Revista Científica do ISCED-Huíla  
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Sinistralidade Rodoviária: Um Olhar Para a Educação e  
Sensibilização Rodoviária na Cidade do Lubango.  
Road Traffic Accidents: A Focus on Road Safety Education and Awareness in the  
City of Lubango  
Siniestralidad Vial: Una Mirada a la Educación y Sensibilización Vial en la Ciudad  
de Lubango  
Vladi Sénio Ribeiro Pereira1  
Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla, Angola  
Cipriano Angelino Bongo2  
Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla, Angola  
Resumo  
O presente estudo aborda a importância da disseminação da educação rodoviária como  
estratégia para reduzir o elevado número de acidentes rodoviários na cidade do Lubango,  
Huila, Angola. Trata-se de uma pesquisa descritiva, desenvolvida com base em métodos de  
análise e síntese, comparativo, histórico-lógico e hipotético-dedutivo, bem como em métodos  
empíricos, nomeadamente a análise documental, a observação, os instrumentos estatísticos e  
cartográficos. O presente estudo visa contribuir para a prossecução de acções urgentes por  
parte das autoridades locais, adequando-se, deste modo, aos objetivos da Agenda 2030 da  
ONU, que visam reduzir em até 50% o número de acidentes. O estudo concluiu que a educação  
rodoviária aliada às campanhas de sensibilização e às instituições de ensino ajuda a garantir a  
prevenção e segurança rodoviária dos utentes da via pública. Os participantes demonstraram  
grande aceitação quanto à inclusão da educação rodoviária nos currículos escolares.  
Palavras-chave: Educação Rodoviária, Sinistralidade Rodoviária, Campanhas de  
Sensibilização.  
Abstract  
This study addresses the importance of disseminating road safety education as a strategy to  
reduce the high number of road accidents in the city of Lubango, Huila, Angola. This  
descriptive study uses analytical and synthetic, comparative, historical-logical, and  
hypothetical-deductive methods, as well as empirical methods, namely document analysis,  
observation, and statistical and cartographic tools. The study concludes that road safety  
education, combined with awareness campaigns and educational institutions, helps ensure  
road safety and prevention for public road users. Participants demonstrated strong support for  
the inclusion of road safety education in school curricula. This study aims to contribute to the  
pursuit of urgent actions by local and other authorities, which, along with the UN 2030  
1
Doutor em Tecnologia Educativa pela Universidade da Beira Interior. Investigador afecto ao Centro  
de Investigação e Desenvolvimento da Educação (CIDE, ISCED-Huíla).  
2 Investigador afecto ao Centro de Investigação e Desenvolvimento da Educação (CIDE, ISCED-Huíla).  
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Agenda, aim to reduce the number of accidents by up to 50%.  
Keywords: Road Education, Road Accidents, Awareness Campaigns.  
Resumen  
Este estudio aborda la importancia de difundir la educación vial como estrategia para reducir  
el elevado número de accidentes de tránsito en la ciudad de Lubango, Huila, Angola. Se trata  
de una investigación descriptiva, desarrollada mediante métodos de análisis y síntesis,  
comparativos, histórico-lógicos e hipotético-deductivos, así como métodos empíricos, a saber,  
análisis documental, observación e instrumentos estadísticos y cartográficos. El estudio  
concluye que la educación vial, combinada con campañas de sensibilización e instituciones  
educativas, contribuye a garantizar la prevención y la seguridad vial de los usuarios de la vía  
pública. Los participantes mostraron una gran aceptación respecto a la inclusión de la  
educación vial en los planes de estudio escolares. Este estudio pretende contribuir a la  
implementación de acciones urgentes por parte de las autoridades locales y otras entidades,  
cuyo objetivo, al igual que la Agenda 2030 de la ONU, es reducir el número de accidentes hasta  
en un 50 %.  
Palabras clave: Educación vial, Accidentes de tránsito, Campañas de sensibilización.  
Introdução  
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2015), os acidentes de viação já  
figuram entre as principais causas de morte a nível mundial. Estudos recentes indicam  
que a maioria dos acidentes está directamente associada a factores humanos,  
particularmente falhas de conduta, evidenciando a importância da educação e da  
sensibilização como elementos fundamentais na prevenção rodoviária.  
Nesta perspectiva, Martins (2022, p. 3) observa que “os países pioneiros na  
implementação de medidas políticas de educação rodoviária obtiveram resultados  
significativos na redução da sinistralidade rodoviária”.  
