Revista Científica do ISCED-Huíla
Copyright © 2026.
(
)
퐍ú퐦퐞퐫퐨 퐃퐞 퐒퐞퐦퐞퐧퐭퐞퐬 퐆퐞퐫퐦퐢퐧퐚퐝퐚퐬 ∗
퐏퐨퐭퐞퐧퐜퐢퐚퐥 퐝퐞 퐆퐞퐫퐦퐢퐧퐚çã퐨 =
× ퟏퟎퟎ
(퐍ú퐦퐞퐫퐨 퐝퐞 퐬퐞퐦퐞퐧퐭퐞퐬 퐩퐥퐚퐧퐭퐚퐝퐚퐬)
Porém, na expressão do potencial de germinação, o número de sementes
germinadas seguido de um asterisco corresponde às sementes que germinaram e
sobreviveram as condições a que foram submetidas, ou seja, sementes que deram
origem a plântulas saudáveis e posteriormente a planta. Deste modo, o potencial de
germinação forneceu-nos dados mais precisos do vigor, da qualidade e do
desempenho esperado da semente.
Resultados e discussão
As sementes utilizadas no ensaio germinativo estiveram sob condições climatéricas
diferentes daquelas encontradas no seu habitat natural. O ensaio germinativo teve
início no mês de fevereiro de 2024 e contou com duas fases fundamentais: a
primeira, na época chuvosa, que inclui os meses de Fevereiro, Março e Abril, e a
segunda, na época seca, incluindo os meses de Maio, Junho e Julho. Na primeira
fase deste estudo, foram determinados a taxa de germinação e do potencial de
germinação das duas espécies. Dentro do estufim, foram registadas temperaturas
que variaram entre 12ºC de mínima e 32ºC de máxima, registando-se assim uma
amplitude térmica de 20ºC. Observou-se que os valores de temperaturas registados,
dentro do estufim, estavam em consonância com as temperaturas ideais descritas
por (Mapaure, 1994) sobre as regiões de ocorrência da vegetação de Mopane. Pelas
razões descritas concluir-se-ia que as temperaturas observadas tiveram um efeito
favorável às duas espécies, por possuírem uma elevada capacidade de adaptação a
condições climatéricas adversas, da Mopane (Makhado et al., 2014) e da
A.
quanzensis (Dlamini & Silulu, 2006).
Todavia, pelo facto do estudo ter decorrido na época chuvosa, foram registados
valores de humidade relativamente bastante altos durante o período da manhã,
valores que variavam entre 30-100% e 37-79% no período da tarde dependendo da
pluviosidade. Foram igualmente determinados os valores médios da variação da
humidade relativa, nos três primeiros meses de estudo, que foram 59,70%, 58,50%
e 56,00% respetivamente, valores que não sofreram grandes alterações e que se
consideraram favoráveis para o estudo, pois encontram-se em níveis de 50-70%,
valores considerados ideias para a maior parte das plantas em estufa, por ajudarem
a manter as plantas hidratadas ao mesmo tempo que evitam o risco de doenças
bacterianas e fúngicas (Firmino, 2024).
A luminosidade, por sua vez, foi um outro factor tido em conta na germinação das
sementes, embora estas não necessitem de luz para germinarem, apenas da sua
energia, segundo (Dlamini & Silulu, 2006), as duas espécies necessitam de luz plena
após a germinação. No entanto, a diferença dos luxes foram variando muito, ao
longo deste período, com valores mínimos de 100 lux registados pela manhã, o que
pensamos ser desfavorável para as espécies, uma vez que elas ocorrem em zonas
122
Revista Científica do ISCED - Huíla, Lubango |v. 3, n.1 |pp 115-130| Janeiro-Junho|2022