemia de la COVID-19, que sacudió al mundo a finales de 2019, provocó cambios  
significativos en las relaciones socioeconómicas y educativas. Ante este escenario, y con el  
objetivo de contener la propagación del virus, la UNESCO anunció el cierre temporal de las  
escuelas en todo el mundo. Para hacer frente a esta situación inesperada, el sistema educativo  
tuvo que ser repensado y transformado con rapidez para garantizar la continuidad del  
proceso de enseñanza y aprendizaje. En este contexto, la educación superior experimentó  
cambios abruptos impuestos por numerosos confinamientos, lo que condujo a una rápida  
transición del modelo presencial al semipresencial. En este marco, el ISCED-Huíla adoptó,  
mediante el Decreto Presidencial n.º 59/20 del 3 de marzo, la modalidad híbrida, utilizando  
la plataforma G-Suite. El presente estudio tiene como objetivo evaluar el grado de adaptación  
y satisfacción de los estudiantes respecto al modelo semipresencial en el ISCED-Huíla en el  
contexto de la pandemia. La investigación es de tipo cualitativo-cuantitativo y consistió en la  
aplicación de un cuestionario a estudiantes de 2.º, 3.º y 4.º año del ISCED-Huíla, incluyendo  
las aulas de los municipios de Matala y Caluquembe. Los resultados revelan limitaciones  
estructurales y tecnológicas —conexión débil a internet, falta de suministro eléctrico y baja  
alfabetización digital—, pero también destacan la resiliencia y el compromiso de los  
estudiantes. La mayoría manifestó preferencia por la enseñanza presencial debido a la escasa  
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interacción y a la desigualdad en el acceso a internet. Se concluye que la enseñanza  
semipresencial, aunque desafiante, constituye una vía prometedora para modernizar la  
educación superior en Angola. El éxito de esta transición depende de las inversiones  
tecnológicas, la formación docente y las políticas de inclusión digital que garanticen la calidad  
y la equidad educativa.  
Palabras clave: Aprendizaje Combinado, Pandemia de COVID-19, Perspectivas de los  
estudiantes.  
Introdução  
A pandemia da Covid-19, que abalou o mundo no final de 2019, implicou mudanças  
significativas e alterou as estratégias de trabalho e o comportamento social, levando  
as organizações e os indivíduos a assumirem novas atitudes e a impor grandes  
alterações nas relações sociais, económicas, educativas e outras. Diante deste cenário,  
numa tentativa de conter a propagação do vírus, a UNESCO anunciou o encerramento  
temporário das escolas em todo o mundo (UNESCO, 2021), afectando cerca de 1,6 mil  
milhões de alunos (Gopika & Rekha, 2023).  
Para lidar com esta situação, o sistema de ensino teve de ser repensado e  
transformado rapidamente para garantir a continuidade do processo educativo  
(Hamid et al., 2024). Neste contexto, o ensino universitário assistiu a mudanças  
bruscas impostas por inúmeros lockdowns entre 2020 e 2022, que implicaram uma  
transição rápida do ensino presencial para o híbrido (Gopika & Rekha, 2023), uma  
vez que as universidades tiveram de responder às medidas de biossegurança adotadas  
pelas nações para proteger estudantes e professores contra o vírus (Csorba & Dabija,  
2024).  
De acordo com as recomendações da UNESCO (Gopal et al., 2021), as alternativas  
visaram, acima de tudo, levar os estudantes a realizar actividades exclusivamente no  
formato online. Apesar da educação remota ser praticada desde meados da década de  
1950 pela Universidade de Londres, esta abordagem de ensino não tradicional  
cresceu e se desenvolveu rapidamente, principalmente devido às restrições de  
distanciamento social impostas pela recente pandemia de COVID-19 (Csorba &  
Dabija, 2024). A sua efectivação foi bem-sucedida, beneficiando-se dos avanços  
tecnológicos das últimas décadas, que melhoraram a velocidade e a acessibilidade dos  
modelos híbridos, dada a disponibilidade de uma variedade de plataformas digitais  
(Zoom, Skype, Google Meet, Moodle, Google Classroom) (Gopika & Rekha, 2023).  