Para Campos (2009), o combate à sinistralidade deve passar pela promoção da  
educação cívica ao longo de todo o percurso escolar, desde o ensino pré-escolar até ao  
ensino superior. Este entendimento sustenta a ideia de que a educação rodoviária deve  
ser vista como uma estratégia abrangente de prevenção. No entanto, é fundamental  
destacar que a responsabilidade por esta educação não pode recair exclusivamente  
sobre a escola. Trata-se de uma acção que deve ser partilhada entre diferentes  
instituições e agentes com actuação na área (André et al., 2020).  
Assim, o presente estudo procurou investigar, com base nas percepções dos utentes da  
via, "como a educação e as campanhas de sensibilização influenciam a redução da  
sinistralidade rodoviária no município do Lubango?  
Diante do problema exposto, o objectivo geral desta pesquisa é analisar a evolução da  
sinistralidade rodoviária e o estado da educação e sensibilização sobre a segurança no  
trânsito no município do Lubango, propondo estratégias para a sua prevenção. Tendo  
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como objectivos específicos: a) Apresentar a evolução da sinistralidade rodoviária no  
Lubango; b) Analisar a situação actual da educação e sensibilização sobre a segurança  
rodoviária no município do Lubango; c) Apresentar propostas que maximizem a  
promoção da educação e sensibilização rodoviária.  
Enquadramento teórico  
A sinistralidade rodoviária (SR) ou “acidente de viação” é definida como a ocorrência  
na via pública, ou que nela tenha origem, envolvendo pelo menos um veículo e da qual  
resultem vítimas e/ou danos materiais (Decreto Presidencial 145/23 de 30 de Junho  
2023).  
Para reduzir a sinistralidade, destaca-se a importância da educação rodoviária,  
definida por Kuntze (1977) e Marques (2000) como um processo pedagógico voltado  
ao desenvolvimento de atitudes conscientes e responsáveis nos peões e condutores,  
com vistas à obediência voluntária às leis de trânsito.  
Complementarmente,  
as  
campanhas  
de  
sensibilização  
são  
estratégias  
comunicacionais destinadas à difusão de informação sobre segurança rodoviária,  
sustentadas por dados estatísticos dos acidentes, e têm como finalidade causar impacto  
psicológico e promover atitudes seguras (Heijster, 1997; Morais, 2023).  
Actualmente sabe-se que por dia, a nível mundial 140 000 pessoas são vítimas de  
lesões resultantes de acidentes de trânsito, 3000 perdem a vida e 15 000 ficam  
incapacitados permanentemente (OMS, 2011).  
A OMS para África em seu Relatório sobre o estado de implementação da década de  
acção para a segurança rodoviária na região africana refere que os números da SR no  
continente africano estão acima da média mundial, sendo que “cerca de 272 000  
africanos morrem nas estradas todos os anos” (OMS/África, 2021, p. 4).  
No caso de Angola, a SR é tida como a segunda maior causa de morte, sendo também  
considerada a primeira causadora de deficiências físicas (Costa, 2022). Anos atrás, isto  
é, no período entre 2018 e 2022, o Relatório do plano de Acção para Redução da  
Sinistralidade Rodoviária mostrou que até a dada altura, a nível nacional havia se  
registado aproximadamente 57.027 acidentes (Governo de Angola, 2023). Os dados da  
mesma fonte dão conta de 12.315 vítimas mortais e 62.515 feridos em consequência dos  
acidentes de viação.  
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Figura 1: Distribuição Provincial da Sinistralidade Rodoviária em Angola.  
Fonte: adaptado com base nos dados apresentados pelo Decreto Presidencial 145/23  
de 30 de Junho (2023).  
O município do Lubango tem estado a registar elevados números de sinistros  
rodoviários (Voz de África, 2023). A Tabela 1 espelha de forma sequencial os dados de  
sinistralidade rodoviária na cidade do Lubango, no período compreendido entre 2020  
e 2025.  
Tabela 1: Dados da Sinistralidade Rodoviária no Município do Lubango.  
Sinistralidade Rodoviária no Município do Lubango (2020-2025)  
Ano  
2020  
2021  
2022  
2023  
2024  
2025  
Total  
Nº de Acidentes  
Nº de Mortos  
Nº de Feridos  
754  
805  
1426  
1188  
1431  
1169  
585  
145  
191  
1339  
174  
186  
224  
60  
1257  
1580  
1421  
407  
6604  
980  
6758  
Fonte: Adaptado do Relatório Anual da Sinistralidade Rodoviária da Huíla (2025)  
Com base na análise dos dados estatísticos apresentados, observa-se que, no período  
em estudo, o município do Lubango registou um total de 6.604 acidentes de viação,  
resultando em aproximadamente 980 vítimas mortais e 6.758 feridos. Esses números  
revelam uma realidade preocupante.  
