Revista Científica do ISCED-Huíla
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Terminalia brachystemma (6,6%), Bakiaea plurijuga (5,3%), Combretum collinum
e Diplorhynchus condylocarpon (4%) e Baphia bequaerti (3,5%). Para este estudo
utilizamos o IVI – Índice de Valor de Importância para descrever as comunidades
vegetais resultantes dos dois métodos de amostragem.
Assim, as dez (10) espécies mais abundantes em ordem crescente nas parcelas de
1000 m2 foram: Baikiaea plurijuga (43,64), Baphia massaiensis ssp. obovata var.
obovata (23,26), Brachystegia spiciformis (25,67), Burkea africana (22,20),
Combretum collinum (20,08), Julbernardia paniculata (23,41), Combretum zeyheri
(14,21), Lonchocarpus nelsii (12,51), Pericopsis angolensis (10,32), Terminalia
sericea (9,62), enquanto nas parcelas de 10.000 m2 foram respectivamente:
Julbernardia paniculata (52,52), Burkea africana (29,49), Baikiaea plurijuga
(23,81), Brachystegia longifolia (21,80), Pterocarpus angolensis (20,11), Baphia
massaiensis ssp. obovata (12,43), Combretum collinum (12,40), Lonchocarpus nelsii
(13,20), Diplorhynchus condylocarpon (10,64), Terminalia brachystemma (9,85).
A avaliação fitossociológica das comunidades vegetais do parque, revelou a
importância ecológica de algumas espécies típicas do miombo (Brachystegia
longifolia, B. spiciformis e Julbernardia paniculata), bem como de espécies típicas
das formações áridas (Baikiaea plurijuga, Baphia massaiensis ssp. obovata e
Lonchocarpus nelsii), apontando efectivamente para espécies arbóreas mais
tipicamente resistentes as queimadas (Burkea africana) e/ou pioneiras nos estágios
iniciais da sucessão ecológica (Combretum spp., Terminalia brachystemma e T.
sericea) (Goncalves et al. 2017).
Relativamente a abundância das principais famílias botânicas foram encontradas
apenas nove (9) famílias suando o método de amostragem com parcelas de 1 hectare,
o que representa cerca de 60% do número total de parcelas encontradas com o outro
método, que usou parcelas de 0,1 ha, onde a família Fabaceae destacou-se com 43%
de espécies amostrados, seguida da família Combretaceae (25%), Strychnaceae
(18%), enquanto as famílias Euphorbiaceae, Phyllanthaceae e Rubiaceae foram as
menos representativas nas parcelas de 1000 m2. Com a utilização do método de
amostragem com parcelas de 10.000 m2, segue-se praticamente a mesma tendência,
com a família Fabaceae se destacando com cerca de 39% de espécies, seguida da
família Combretaceae (22%), Strychnaceae (20%) e as famílias Euphorbiaceae,
Phyllanthaceae e Rubiaceae foram as menos representativas (Figura 8). A abundância
da família Fabaceae nos levantamentos e inventários florísticos é bastante comum
nos ecossistemas tropicais, incluindo o miombo como é o caso do Bicuar (da Silva et
al. 2020).
Estudos recentes levados a cabo na região, que inclui o PNB ressaltou este mesmo
facto, evidenciando a abundância de espécies arbóreas da família Fabaceae,
nomeadamente: Julbernardia paniculata, Brachystegia spiciformis, B. longifolia e
B. bakeriana (Chisingui et al. 2018). Algumas espécies como Diplorhynchus
condylocarpon, pertencente a família Apocynaceae foram identificadas em parcelas
usando os dois métodos de amostragem, enquanto a espécie Boscia sp., pertencente
Revista Científica do ISCED - Huíla, Lubango |v. 3, n.1 |pp 27-45| Janeiro-Junho|2022
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