Não obstante esse crescimento, o ensino remoto de emergência trouxe desafios como  
desigualdades no acesso a ferramentas digitais, baixa literacia digital de professores  
e estudantes, bem como a disponibilidade e o acesso à internet nas instituições de  
ensino e nas famílias. Alguns destes desafios parecem ter afectado especialmente os  
estudantes de contextos socioeconómicos frágeis, as mulheres e outros grupos  
vulneráveis (Tavares et al., 2024).  
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A fim de dar resposta aos constrangimentos impostos pela pandemia, o Governo  
angolano exarou o Decreto Presidencial n.º 59/20 de 3 de Março que aprova e  
regulamenta a Modalidade de Ensino a Distância e Semi-Presencial no Subsistema  
de Ensino Superior que estabelece regras e procedimentos específicos, bem como a  
existência de infra-estrutura virtual e condições técnicas para que possa ser uma  
realidade. Perante este cenário e apesar das suas limitações, o ensino remoto tornou-  
se numa panaceia para esta pandemia global sem precedentes (Suryaman et al.,  
2020; Pokhrel & Chhetri, 2021).  
O ensino semi-presencial emerge não apenas como uma resposta emergencial à  
pandemia, mas como uma tendência consolidada no ensino superior, combinando  
flexibilidade, inovação pedagógica e integração tecnológica. Contudo, a sua eficácia  
depende da superação de desafios estruturais, pedagógicos e sociais, especialmente  
em contextos como o do ISCED-Huíla.  
Procurando fazer face aos desafios impostos pelo contexto da pandemia, o ISCED-  
Huíla adoptou, à luz do Decreto Presidencial n.º 59/20 de 3 de Março a modalidade  
semi-presencial com recurso à plataforma G-Suite, um pacote corporativo do Google  
que oferece soluções de armazenamento no Google Drive pelo plano de assinatura,  
além de disponibilizar alguns serviços gratuitos, como o Google Classroom, o Google  
Meet, e outros.  
O presente estudo visa analisar a implementação da modalidade de ensino semi-  
presencial no ISCED-Huíla durante a pandemia da COVID-19, identificando os  
principais desafios enfrentados e as perspectivas para a melhoria do processo de  
ensino e aprendizagem.  
Enquadramento teórico  
A Pandemia da COVID-19 demonstrou algumas lacunas em diversos sectores de  
actividade, com destaque para o sector da educação, tendo afectado cerca de 1,6  
milhões de alunos em mais de 200 países (Gopika & Rekha, 2023). O ensino antes da  
COVID-19 era essencialmente presencial. Durante a emergência da pandemia, foi  
decretado pela UNESCO o encerramento de instituições de ensino, com vista a travar  
a propagação do vírus, através de uma Declaração de estado de emergência de saúde  
pública. Esta paragem remeteu a sociedade, em particular as instituições, a um  
período de incerteza, obrigando-as a procurar soluções exequíveis (Rodrigues et al.,  
2021).  
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O Ensino Semi-presencial  
Para lidar com o novo “normal” criado pela pandemia da COVID-19, todas as  
actividades humanas foram transferidas para o digital, passando da abordagem  
tradicional, centrada no professor e baseada no giz, para a inovação e tecnologia  
baseadas na web (Csorba & Dabija, 2024; Gopika & Rekha, 2023).  
A modalidade de ensino semi-presencial, frequentemente designada como blended  
learning ou ensino híbrido, caracteriza-se pela integração de atividades presenciais e  
online no processo de ensino-aprendizagem. Essa abordagem combina métodos  
tradicionais com tecnologias digitais, o que permite maior flexibilidade e  
personalização da aprendizagem (ROZA et al., 2020), promovendo igualmente uma  
reorganização do papel dos intervenientes no processo educativo, pois coloca o  
estudante no centro da aprendizagem e atribui ao docente a função de mediador e  
facilitador do conhecimento (Antônio G. & Carlos de S., 2023). Essa mudança  
pedagógica está alinhada com teorias construtivistas, nas quais o aluno assume um  
papel activo na construção do saber.  
Embora esta modalidade já fosse praticada em Londres desde meados da década de  
1950, a abordagem recebeu um grande impulso devido às restrições de  
distanciamento social impostas pela pandemia da COVID-19 (Csorba & Dabija,  
2024).  