A tendência é de agravamento, pois estima-se que, até 2030, a sinistralidade rodoviária  
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ocupará a quinta posição entre as principais causas de morte no mundo (OMS, 2009).  
Nesse contexto, Nabais (2009) a classifica como um grave problema de saúde pública,  
especialmente nos países em desenvolvimento.  
Tabela 2: As 10 principais causas de morte a nível mundial, segundo a OMS.  
Dez Principais Causas de Morte  
2004  
Principal causa  
2030  
Principal causa  
Nº  
Nº  
1
2
3
4
5
Doença Cardíaca Isquémica  
Doença Cerebrovascular  
Infecções de Trato Respiratório Inferior  
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica  
Doenças Diarreicas  
1
Doença Cardíaca Isquémica  
Doença Cerebrovascular  
Infecções de Trato Respiratório Inferior  
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica  
Traumatismo por Acidente de Viação  
2
3
4
5
6
7
VIH/SIDA  
Tuberculose  
6
7
Cancro da traqueia, Bronquios e Pulmão  
Diabete melittus  
8
9
Cancro da Traqueia, Bronquios e Pulmão  
Traumatismo por Acidente de Viação  
8
9
Doença Cardíaca Hipertensiva  
Cancer do Estomago  
10  
Prematuridade e Baixo Peso à Nascença  
10  
VIH/SIDA  
Nota: Quadro adaptado do Relatório global sobre a situação da segurança rodoviária (2009).  
Para Sitoe (2023) e Cardoso (2013), a Sinistralidade Rodoviária afecta negativamente  
a sociedade em múltiplas dimensões: social, familiar, psicológica e económica e requer  
intervenções eficazes por parte do Estado e da sociedade civil. Silva et al. (2021)  
reforçam que os custos da Sinistralidade Rodoviária vão além do material, atingindo  
aspectos emocionais e psicológicos de vítimas e familiares. O agravamento e  
propagação mundial da SR tornaram-na uma verdadeira epidemia social do século XX,  
exigindo acções articuladas, educativas e fiscalizadoras para o seu enfrentamento e  
redução eficaz (Rosas, 2012; Neves, 2022).  
Diante disso, Magalhães (2022) defende a adopção de medidas integradas que  
promovam a segurança rodoviária, tais como o respeito às normas de trânsito,  
investimento em infra-estruturas adequadas, fiscalização rigorosa, penalizações  
eficazes, campanhas de educação e sensibilização, utilização de tecnologias modernas,  
fomento à pesquisa e promoção de meios de transporte alternativos.  
Assim, a ONU e a OMS têm liderado esforços internacionais para mitigar os efeitos da  
Sinistralidade Rodoviária . Um dos principais instrumentos orientadores desses  
esforços é o Plano Global para a Década de Acção pela Segurança no Trânsito 2021-  
2030, estabelecido através da Resolução 74/299 das Nações Unidas, de Agosto de  
2020 (Sitoe, 2023).  
Segundo a OMS (2011), este plano visa orientar os Estados-membros na definição e  
implementação de políticas e acções estratégicas, propondo como meta central a  
redução em 50% das mortes e lesões no trânsito ao longo da década.  
Educação Rodoviária e a Escola  
As instituições de ensino (escolas) desempenham um papel essencial no âmbito da  
Educação Rodoviária.  
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Como observado, a SR em Angola apresenta números alarmantes, colocando o país  
entre os que têm a SR como uma das principais causas de morte. Considerando que o  
ser humano é o principal causador e também o mais afectado pelos acidentes, a sua  
educação apresenta-se como uma das medidas mais viáveis, seguras e duradouras para  
combater este fenómeno (Cardoso, 2013). Deste modo, evidencia-se a necessidade de  
implementar a Educação Rodoviária nas escolas, em todos os ciclos de ensino,  
especialmente no pré-escolar e no primeiro ciclo, de forma que os indivíduos, desde  
tenra idade, sejam capazes de interiorizar, de maneira lúdica, as regras gerais de  
circulação rodoviária (Rosa & Meireles-Coelho, 2011).  
O combate à SR é um dever de todos. Portanto, cabe às instituições de ensino integrar  
a Educação Rodoviária nos seus planos de estudo (André et al., 2020).  
Em Angola, diversas entidades governamentais e não governamentais têm  
desenvolvido acções com o objectivo de introduzir a Educação Rodoviária nas escolas.  
Essas acções tiveram início em Luanda, com palestras realizadas junto aos alunos do  
Lar Kuzola, e foram posteriormente estendidas a outras escolas da província. Diante  
da avaliação positiva, o subinspector Manuel Paulo (2014) ponderou a possibilidade de  
inserir temas sobre regras e sinais de trânsito nos programas curriculares do ensino  
primário.  
No caso da cidade do Lubango, embora as informações sejam escassas, há evidências  
de actividades do género. Por exemplo, a Direcção Provincial de Viação e Trânsito, em  
parceria com a Direcção do Colégio nº 57/1.º de Dezembro, realizou uma campanha de  
sensibilização, onde os alunos actuaram como agentes de trânsito, distribuindo  
cartazes com conselhos sobre condução responsável (Polícia Nacional de Angola -  
Huíla, 2024).  
Educação Rodoviária e as Campanhas de Sensibilização  
A fraca promoção de campanhas de sensibilização dos utentes das vias públicas é  
apontada por diversos autores como uma das causas relevantes para a ocorrência da  
SR. Segundo Cardoso (2013) e Seco et al. (2008, p. 19), “a ausência de acções contínuas  
e eficazes de sensibilização contribui significativamente para os elevados índices de  
acidentes”. Assim, a realização de campanhas de sensibilização é essencial para a  
melhoria da segurança nas vias públicas. Cordeiro & Afonso (2014) defendem que as  
campanhas devem ser reforçadas e ampliadas, de modo a abranger todas as classes  
sociais e desconstruir a percepção equivocada de que a educação rodoviária se destina  
apenas aos condutores. Para que essas campanhas sejam eficazes, Peixoto (2006)  
destaca que é necessário, antes de tudo, identificar o público-alvo e as acções mais  
adequadas para alcançá-lo. Assim, torna-se imprescindível definir programas  
específicos de sensibilização, incluindo acções, temas, estratégias e abordagens,  
direccionados às diferentes categorias de indivíduos.  
Em Angola, várias campanhas já foram realizadas, tanto por entidades estatais quanto  
por organizações não governamentais e associações civis. Segundo a Direcção Nacional  
de Viação e Trânsito (DNVT, 2016), cerca de 471 campanhas de sensibilização foram  
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promovidas na província de Luanda em 2013. Isso se justifica pelo fato de Luanda  
apresentar os maiores índices de sinistralidade do país (DNVT, 2017).  
No plano de actividades da Polícia Nacional da Huíla consta a promoção da educação  
rodoviária na cidade do Lubango. Uma das acções mais recentes ocorreu no bairro  
Comandante Cowboy, tendo como público-alvo os moto-taxistas. A campanha visou  
destacar os benefícios do uso do capacete de protecção e do Colete reflector, com foco  
na prevenção da sinistralidade e na promoção de um trânsito seguro (Polícia Nacional  
de Angola, Huíla, 2024).  
Em outra iniciativa promovida no Lubango, a Polícia Nacional incluiu a camada juvenil  
numa campanha alusiva ao Dia da Juventude. A acção teve como objectivo sensibilizar  
automobilistas e mototaxistas quanto ao respeito aos limites de velocidade, à não  
utilização do telemóvel durante a condução, ao uso do capacete e do cinto de segurança.  
Também foram feitas abordagens direccionadas aos peões, com apelos para a  
utilização correcta das passadeiras e o respeito pelos sinais de trânsito (Polícia  
Nacional de Angola, Huíla, 2024).  
Metodologia  
O estudo classifica-se como pesquisa descritiva com abordagem mista, qualitativa e  
quantitativa. Essa escolha justifica-se pela necessidade de compreender tanto os dados  
estatísticos relacionados à Sinistralidade Rodoviária quanto os factores sociais,  
comportamentais e culturais que interferem na segurança no trânsito, especificamente  
no município do Lubango. A combinação dessas abordagens proporciona uma visão  
abrangente e integrada do problema, contribuindo para a formulação de políticas  
públicas mais eficazes e programas educativos mais adequados à realidade local.  
O método de análise e síntese possibilita organizar e interpretar dados provenientes de  
fontes diversas (Prodanov & Freitas, 2013). Assim, para o presente estudo, realizou-se  
a análise das informações qualitativas e quantitativas, identificando padrões e  
tendências, seguidamente e de forma sintética integrou-se esses dados ao referencial  
teórico, possibilitando reflexões sobre estratégias de educação e prevenção da  
Sinistralidade Rodoviária . E de forma complementar o método histórico-Logico foi  
aplicado com o intuito de analisar a evolução da educação e das campanhas de  
sensibilização rodoviária no município do Lubango; este método considera o contexto  
social, político e económico ao longo do tempo, proporcionando um entendimento  
mais profundo das transformações ocorridas na mobilidade urbana e nos níveis de  
conscientização da população.  