O avanço tecnológico ajudou efectivamente na implementação desta modalidade de  
ensino, uma vez que o ensino e a aprendizagem passaram a depender de uma  
variedade de plataformas ou programas, nomeadamente: o Zoom, o Skype, o Google  
Meet, o Google Classroom, o Moodle e outras ferramentas de ensino desenvolvidas  
internamente pelas instituições de ensino superior (Cobo-Rendón et al., 2022). Por  
conseguinte, a sua implementação revelou diversos desafios, sobretudo em países em  
desenvolvimento.  
Entre os desafios vivenciados com a inserção desta nova modalidade de ensino,  
destacam-se as limitações de acesso à internet, a falta de formação tecnológica dos  
docentes e as dificuldades de adaptação dos estudantes a novos modelos de  
aprendizagem (UNESCO, 2020).  
No início, esta situação gerou entre os alunos stresse, frustração e ansiedade (Gopika  
& Rekha, 2023). Relactivamente aos professores, esta mudança brusca exigiu grandes  
adaptações nos planos curriculares, estratégias metodológicas e design para o  
formato virtual num curto período, obrigando-os a adaptar igualmente os seus  
recursos e actividades de aprendizagem, bem como os processos de avaliação em um  
novo cenário de ensino (Cobo-Rendón et al., 2022). Por conseguinte, a sua  
implementação revelou diversos desafios, sobretudo em países em desenvolvimento.  
Entre eles destacam-se as limitações de acesso à internet, a falta de formação  
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tecnológica dos docentes e as dificuldades de adaptação dos estudantes a novos  
modelos de aprendizagem.  
Não obstante os enormes desafios inerentes à implementação e consolidação do  
ensino híbrido, espera-se que este seja uma componente do processo de ensino e  
aprendizagem. A  
experiência durante a pandemia proporcionou avanços  
significativos na consolidação do ensino virtual, destacando a importância de criar  
ambientes de aprendizagem flexíveis e versáteis (Batista-Toledo & Gavilan, 2022;  
Cobo-Rendón et al., 2022; Gopika & Rekha, 2023).  
Materiais e Métodos  
A abordagem metodológica levada a cabo assegurou os pressupostos essenciais de um  
estudo científico, isto é, tipologia de pesquisa, local, população e amostra, técnicas e  
instrumentos de colecta de dados e procedimentos.  
A operacionalização da pesquisa empírica baseou-se na aplicação de um inquérito por  
meio de um questionário, ancorada em um paradigma metodológico misto.  
A pesquisa foi realizada no ISCED-Huíla, abrangendo as salas de aula dos municípios  
de Caluquembe e Matala. A colecta de dados deu-se entre os meses de Janeiro e  
Fevereiro de 2021. A amostra (1023 estudantes) deriva de um universo de 7119  
estudantes matriculados em diferentes cursos de licenciatura do ISCED-Huíla. O  
processo de amostragem foi do tipo não probabilístico por conveniência. A sua  
escolha fundamenta-se no facto de a amostragem ter sido selecionada com base na  
disponibilidade e no acesso aos estudantes no momento da recolha de dados.  
Para a recolha de dados, recorreu-se à aplicação de um inquérito por questionário,  
com recurso à tecnologia MCASI, tendo sido utilizada, para o efeito, a plataforma  
Koobotollbox®.  
A versão revista e actualizada do questionário foi constituída por 37 questões  
(abertas, fechadas e de múltipla escolha), agrupadas em quatro (4) partes, sendo: (i)  
caracterização pessoal do estudante; (ii) proveniência do estudante; (iii) participação  
nas aulas remotas e aquisição dos conteúdos; (iv) grau de satisfação.  
O questionário foi preenchido via plataforma online por cada um dos inquiridos no  
contexto do intervalo das aulas. Os questionários foram de autopreenchimento nos  
softwares KoBoCollect, ODK Collect e GIC Collect.  
Os dados foram tratados através dos softwares IBM SPSS® versão 24 e Microsoft  
Excel®, e foi efectuada uma análise descritiva.  
No tratamento das questões abertas, adoptou-se a análise de conteúdo como técnica  
de interpretação dos dados qualitativos. As respostas foram desmembradas em  
unidades de registo e sistematizadas em cinco (5) categorias temáticas, cada uma  
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integrando  
diferentes  
componentes  
analíticos.  