A Cartografia como instrumento foi crucial, pois permitiu representar visualmente a  
distribuição geográfica de acidentes rodoviários em Angola, facilitando a identificação  
das províncias com índices críticos de SR e padrões espaciais.  
Para este estudo, a população-alvo compreende os utentes da via pública na cidade do  
Lubango, incluindo peões e condutores, tendo recorrido à técnica de amostragem não  
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probabilística, que, segundo Gil (2008, p. 94), “revela-se particularmente adequada  
para estudos de natureza exploratória ou qualitativa, sobretudo quando se verificam  
constrangimentos de ordem temporal e de recursos”.  
Assim sendo, o universo da pesquisa foi composto por 200 indivíduos, dos quais foram  
efectivamente inquiridos 167 participantes, sendo 87 peões que correspondem a  
53,29% e 78 automobilistas que correspondem a 46,71%, número considerado  
suficiente para atender aos objectivos do estudo e garantir a validade dos resultados.  
Para assegurar a consistência e a profundidade dos dados, foi utilizado como  
instrumento de recolha o Inquérito por questionário, que esteve estruturado por  
perguntas abertas e fechadas, organizadas por categorias temáticas com o intuito de  
facilitar posteriormente o tratamento e a análise dos dados. Para aplicação de  
inquéritos, optou-se pela utilização do KoboToolbox, uma plataforma gratuita e de  
código aberto, e do aplicativo móvel KoboCollect que pode ser operado tanto online  
quanto offline, acessível a partir de diversos dispositivos como computadores,  
smartphones e tablets (Santos et al., 2021).  
A aplicação dos inquéritos decorreu entre os dias 20 de janeiro e 28 de Abril de 2025,  
concluída a etapa de campo, os dados foram automaticamente enviados e armazenados  
no servidor central da plataforma KoboToolbox, que permite a geração de relatórios  
preliminares e a exportação da base de dados no formato XLSX (Harvard  
Humanitarian Initiative, 2020).  
Seguidamente os dados foram submetidos a um processo rigoroso de limpeza e  
tratamento, permitindo assim realizar uma análise mista, com abordagens  
quantitativas utilizando o Microsoft Excel 2016, uma ferramenta versátil para análise  
estatística simples (Moreira, 2022), e qualitativas, utilizando o software Nvivo versão  
15, amplamente utilizado em estudos sociais para o tratamento de dados qualitativos,  
uma vez que se obteve um volume expressivo de respostas textuais geradas (Godoi,  
2006; Teixeira, 2015; Mozzato & Grzybovski, 2011).  
O processo com o software Nvivo seguiu os seguintes passos:  
● Importação dos ficheiros em formato Word para o NVivo.  
● Definição dos parâmetros de análise de frequência de palavras:  
1. Localização das palavras mais frequentes no conteúdo textual;  
2. Geração de um relatório com as 100 palavras mais frequentes;  
3. Definição de correspondência exacta entre as palavras.  
Com base nesses critérios, o NVivo gerou os relatórios de frequência e as nuvens de  
palavras (ver Figura 8) nas quais as palavras mais frequentes aparecem com destaque  
visual, maior tamanho e coloração distinta, permitindo interpretar com clareza os  
temas centrais emergentes nas respostas dos inquiridos.  
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Resultados e Discussão  
A seguir apresentam-se os principais resultados obtidos através dos inquéritos  
aplicados em diferentes locais aos residentes da cidade do Lubango, com o objectivo  
de compreender a percepção e o nível de envolvimento da população em relação à  
Educação e Sensibilização Rodoviária.  
Figura 2: Mapa de pontos de aplicação de Inquéritos.  
O estudo realizou-se na cidade do Lubango, assim, no que concerne à distribuição de  
participantes por bairros, a Mapunda concentra a maior proporção de respondentes,  
representando aproximadamente 14,97% do total. Em seguida, destacam-se os bairros  
agregados sob a designação "outros" (13,77%), que englobam, maioritariamente, zonas  
periféricas cujas denominações não constam nas bases oficiais da divisão político-  
administrativa municipal. Em contrapartida, os bairros Nambambe, Bula Matadi e  
Ferrovia registam os menores índices de participação, com apenas 1,08% cada.  
Dos respondentes, 63,47% são indivíduos do sexo masculino e 36,53% do sexo  
feminino; a maior concentração de participantes situa-se nas faixas etárias dos 25 aos  
34 anos (46,11%) e dos 18 aos 24 anos (25,75%), evidenciando uma predominância de  
adultos e jovens entre os participantes. Em contrapartida, as faixas etárias com menor  
representatividade foram as de 65 anos ou mais e de 18 anos ou menos, com apenas  
0,60% e 1,80% do total, respectivamente.  
Em pesquisas sobre Educação e Sensibilização Rodoviária, o objectivo principal é  
instruir os usuários das vias públicas sobre as condutas adequadas para garantir a  
Segurança Rodoviária. Nesse contexto, a análise das respostas dos participantes sobre  
o conhecimento prévio acerca da Segurança Rodoviária revelou resultados promissores  
(Figura 3). A vasta maioria dos participantes (96,41%) afirmou já ter ouvido falar sobre  
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o tema, enquanto uma parcela minoritária (2,40%) respondeu negativamente e 1,20%  
não respondeu. Estes dados sugerem um nível considerável de familiaridade com o  
conceito de Segurança Rodoviária entre os residentes do Lubango.  
Figura 3: Informações Sobre Segurança Rodoviária.  
96,41%  
100,00%  
80,00%  
60,00%  
40,00%  
20,00%  
2,40%  
Não  
1,20%  
0,00%  
Sim  
Não Respondeu  
Apesar das constatações apresentadas sobre a realização de campanhas de  
sensibilização rodoviária, o presente estudo apurou que a maior parte dos  
participantes, cerca de 80,84% do total, nunca participou de uma campanha de  
sensibilização, ao passo que 19,16% dos inquiridos afirmou já ter participado de uma  
campanha de sensibilização (Figura 4).  
Figura 4: Participação em Campanhas de Sensibilização.  
19,16%  
Não  
Sim  
80,84%  
Relativamente ao acesso as campanhas de Sensibilização (Figura 5), a maioria dos  
participantes, cerca de 24% afirmou ter tido contacto com estas campanhas através da  
participação em workshops, promovidos por diversas organizações, seguidamente  
podemos ver que 20% dos participantes diz ter tido contacto por Assistir Palestras ou  
Seminários, em terceiro lugar vemos que cerca de 18% dos participantes diz ter  
Recebido Materiais Informativos, isso inclui Cartazes, Panfletos e folhetos, sobre a  
Segurança Rodoviária, estes dados mostram e confirmam aquilo que a PNA (2016) diz  
ter adotado como estratégias ideais para levar a Educação Rodoviária a certas pessoas,  
através de palestras, workshops, exposições, entre outros, no entanto ressalta-se  
também a necessidade de estes identificarem o publico alvo e os assuntos para cada  
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um destes (Peixoto, 2006).  
Também podemos notar que as Redes Sociais tem desempenhado um papel crucial na  
promoção de Campanhas, pois que 14% dos participantes diz ter tido contacto com  
estas por este meio, um dado curioso é que parte dos inqueridos, isto é, 14%, em algum  
momento já esteve envolvido em promover campanhas de sensibilização, o que já é  
muito bom, ver membros da sociedade preocupadas em promover estas campanhas, e  
por fim e não menos importante, vemos que 11% dos participantes afirmou ter tido  
contacto através da Escola, sinal de que as campanhas têm estado a chegar em alguns  
momentos nas escolas, fazendo com que muitos alunos estejam em contacto com  
matérias relacionados com a Educação Rodoviária.  
Figura 5: Acesso às Campanhas de Sensibilização.  
30%  
24%  
25%  
20%  
18%  
20%  
15%  
10%  
5%  
14%  
14%  
11%  
0%  
Participando em Assistindo a  
Recebendo  
materiais  
informativos  
Através das  
redes sociais  
Promovendo  
campanhas de  
sensibilização  
Atráves da  
Escola  
eventos ou  
workshops  
palestras ou  
seminários  
Assim como qualquer outra actividade, as campanhas de Sensibilização também se  
deparam com algumas dificuldades para serem realizadas, e neste estudo pode-se  
constatar que a maior dificuldade dessas campanhas é a Falta de Interesse Público  
(Figura 6), oque é preocupante, neste quesito a PNA (2016) também afirma que a falta  
de interesse público em matéria de Educação Rodoviária constitui-se num desafio para  
o sucesso das mesmas, tanto é que nos últimos anos tem vindo a repensar nas  
estratégias comumente usadas para realização de campanhas de sensibilização,  
seguidamente aparece a Falta de Financiamento, uma triste realidade, pois que foi a  
falta de financiamento que inviabilizou o cumprimento da maioria dos objectivos e  
tarefas que estavam previstas para o combate da SR no país, no Plano Nacional de  
Prevenção e Segurança Rodoviária (Decreto Presidencial 145/23 de 30 de Junho,  
2023). E por fim outra dificuldade dessas campanhas cinge-se à falta de visibilidade,  
ou seja, devia ser mais frequente a realização destas.  