Para  
cada  
componente,  
determinaram-se as frequências absolutas e relativas, que foram posteriormente  
agregadas por categoria, de modo a permitir uma leitura estruturada e comparativa  
dos dados (Tabela 2).  
Os dados quantitativos foram tratados com recurso à estatística descritiva, incluindo  
frequências, percentagens e, sempre que aplicável, medidas de tendência central.  
Estes dados foram organizados e apresentados em tabelas e gráficos, de modo a  
facilitar a sua interpretação.  
Os dados qualitativos, provenientes das questões abertas, foram analisados por meio  
da técnica de análise de conteúdo, o que permitiu identificar categorias temáticas e  
padrões recorrentes nas respostas dos participantes.  
Resultados  
Os resultados aqui apresentados provêm da aplicação de um inquérito por  
questionário cuja confiabilidade é de 0,77, de acordo com o coeficiente alfa de  
Cronbach, numa escala de 0 a 1, e cuja consistência é considerada aceitável. O  
questionário é composto por 37 questões.  
A colecta permitiu aplicar um total de 1023 inquéritos, dos quais 986 (96,4%) foram  
respondidos e 37 (3,6%) não foram respondidos.  
Caracterização social e demográfica da amostra  
Apresenta-se, a seguir, a caracterização dos inquiridos, em termos de idade, género,  
curso, condição laboral, profissão, regime, matrícula e ano de ingresso (Tabela 1).  
Tabela 1: Caracterização da amostra de estudantes do ISCED-Huíla.  
Idade  
(N=1023): >19 anos (1,5%); 20-24 anos (37,7%); 25-29 anos (36,8 %); 30-34  
anos (11,5%); 35-39 anos (5,1%); 40-44 anos (2,2%); 45-49 anos (1,2%); 50-  
54 anos (0,4%); sem resposta (3,6%).  
Género  
(N=1023): Sexo Feminino (34,4%); Sexo Masculino (62,0%); sem resposta  
(3,6%).  
Perfil  
cursos  
dos (N=1023): Ensino da Biologia (6,8%); Ensino da Filosofia (8,4%); Ensino da  
Física (5,6%); Ensino da Geografia (9,9%); Ensino da História (13,2%);  
Ensino da Informática Educativa (5,9%); Ensino da Língua Francesa (4,0%);  
Ensino da Língua Inglesa (6,5%); Ensino da Língua Portuguesa (5,1%);  
Ensino da Matemática (6,4%); Ensino da Pedagogia (8,6); Ensino da  
Psicologia (10,4%); Ensino da Química (3,6%); Educação Física e Desportos  
(2,1%); sem resposta (3,6%);  
Trabalhadores  
(N=1023): Sim (50,5%); Não (45,8%); Sem resposta (3,6%)  
Profissão  
(N=1023): Professor (39,3%); Outra (9,7%); Sem resposta (51,0%)  
A Tabela 1 mostra que a maioria dos estudantes inquiridos tem idades compreendidas  
entre os 20 e os 24 anos (37,7%), é do sexo masculino (62,0%) e 50,5% são  
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trabalhadores, dos quais apenas 39,3% do sector da educação; o curso com mais  
estudantes inquiridos foi o de Ensino da História (13,2%).  
Figura 1: Regime de estudos seguido pelos estudantes.  
O grosso da amostra é constituído por estudantes do regime regular, dos quais 370  
são do sexo masculino e 191 do sexo feminino, enquanto, para o regime pós-laboral,  
foram inquiridos 264 estudantes do sexo masculino e 159 do sexo feminino, além de  
dois estudantes que se encontram prescritos, ambos do sexo feminino (Figura 1).  
Figura 2: Caracterização dos estudantes matriculados por ano de frequência em 2020/2021.  
É possível verificar, a partir das figuras 2 e 3, que a maioria dos estudantes inquiridos  
se encontrava a frequentar o 3º ano, dos quais 30,0 % são do sexo masculino e 18,0  
% do sexo feminino (Figura 2).  
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Figura 3. Informação sobre o ano de ingresso no ISCED-Huíla.  