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Figura 6: Dificuldades que as Campanhas de Sensibilização Enfrentam.  
Falta de interesse do público  
Falta de financiamento  
Falta de visibilidade  
32%  
30%  
26%  
Meios publicitários pouco eficazes  
Outro  
11%  
1%  
1%  
Mensagens pouco claras ou irrelevantes  
0%  
5%  
10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%  
De acordo com o Centro de Formação de Condutores (2024), há maior necessidade de  
as autoridades responsáveis pela segurança rodoviária cooperarem com os  
influenceres digitais, visando maior disseminação das campanhas de sensibilização,  
pois sabe-se que estes tendem a produzir conteúdos que na maioria das vezes alcançam  
um grande número de pessoas que em geral estão ligados a rede social do mesmo,  
portanto neste estudo, constatou-se um parecer Muito Favorável (50,30%) e Favorável  
(33,53%) quanto ao uso de influenciadores Digitais para promover a Educação  
Rodoviária, o estudo também revelou que alguns preferem ser noutros (13,77%) a  
utilização destes e uma minoria cerca de 1,20% considera Desfavorável essa  
possibilidade (Figura 7).  
Figura 7: Uso de Influenciadores Digitais em Campanhas de Sensibilização.  
60,00%  
50,30%  
50,00%  
40,00%  
30,00%  
20,00%  
10,00%  
0,00%  
33,53%  
13,77%  
Neutra  
1,20%  
1,20%  
Muito favorável  
Favorável  
Não Respondeu Desfavorável  
Em alguns países a “educação rodoviária é tema obrigatório nos currículos escolares”  
(Cardoso, 2013). Assim, no presente estudo apurou-se dos participantes opiniões sobre  
a Introdução de uma disciplina sobre a Educação Rodoviária nas Escolas, e de acordo  
a Figura 8, nota-se que 95,81% dos participantes diz Sim a possibilidade da Criação de  
uma disciplina ou inclusão de temas nos currículos escolares sobre Educação  
Rodoviária, uma resposta favorável e muito oportuna para melhorar a segurança  
Rodoviária, e como forma de apoiar isso a DNVT (2024) tem estado a levar a cabo uma  
serie de acções sobre a Educação Rodoviária nas escolas, uma forma indirecta de apelar  
pela necessidade de incluir esta no currículo escolar, do contrário apenas 1,20% do  
inqueridos disseram Não a possibilidade de incluir a Educação Rodoviária nas Escolas,  
ao passo que 2,99% dos participantes Não Responderam a esta pergunta.  
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Figura 8. Educação Rodoviária nas Escolas.  
1,20%  
2,99%  
Sim Não Respondeu Não  
95,81%  
Após identificar um conjunto de informações referentes às campanhas de  
Sensibilização, foi importante saber as sugestões dos participantes para melhorar a  
eficácia destas, diante da amplitude e variedade das respostas obtidas, tornou-se  
imperativo o uso de um software de análise qualitativa. Tal procedimento viabilizou a  
quantificação da frequência de palavras e a criação de uma nuvem de termos  
predominantes (Figura 9), e com isto constituíram-se cerca de 8 categorias (Figura 9)  
que resumem de certa forma as sugestões dos inquiridos.  
Figura 9: Nuvem de Palavras faz menção a sugestões para melhorar as campanhas de sensibilização.  
Assim e com base na Figura 10, pode-se constatar que aproximadamente 34% dos  
participantes sugerem que as diversas entidades (Governo, DNVT, Escolas, Igrejas,  
ONGs) realizem mais campanhas de sensibilização sobre a Segurança Rodoviária no  
Lubango, ainda nesta ordem, cerca de 13% dos participantes sugere que as Campanhas  
de Sensibilização tenham Maior Divulgação na mídia (TVs, Rádios, Redes Sociais,  
Paíneis de Publicidade, etc), seguidamente temos cerca de 11% dos participantes que  
sugerem a introdução de um programa de Educação Rodoviária nas Escolas e  
incentivar a participação das Igrejas em matéria de Educação Rodoviária (isso também  
incluí a produção de conteúdos multimédias para as crianças, afim de aprenderem da  
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melhor forma que ao transitar na via publica é preciso ter em conta a prevenção e muita  
atenção). Anteriormente foi também referido que uma das dificuldades que as  
Campanhas enfrentam é a falta de financiamento, portanto, aqui cerca de 8% dos  
participantes sugerem que para o êxito das campanhas é necessário a Participação e  
Financiamento do Governo em campanhas de sensibilização rodoviária. Por outro  
lado, ainda, houve participantes que sugeriram que para haver sucesso nestas  
campanhas torna-se crucial o Aumento da Fiscalização (entidades competentes), a  
seguir vemos que a realização de Palestras, Workshops, Transmissão de Mensagens e  
Relatos sobre a Sinistralidade Rodoviária e a Inclusão de mais pessoas nas Campanhas  
de Sensibilização Rodoviária, Sobretudo a Camada Juvenil da cidade do Lubango,  
correspondem cada com 5%, e por fim, não menos importante, cerca de 4% dos  
inqueridos, sugere a Realização de Mais Campanhas de Sensibilização Rodoviária nas  
zonas Periféricas da cidade do Lubango.  