A província da Huíla é o local de residência da maioria dos estudantes inquiridos, com  
destaque para o município do Lubango. A maioria dos estudantes inquiridos estava  
matriculada no ISCED desde 2018, totalizando 336 estudantes (Figuras 3, 4 e 5).  
1.1. Proveniência dos estudantes  
Nesta figura, apresenta-se a origem dos estudantes que participaram do presente  
estudo.  
Figura 4: Província de residência dos estudantes inquiridos.  
Pode-se notar que os estudantes do ISCED-Huíla provêm tanto das províncias de  
Namibe, Cunene, Benguela, Huambo e Cuanza Sul como da vizinha República da  
Namíbia. Predominantemente, verifica-se que a Huíla representa a origem do grosso  
dos estudantes (906 dos 1023 inquiridos); seguem o Namibe (45), Cunene (6),  
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Benguela (4), Huambo (2) e Cuanza Sul (1). Pode-se verificar que a maior  
percentagem dos inquiridos é do sexo masculino, conforme a figura 4.  
Um dos casos observados que chamam a atenção é o de um inquirido cuja residência  
é Oshakati, circunscrição estrangeira pertencente à Namíbia. Os dados apresentados  
na figura 6, mostram que os indivíduos inquiridos, provém de 16 dezasseis  
municípios do país, isto é, da província anfitriã, (7) sete (Caconda, Chicomba,  
Cuvango, Jamba, Lubango e Quipungo), do Namibe (2) dois - Moçâmedes e Tômbwa,  
do Cunene (3) três (Cahama, Ombadja e Xangongo) e de Benguela (2) dois - os  
municípios de Benguela e Catumbela, tal como mostra a Figura 5.  
Figura 5: Comuna de residência dos estudantes inquiridos.  
A partir da Figura 6, é possível observar o afunilamento da escala espacial, com a  
grande maioria dos inquiridos concentrada no município do Lubango, em particular  
na comuna-sede.  
Há dispersão no número de inquiridos entre os bairros da comuna-sede. Do total de  
bairros da comuna-sede, menos de vinte (20) indivíduos provêm de oito (8) bairros;  
há oito (8) bairros com entre 20 e 40 indivíduos. Nesse sentido, destacam-se cinco  
(5) bairros com mais de 40 indivíduos cada, sendo o bairro Mitcha o de maior  
número, com mais de 100 indivíduos. Em todos os casos o sexo masculino aparece  
em maior número.  
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Figura 6: Informações sobre a ocupação laboral dos estudantes.  
Na Figura 6, observa-se a comparação entre estudantes trabalhadores e não  
trabalhadores; como se pode verificar, a maioria é de trabalhadores.  
Figura 7: Informações sobre o campo profissional dos inquiridos.  
É possível verificar, pela figura 7, que, dos 1023 estudantes inquiridos, apenas 402  
trabalham no sector da educação.  
Participação das aulas remotas e aquisição de conteúdos  
Realiza-se a apresentação dos dados relativos à participação e à aquisição de  
conteúdos por parte dos estudantes nas aulas remotas no ISCED-Huíla.  
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Figura 8: Informações sobre o acesso à internet dos estudantes inquiridos.  
A partir da figura 8, pode-se constatar que uma parte considerável dos estudantes  
inquiridos tem acesso à internet (816), o que corresponde a 79,7%; porém, não se  
pode descurar o facto de 170 estudantes (16,6%) não terem acesso à internet e 37  
(3,7%) não responderem.  
Figura 10. Acesso à internet por departamento.  
De acordo com a figura 10, pode-se inferir que os estudantes afectos ao Departamento  
de Ciências Exactas têm maior acesso à internet (194).  
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Figura 10. Plataformas de acesso aos conteúdos mais utilizados pelos estudantes.  
A partir da figura 10, verifica-se que, dentre as várias plataformas disponíveis, o  
WhatsApp é o mais utilizado pelos estudantes para acessar os conteúdos fornecidos  
pelos docentes (35,15%). É também possível verificar que os estudantes fazem pouco  
uso dos seus correios electrónicos (0,70 %).  
Tabela 2: Apontamentos dos estudantes relactivamente aos constrangimentos com a modalidade  
de ensino online.  
Categoria  
Componente(s)  
Qualidade da internet  
fi  
fr%  
fac%  
Condições técnicas  
817  
52,95  
52,95  
Falta de energia eléctrica  
Falta de um dispositivo  
Condições financeiras  
Dificuldade na aquisição de um  
dispositivo para aceder aos serviços  
690  
44,7  
2
97,67  
Compra de dados de internet  
Qualidade  
docente  
do  
corpo Assiduidade  
15  
15  
0,97  
0,97  
98,64  
99,61  
100  
Literacia digital  
Políticas educativas face Tempo para as aulas presenciais  
à Covid-19  
Domínio das TIC  
Manuseio da(s) plataforma(s)  
6
0,39  
100  
Total  
1543  
Da Tabela 2, depreende-se que 97,67% dos estudantes apontam as condições técnicas  
e financeiras como as principais barreiras com as quais se têm deparado na  
modalidade de ensino on-line; apenas 0,97% referem-se à qualidade do corpo  
docente; 0,97% às políticas educativas e 0,39% ao domínio das TIC.  
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1.2.Grau de satisfação dos estudantes em relação às aulas no ano  
lectivo 2020/2021  
Abaixo são apresentados os resultados relactivos à satisfação dos estudantes em  
relação às aulas no ano académico 2020/2021.  
Tabela 3- Apreciação geral dos estudantes sobre as aulas durante o ano lectivo 2020/2021 (A).  
Apreciação geral sobre as aulas  
Média  
Desvio-  
padrão  
1,073  
Qual é o seu grau de satisfação com as aulas este ano?  
A quantidade de plataformas disponíveis é adequada?  
2,81  
1,22  
2,30  
0,889  
1,359  
Como tem sido a ambientação com a plataforma (G-Suite) de  
ensino a distância?  
Qual é o seu grau de satisfação com as aulas presenciais?  
Qual é o seu grau de satisfação com as aulas on-line?  
Qual é o seu grau de satisfação com as provas presenciais?  
Qual é o seu grau de satisfação com as provas on-line?  
2,47  
2,33  
2,45  
2,27  
1,139  
1,459  
1,135  
1,452  
Qual é o seu grau de satisfação com o tempo disponibilizado  
para cada prova on-line?  
2,30  
1,463  
Em que medida se considera preparado para as aulas on-line?  
2,26  
1,449  
Os docentes estão preparados para as aulas on-line?  
Os docentes respondem rapidamente às solicitações enviadas  
pelas plataformas digitais?  
2,32  
2,54  
1,452  
1,492  
Qual é o grau de preparação dos seus colegas para utilizar as  
plataformas digitais?  
Considera que neste ano vais aprender tanto como nos anos  
anteriores?  
Qual é o grau de satisfação com o feedback dos docentes nas  
plataformas digitais utilizadas nas aulas?  
Qual é o grau de satisfação com a assiduidade dos docentes?  
2,55  
2,99  
2,27  
0,56  
1,521  
1,251  
1,351  
1,122  
De acordo com a tabela 3, a maioria dos estudantes afirma estar satisfeita com as  
aulas no presente ano lectivo 2020/2021 (com uma média de 2,81, numa escala de  
Likert de 5 pontos onde 1- totalmente insatisfeito; 2 - insatisfeito; 3 - nem satisfeito e  
nem insatisfeito; 4 - satisfeito; 5- totalmente satisfeito). Porém, um dado interessante  
tem a ver com a assiduidade dos docentes cuja média de 0,56 mostra que os mesmos  
foram pouco assíduos; adicionalmente, os estudantes afirmam que o número de  
plataformas disponibilizadas é insuficiente para apoiar o processo de ensino à  
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distância. Outra questão a ter em conta diz respeito ao feedback dos docentes sobre  
os estudantes nas plataformas colaborativas (média de 2,27).  
Tabela 4- Apreciação geral dos estudantes sobre as aulas durante o ano lectivo 2020/2021 (B).  
Em sua opinião, no próximo ano deve-se utilizar mais a  
Frequência  
Percentagem  
modalidade online ou voltar às formas anteriores?  