Figura 10: Sugestões para Eficácia das Campanhas de Sensibilização Rodoviária.  
Realizar mais Camapnhas de Sensibilização  
Não Respondeu  
34%  
15%  
13%  
11%  
Maior divulgação de Campanhas Sensibilização  
Rodóviaria.  
Introdução de um Programa de Educação Rodoviária  
nas Escolas  
Participação e Financiamento do Governo em  
Camapnhas de Sensibilização  
8%  
5%  
Aumento da Fiscalização  
Palestras, Workshops sobre Sinistralidade E Segurança  
Rdoviária.  
5%  
5%  
Inclusão de Mais Pessoas nas Campanahs de  
Sensibilização.  
Realização de Mais Camapnhas nos Bairros (Bairros)  
4%  
0%  
5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%  
Portanto, propõem-se a introdução gradual de conteúdos de segurança rodoviária nos  
currículos do ensino primário ao superior, com materiais adaptados a cada nível,  
promovendo uma cultura de responsabilidade no trânsito desde cedo, também torna-  
se relevante a realização de campanhas educativas em meios de comunicação como  
televisão, rádio e redes sociais, com linguagem acessível e formatos interactivos,  
envolvendo influenciadores digitais para maior impacto entre os jovens, para além  
disso incentiva-se o desenvolvimento de acções práticas como palestras, workshops e  
simulações em escolas e comunidades, incentivando a participação activa da população  
na promoção da educação rodoviária, e por fim e não menos importante recomenda-  
se o fortalecimento de parcerias entre instituições públicas, privadas e comunitárias,  
bem como a criação de mecanismos de financiamento que assegurem a continuidade  
das campanhas.  
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Conclusões  
A Sinistralidade Rodoviária afecta significativamente maior parte dos países a nível  
mundial e Angola, em particular, o município do Lubango não é uma excepção, pois no  
presente estudo apresentaram-se dados estatísticos que revelam dados assustadores  
de acidentes, ceifando muitas vidas humanas e deixando muitas sequelas às pessoas  
envolvidas nos acidentes.  
A realização de Campanhas que visam promover a Educação Rodoviária na cidade do  
Lubango é uma realidade, pois que há evidências da realização destas nas instituições  
de ensino, nas vias públicas, na mídia, nas igrejas, entre outras, e uma prova disso é  
que a maior parte dos utentes da via pública afirmou já ter ouvido falar sobre a  
segurança e sinistralidade rodoviária.  
Nota-se a crescente necessidade de disseminar a educação rodoviária, então adoptar  
estratégias eficazes, como o uso das redes sociais e de influencers digitais, a inclusão  
da camada juvenil, adaptar os assuntos em função do público-alvo e expandir as  
campanhas para as zonas periféricas, é uma das formas para que se alcance este  
propósito.  
Diante da magnitude da sinistralidade rodoviária e do seus impactos, é necessário que  
se reforcem as políticas públicas de segurança viária, integrando ações educativas,  
melhoria na fiscalização, fortalecimento das infra-estruturas e uso estratégico da  
comunicação social e digital, a colaboração do estado, a sociedade civil e as instituições  
de ensino é indispensável para alcançar as metas propostas, como a redução de 50%  
dos acidentes até 2027, conforme os objectivos definidos no plano nacional de  
prevenção e segurança rodoviária.  
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angola-continuam-a-matar/7362556.html  
Recebido:17/10/2025  
Aceite:24/06/2026  
submeter o manuscrito, o autor está ciente de que os direitos de autor passam para a  
REVISTA CIENTÍFICA DO ISCED - Huíla e para o Instituto Superior de Ciências  
de Educação da Huíla, que mantém com fundos próprios a Revista.  
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