Sem resposta  
38  
510  
355  
76  
3,7  
49,9  
34,7  
7,4  
Voltar as formas anteriores  
Deve-se utilizar mais a modalidade on-line  
Usar as duas modalidades  
Não sei  
44  
4,3  
Total  
1023  
100,0  
Quando perguntados sobre a possibilidade de se continuar com a modalidade de  
ensino semi-presencial nos anos lectivos subsequentes, 49,9% dos estudantes  
afirmaram pretender voltar às formas anteriores, o que pode traduzir algum  
cepticismo dos estudantes em relação a essa prática; 34,7% afirmam que se deve  
utilizar mais a modalidade online e os demais 14,4% respondem entre “Usar as duas  
modalidades”, “Não sei” e “Sem resposta”.  
Discussão dos resultados  
Apesar dos constrangimentos verificados na adopção e implementação do ensino  
semi-presencial no ISCED-Huíla, nomeadamente a fraca qualidade da internet, a  
instabilidade no fornecimento de energia eléctrica, a limitação de dispositivos  
tecnológicos, as dificuldades financeiras e o reduzido domínio das TIC, os esforços  
institucionais revelam-se significativos, conforme evidenciado pelas percepções dos  
estudantes.  
A análise da tabela de constrangimentos demonstra que 52,95% (fi = 817) das  
dificuldades estão associadas a condições técnicas e 44,72% (fi = 690) a limitações  
financeiras, totalizando 97,67%, o que evidencia o peso determinante dos factores  
estruturais. Este panorama está alinhado com estudos realizados no contexto  
africano, que apontam a infraestrutura digital limitada e o acesso desigual às  
tecnologias como obstáculos persistentes à transformação digital no ensino superior  
(Adedoyin & Soykan, 2023; Babalola & Genga, 2024; UNESCO, 2020).  
A transição abrupta do ensino presencial para o modelo semi-presencial evidenciou  
fragilidades estruturais, particularmente ao nível da literacia digital de docentes e  
estudantes. Os dados de satisfação mostram níveis moderados de adaptação às  
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plataformas digitais (M = 2,30; DP = 1,359) e de preparação para aulas on-line (M =  
2,26; DP = 1,449), o que reforça a existência de dificuldades no uso pedagógico das  
tecnologias.  
O uso predominante de plataformas como o WhatsApp sugere uma adaptação  
baseada em soluções acessíveis, mas pedagogicamente limitadas. Apoiados por  
pesquisas recentes que indicam que, em contextos do Sul Global, muitos estudantes  
dependem de dispositivos e dados móveis para aceder a conteúdos académicos, o que  
restringe a participação plena em ambientes virtuais mais exigentes (Dhawan, 2020;  
Msomi & Behara, 2026). Além disso, a exclusão digital ocorre em múltiplos níveis,  
não apenas no acesso à tecnologia, mas também nas competências digitais e no  
suporte institucional disponível (World Bank, 2021).  
As desigualdades socioeconómicas observadas neste estudo reforçam a noção de  
“divisão digital”, amplamente documentada na literatura sobre ensino superior em  
África. A forte concentração de constrangimentos nas dimensões técnica e financeira  
ajuda a explicar os níveis relativamente baixos de satisfação com o ensino on-line (M  
= 2,33; DP = 1,459) e com os recursos digitais, nomeadamente a quantidade de  
plataformas (M = 1,22; DP = 0,889). A falta de infraestruturas adequadas, os custos  
elevados de conectividade e de dispositivos, bem como as lacunas nas políticas  
institucionais continuam a limitar a implementação eficaz do e-learning (Adedoyin &  
Soykan, 2023; AHMED J. et al., 2024; UNESCO, 2020). Estes factores não apenas  
dificultam o acesso, mas também criam experiências de aprendizagem desiguais  
entre os estudantes, o que é corroborado pelos elevados desvios-padrão observados  
nos indicadores de satisfação.  
Apesar destes desafios, verificou-se uma capacidade significativa de adaptação por  
parte dos estudantes, evidenciada pelo desenvolvimento de competências de auto-  
aprendizagem, autonomia e literacia digital básica. A percepção relativamente  
positiva da aprendizagem ao longo do ano (M = 2,99; DP = 1,251) sugere que, mesmo  
diante de limitações estruturais, os estudantes mantêm algum nível de engajamento  
académico. Esta resiliência tem sido igualmente observada em outros contextos  
africanos, onde os estudantes demonstram elevada motivação para integrar  
tecnologias digitais no seu percurso académico, mesmo em condições adversas  
(Dhawan, 2020; Halubanza et al., 2025). Entretanto, essa adaptação não elimina as  
limitações estruturais que continuam a afectar a qualidade da aprendizagem.  
A preferência manifestada pelos estudantes pelo ensino presencial, refletida em  
níveis ligeiramente superiores de satisfação (M = 2,47; DP = 1,139) em comparação  
com o ensino on-line, confirma tendências identificadas em diversos estudos, que  
apontam para limitações do ensino digital em termos de interacção social,  
acompanhamento pedagógico e sentimento de pertença.  
A ausência de contacto directo com docentes e colegas reduz as oportunidades de  
aprendizagem colaborativa e pode afectar negativamente a motivação e o  
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desempenho académico, sobretudo em contextos em que os ambientes virtuais não  
estão plenamente desenvolvidos (Adedoyin & Soykan, 2023; Chigozie E. et al., 2024).  
Embora os factores relacionados com o corpo docente apresentem baixa frequência  
nos constrangimentos (0,97%), alguns indicadores de satisfação sugerem  
fragilidades, como o feedback nas plataformas (M = 2,27; DP = 1,351) e, sobretudo, a  
assiduidade docente (M = 0,56; DP = 1,122), o que indica que aspectos pedagógicos  
também requerem atenção, ainda que não constituam o principal obstáculo.  
Conclusão  
Apesar das limitações, os resultados demonstram que a instituição desenvolveu  
esforços relevantes para assegurar a continuidade do processo de ensino-  
aprendizagem, os quais foram positivamente reconhecidos pelos estudantes.  
Verificou-se, igualmente, uma capacidade considerável de adaptação por parte dos  
discentes, expressa no desenvolvimento de competências de auto-aprendizagem,  
autonomia e literacia digital básica, ainda que em níveis incipientes.  
A preferência generalizada pelo ensino presencial revela que o modelo semi-  
presencial, nas condições actuais, ainda não consegue garantir níveis iguais de  
interacção pedagógica e construção colaborativa do conhecimento. Evidenciando  
grandes desigualdades socioeconómicas que influenciam directamente o acesso e a  
participação no ensino semi-presencial, reforçando a existência de uma divisão  
digital que tende a reproduzir e ampliar assimetrias já existentes no ensino superior.  
Conclui-se que a adopção eficaz de modelos híbridos no ISCED-Huíla depende de  
uma abordagem sistémica que vá além de respostas emergenciais. Tal abordagem  
deve incluir investimentos consistentes em infra-estruturas tecnológicas, programas  
de capacitação digital contínua para docentes e estudantes, bem como a  
implementação de políticas institucionais orientadas para a inclusão e equidade no  
acesso às tecnologias.  
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assim como as regras de funcionamento dos serviços públicos e privados e  
dos equipamentos sociais, durante a vigência da Situação de Calamidade  
Pública.Revoga todas as normas que contraiem o disposto no presente  
Diploma (2020). DIÁRIO DA REPÚBLICA: I Série, Nº 139.  
Decreto Executivo n.º 10/2020, de 29 de Setembro. Aprova o Calendário Escolar  
Nacional Reajustado para o Ano Lectivo 2020/2021 e aprova as Orientações  
Metodológicas que visam a retoma das actividades administrativas e  
pedagógicas das Instituições da Educação Pré-Escolar, Ensino Primário e  
Secundário (2020). DIÁRIO DA REPÚBLICA: I Série, Nº 157  
Decreto Presidencial n.º 305/21 de 16 de Dezembro. ESTATUTO ORGÂNICO DO  
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO DA HUÍLA (2021).  
DIÁRIO DA REPÚBLICA: I Série, Nº 236.  
Despacho n.º 126/GAB. DG. /ISCED-Huíla/2020, Plano de Retoma das Actividades  
Lectivas Presenciais.  
Recebido:17/10/2025  
Aceite:28/06/2026  
manuscrito o autor está ciente de que os direitos de autor passam para a REVISTA  
CIENTÍFICA DO ISCED - Huíla e para o Instituto Superior de Ciências de Educação da  
Huíla, que mantém com fundos próprios a Revista.  
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